Estudo sobre a segunda epistola de Pedro
Introdução
A segunda epistola de Pedro, é similar,em ordem e conteúdo, a epistola de Judas(2Pedro 2.1-3,3.3 cf Jd 3-18).Contudo Pedro emite um aviso a respeito dos falsos ensinadores que
Acabariam vindo, passo que Judas afirma que eles já estavam presentes.Esta segunda epistola foi escrita particularmente contra as filosofias gnósticas e antinomiana.Os gnósticos Gnosticismo de (gnosis): 'conhecimento', (gnostikos): aquele que tem o conhecimento) é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, vindo a ser declarado como um pensamento herético após uma etapa em que conheceu prestígio entre os intelectuais cristãos.1 De fato, pode falar-se em um gnosticismo pagão e em um gnosticismo cristão, ainda que o pensamento gnóstico mais significativo tenha sido alcançado como uma vertente heterodoxa do cristianismo primitivo.ensinavam que alem de crer em Cristo era preciso também receber o gnosis ou conhecimento esotérico porem Pedro refutou esta ideia enfatizando o fato de que eles já haviam recebido o verdadeiro conhecimento.
Os antinomianos crêem que, uma vez que a salvação se da somente pela graça os requisitos da lei moral são irrelevantes.Pedro escreve o segundo capitulo para atacar o modo de vida libertino que naturalmente resultava daqueles que criam dessa forma.No terceiro capitulo ele reprova ceticismo a respeito da volta de Cristo.Nesta discussão ele trata de forma muito clara dos eventos vindouros.Ele cita também os desastres do universo físico.
Em um âmbito teológico Jerônimo, o tradutor da Vulgata, embora aceitasse II Pedro ao lado das outras seis epístolas "católicas" ou gerais (Epistle to Paulinius), reconhecia ao mesmo tempo que alguns mestres tinham duvidado de sua autenticidade por causa variação de estilo. Em outro ele explica esta diferença como o resultado natural do uso que Pedro fez de intérpretes diferentes para as duas epístolas.
No mesmo contexto ele menciona Tito como intérprete de Paulo e que Pedro tenha ditado a Marcos o material do Evangelho que leva o nome deste último. Para alguns que têm um conceito muito literalístico da inspiração, a idéia de tal função editorial de Silas (I Pe. 5:12) prejudica a inspiração e autoridade da carta, apesar de que seja notório que escribas estavam geralmente à disposição dos escritores inspirados (Jr. 36:2, 4; Rm. 16:22; e as observações tradicionais que se seguem a I e II Co., Ef., Fp., Cl. e Fm.). Outros acham que não há aqui nenhuma dificuldade; o Espírito Santo ajudou Silas a escrever como Ele ajudou Pedro a ditar. A grande maioria da igreja histórica assumiu esta última atitude.
Outra questão interna que tem sido premida contra a autoridade petrina desta epístola é a declarada familiaridade do seu escritor com as epístolas paulinas, a qual ao lado da referência à autoridade das cartas de Paulo (II Pe. 3:15,16), é considerada como indicação de que o cânon do N.T, já estava bastante estabelecido por ocasião da composição de II Pedro, parecendo assim aos que defendem este ponto de vista que esta epístola foi muito tardia para ter sido obra do apóstolo.
Tal linha de raciocínio parece realmente gratuito, pois se Pedro chegou a Roma exatamente dois ou três anos depois da chegada de Paulo como prisioneiro, certamente teria uma oportunidade natural de ficar conhecendo as epístolas de Paulo e poderia concebivelmente ter comungado com o próprio Paulo. De qualquer maneira, parece que as evidências de que as cartas de Paulo foram copiadas e circularam deu igreja em igreja imediatamente após serem recebidas, são razoáveis (veja Cl. 4:16).
Mais uma questão interna deveria ser considerada, isto é, a semelhança de certas declarações de lI Pedro com declarações de Judas. Três dos paralelos mais importantes são os que se seguem: 1) II Pedro 2:4 e Judas 6 referem-se ao castigo dos anjos decaídos, uma alusão à uma declaração feita no livro apócrifo de Enoque. 2) II Pedro 2:11 e Judas 9 falam da relutância dos anjos em fazer acusações contra Satanás, acrescentando a declaração de Judas, ao que parece, uma alusão à obra apócrifa Assunção de Moisés, onde Satanás é representado reclamando o corpo de Moisés. 3) II Pedro 3:3,4 e Judas 17, 18 fala da vinda de escarnecedores nos últimos tempos. II Pedro se refere a eles no futuro. Judas se lhes refere como uma realidade presente, já profetizada pelos apóstolos, de quem Pedro era um, é claro.
O Dr. Charles Bigg (St. Peter e St. Jude, págs. 216, 217), que aceita a autoria petrina desta epístola, argumenta convincentemente pela prioridade de II Pedro. É bom ter em mente também que há considerações plausíveis que apóiam uma data precoce da própria epístola de Judas. Confere-se-lhe uma data precoce tal como 65 AD., e aqueles que a colocam em 80 ou 90 A.D. devem contar com a narrativa de Hegesippus (contada por Eusébio) de que dois netos de Judas foram levados diante de Domiciano, que reinou entre 81 e 96 A.D., sendo descritos como homens adultos, lavradores de mãos calejadas, naquela ocasião. Lembre-se de que Judas foi irmão de nosso Senhor. As semelhanças entre li Pedro e Judas não parecem exigir uma data pós- petrina para a primeira.
Na bíblia de estudo de aplicação pessoal diz que o propósito da carta era advertir os cristãos quanto aos falsos ensinadores e exorta-los a crescer na Fé e no conhecimento d cristo.Nela também data no ano 67 D.C três anos após a primeira.
Capitulo 1
Versos 1-2: Pedro começa a sua epistola de forma tradicional com uma breve saudação mostrando que antes de ser pastor,antes de ser apostolo ele era Servo.Simão (Symeon) Pedro, servo (escravo) e apóstolo de Jesus Cristo. Esta epístola apresenta claramente que foi escrita pelo apóstolo Pedro. O título, servo e apóstolo, ilustra bem a regra de Cristo: "O maior de entre vós será vosso servo " (Mt. 23:11) o verso dois nos mostra que o desejo dele era ver o conhecimento de Deus sendo multiplicados neles ou seja já ataca a questão dos falsos mestres que traziam falsos ensinos.
Versos 3-7:Interessante notarmos a palavra Piedade tão falada em nossos dias porem poucos sabem o que de fato significa Piedade no grego (eusebia)é substantivo de eusebes devoto piedoso no NT é dirigida somente a Deus indicando o sentimento espontâneo do coração.Pelas quais (através das quais, isto é, através da glória e virtude). A glória e excelência de Cristo, reproduzidas no caráter dos santos, e assim oferecidas Àquele de quem são, constituem o alvo todo inclusivo da vida cristã. Nosso alvo se refere ao caráter: "Seremos semelhantes a ele" (I Jo. 3:2). E neste alvo estão incluídas todas as coisas dignas (cons. Mt. 6:33). Nos têm sido doadas. Não a palavra costumeira para "dar", mas uma palavra mais rica e munificente, "dotar", "suprir com uma herança". Preciosas e mui grandes. Literalmente, as preciosas e maiores. Observe novamente a palavra "precioso", tão proeminente em I Pedro. Promessas. Não o termo usual indicando uma sossegada aquiescência particular, mas uma palavra heráldica implicando em uma proclamação enfática e pública - uma palavra muito confortadora para aqueles a quem se refere. Co-participantes da natureza divina, livrando-vos da corrupção, das paixões que há no mundo. Com base nestes publicamente declarados compromissos divinos, o crente se toma um participante do mais rico de todos os tesouros, a natureza e vida de Deus. "Se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele" (Rm. 8:9). Esta nova vida do Espírito não é nada além de "Cristo em ti". Exige submissão, obediência, vida (Gl. 5:25). Esta nova vida liberta-nos da morte-vida da escravidão aos desejos carnais (Rm. 8:11-13).Em vossa fé adquiram um amplo suprimento de excelência (cristã) básica". Esta excelência é a qualidade de alguém que diligentemente pratica os rudimentos básicos e as implicações de sua chamada. Ele insiste com os cristãos a que
acrescentem conhecimento à virtude. Aqui está o crescimento em conhecimento através do estudo e da experiência. A seguir vem o domínio próprio (autocontrole). Esta é a disciplina do soldado cristão com a ajuda do Espírito. Então vem a perseverança, a capacidade de um veterano de ver através das pressões atuais à vista dos recursos conhecidos. À perseverança o cristão acrescenta piedade (gr., eusebeia), um espírito de reverência e deferência para com Deus em todos os assuntos. À reverência ele acrescenta a fraternidade (gr., philadelphia). Deferência para com Deus e revestimento do Seu amor é a única base para a genuína bondade altruísta com referência ao próximo. Após a fraternidade o amor (gr., agape, "amor divino", como em I Co. 13) é a busca do cristão. Seria incorreto colocar essas lindas graças em compartimentos que só pudessem ser atingidos nesta ordem. Não, sua apresentação aqui parece observar uma ordem do mais elementar para o mais avançado, mas todas elas são facetas da operação do Espírito na vida de um crente, aspectos da glória do Cristo que habita no crente, Seu caráter exibido no caráter do cristão.
Versos 8-9: A palavra traduzida para existindo significa "ficar debaixo como fundamento ou base". Isto está implícito na regeneração, na presença do Espírito no coração. Mas a questão do "abundar" implica em crescimento cristão e plenitude do Espírito ou controle completo conforme experimentado pelos crentes no Pentecostes e desde então.
Versos 10-11: Procurai (ocupem-se em) com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição. Eis aqui uma responsabilidade pessoal com referência à vocação e escolha que Deus fez deles. Procedendo assim (continuadamente), não tropeçareis em tempo algum. A obediência não é opcional sob qualquer aspecto ligado à segurança do cristão. Pois, desta maneira é que vos será amplamente (ricamente) suprida a entrada. Aqui está uma insinuação de que a sociedade celestial não será desprovida de classes. A boa mordomia das riquezas de Cristo produzirá juros eternos. O cristão, recebendo riquezas através da provisão de Cristo, investe e acumula riquezas futuras (cons. I Tm. 6:19).
Versos 12-15: Sempre estarei pronto para trazer-vos lembrados... embora estejais certos da verdade ... e nela confirmados. O sentido no grego é o seguinte, "Eu tenciono relembrá-los sempre". Mesmo onde existem o conhecimento e a determinação, há necessidade de motivação e exortação.Enquanto estou neste tabernáculo. Cristo, na incumbência que deu a Pedro depois da ressurreição, deu a entender que o apóstolo morreria como mártir (Jo. 21:18). Provavelmente é a isto que Pedro se refere no versículo.Um senso da brevidade do seu mandato aumenta o peso do seu senso de responsabilidade diante de seus leitores. Depois da minha partida. As epístolas de Pedro serviriam para alongar seu cuidado e seus conselhos em benefício dos seus irmãos.
Versos 16-19: Veja como é importante ter experiências com Deus enquanto alguns falavam do que não viram nem ouviram nem se sentiu Pedro fala do que viu ouviu e sentiu temos que por essa passagem em paralelo com 1Ts2.19. Interessante notar que ele destaca a palavra dos profetas ou seja o antigo testamento. Este é o meu Filho amado. Esta referência à cena da Transfiguração pode muito bem significar uma reprimenda aos falsos mestres que, se Colossenses descreve uma situação paralela, inclinavam- se à adoração dos anjos, reduzindo assim a preeminência de Cristo. Uma vez que só Pedro, Tiago e João estavam presentes com Cristo no monte, isto também constitui um reforço da reivindicação à autoria petrina para a epístola.
Versos 20-21: É um espantoso tributo à validade das Escrituras Sagradas, que Pedro declare, que sejam mais dignas de crédito do que uma voz do céu ouvida com os ouvidos naturais. Por implicação, aqui está uma censura àqueles mestres que indo além das Escrituras criam artificialmente teorias místicas. Homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo, ou falaram da parte de Deus, sendo sustentados pelo Espírito Santo. Esta passagem lembra muito o comentário sobre inspiração profética registrado em I Pe. 1:10-12, outro laço entre as duas epístolas.
Capitulo 2
Versos 1-3:Um dos assuntos mais falados do novo testamento é sem duvida sobre os falsos profetas quem são e que querem essa deve ser nossas perguntas sobre esse assunto e Pedro vai nos responder essas perguntas de forma clara e objetiva.1-3a. Assim também haverá entre vós falsos mestres. Tendo acabado de mencionar os profetas que falaram da parte de Deus, Pedro se refere ao fato de que estes enfrentaram a oposição dos falsos profetas. Ele adverte os crentes (mais ou menos como em Atos 20:29, 10; I Tm4:1-6; II Tm. 3:1-5 – ainda que o erro aqui parece que era no setor da vida e não de doutrina – I Jo. 2:18-20; e Judas 3 e segs.) contra os falsos mestres que talvez o apóstolo já soubesse operando em certos setores da igreja. Estes negariam o soberano Senhor que os resgatou; alcançariam seguidores e lançariam uma sombra sobre o caminho da verdade. Seu propósito seria mercenário; seriam motivados por avareza.
Versos 4-8: Deus ama perdoar dizem alguns porem Rm 6:1-3,10-13.No comentário de R.C spurgeron ele diz:-Ainda outra ilustração da judicatura de Deus sobre a Sua criação. Esta referência à infelicidade de Ló com os acontecimentos relacionados com a sua escolha de Sodoma por residência, por causa de sua lealdade básica a Deus, quer seja considerada como um reflexo da tradição antiga, quer seja revelatória, é um interessante suplemento ao quadro que o V.T. dá desse patriarca.
Versos 9-13: Aqui Pedro garante que Deus vai livrar porem somente os que forem piedosos Enquanto nos exemplos usados, Pedro demonstra mais interesse pela condenação divina dos maus do que pela sua vindicação dos justos (isto por causa de sua preocupação com os falsos mestres), nesta recapitulação final ele acrescenta em primeiro lugar a misericórdia divina para com os seus, para conforto dos leitores. A epístola de Judas é um paralelo muito achegado à presente discussão dos falsos mestres e seu castigo. Pedra fala de suas atividades como coisa iminente ("haverá também falsos doutores", 2:1); Judas trata do assunto como coisa presente ("porque se introduziram alguns", Judas 4).
Aqueles que seguindo a carne, andam ... menosprezam qualquer governo. O quadro é de auto-indulgência e impudência carnais. Não temendo difamar autoridades superiores, ao passo que ... anjos ... não proferem contra elas juízo. Pedro adverte contra palavras precipitadas e autoconfiantes, mesmo quando relacionadas com os poderes do mal. Sua referência aos anjos é paralela a de Judas 9, que parece refletir uma luta entre Miguel e o diabo, narrada na Assunção de Moisés, uma obra apócrifa conhecida entre os judeus. A referência de Pedro é discreta, levando alguns mestres da crítica a pensarem que II Pedro seguiu-se à referência mais específica em Judas. Bigg acha o contrário, sentindo que a declaração de Pedro foi suficiente para o seu propósito, e que a de Judas veio um pouco depois, particularizando-a. Falando mal daquilo em que são ignorantes. Sua auto-suficiência emparelhava com a sua ignorância. Isto faz lembrar a referência de Cl. 2:18. A característica dos mestres da crítica liberal moderna, que mis espanto causa, é a confiança absoluta que têm em suas próprias conclusões, com base em evidências triviais e envolvendo desvios tremendamente importantes dos princípios mantidos durante séculos pela igreja histórica.Eles se regalam nas suas próprias mistificações. Pedro fala de um abuso da sociabilidade cristã. Sempre ávidos de um bom jantar, eles transformam essas ocasiões em oportunidade para uma alegria imprópria e persistentes ensinamentos falsos. A referência que Judas faz às refeições em comum que os cristãos realizavam nas "festas de amor" (lit., "vosso amor" ou "ocasiões de amor", Judas 12) apresenta um padrão completamente diferente.
Versos 14-19:Pedro continua o assunto com severidade os chamando de adúlteros alguém que traiu Deus por dinheiro agora pensando nisso (nos vem a mente um discípulo chamado Judas Iscariotes, veja que ele ficou Indemoniado porem não manifestou uma força fora do comum, não saiu gritando ele simplesmente traiu o mestre por dinheiro) agora quantos não estão fazendo o mesmo nos nossos dias.
Balaão é um exemplo daqueles que fazem mal para ganhar dinheiro NM 22.4-35.
E mesmo nos círculos evangélicos, uma preocupação excessiva pelo lucro financeiro, ou falta de cuidado no uso dos fundos, tem invalidado a obra de alguns príncipes do púlpito cujas palavras eram irresistivelmente poderosas.
Um mudo animal de carga . . . refreou a insensatez. À luz dos resultados eternos, o triste desatino de tal perversão de propósito provoca o desprezo até dos mais simples. Lembre-se de que o jumento teve a permissão de ver aquilo que fugia à visão míope de Balaão, "o vidente" (Nm. 22:25).
17-19. Fonte sem água. A condenação básica da falsa doutrina é sua completa esterilidade espiritual. É este aspecto do movimento conhecido por "liberalismo religioso" que tem levado grande número de pessoas espiritualmente famintas a abandonarem igrejas friamente formais. Finalmente também deu lugar à deserção do "liberalismo" até pelos intelectuais e eruditos. Esta deserção, conhecida como a "neo-ortodoxia", é um movimento reacionário que, triste é dizer, continua negando a plena autoridade das Escrituras.
Versos 20-22: Pv 26:11.Este é um solene tributo da terrível responsabilidade da apostasia, e constitui uma advertência implícita aos crentes para permanecerem firmes.O cão e a porca simbolizam mudanças externas temporárias resultantes de uma falsa fé cristã como contraste a ovelha é designada como crente fiel.
Capitulo 3
Versos 1-4: Destaca-se do verso um a palavra ânimo muito usada no novo testamento porém o que poucos sabem é que no original muda todo o sentido, no português,é estado de espírito; humor,força moral; coragem; valor,vontade; intenção[pouco usado] espírito; alma.No grego é dianoia pensamento profundo,imaginação,mente ou entendimento.
Pedro declara uma continuidade e congruência com o testemunho das Escrituras do V.T., a principal autenticação para a genuína pregação cristã na era apostólica, e também com o testemunho de seus companheiros, os apóstolos. Esta declaração natural e incidental – como se o escritor já soubesse que é do conhecimento de todos os seus leitores – é uma forte confirmação da autoria petrina desta carta. A Segunda Vinda era um assunto grandemente apreciado pelo apóstolo. Ele sublinha a exortação e o encorajamento de sua primeira carta (por exemplo, I Pe. 1:5, 7, 10-13; 4:7, 13; 5:1, 4). Ele sabia que os seus leitores estavam familiarizados com esta verdade.
Versos 5-6: Pode-se debater sobre se esta é mais uma referência aos falsos mestres do capítulo 2, ou simplesmente uma declaração de que a demora da volta de Cristo levaria muitos a se afastarem e até mesmo a zombarem da gloriosa esperança da Igreja.
5,6. Deliberadamente esquecem. Literalmente, isto deixou de ser percebido deliberadamente. Um caso de cegueira judicial. Eles não queriam que a coisa fosse verdade. Pela palavra de Deus. Pedro retorna à segurança e estabilidade da palavra de Deus conforme comprovada na criação. Literalmente, ela consistia na (ou pela) palavra de Deus. Pelas quais (gr., coisas através das quais, isto é, através da palavra de Deus e do dilúvio) veio a perecer o mundo daquele tempo. A palavra do juízo divino, como a Sua palavra criativa, foi final.
Versos 7-9:O fogo de Deus se refere ao juízo que desde os profetas vem sendo pregado o próprio Joao batista disse que Jesus, batizaria com a água e fogo (
Agora Pedro chega ao ponto que tinha em mente, isto é, que a demora da volta de Cristo, mencionada pelos céticos, não é base adequada para se duvidar da Sua vinda. Isto já foi insinuado quando se referiu ao dilúvio do tempo de Noé. O dilúvio também levou muito tempo para chegar, e sua plausibilidade foi subestimada pelo povo daquele tempo; mas ele veio, exatamente como Deus disse que viria. Esta é a terceira referência que Pedro faz a Noé (I Pe. 3:20; II Pe. 2:5), outra indicação excelente da unidade entre I e II Pedro. Os comentários de Pedro sobre a equivalência de um dia e mil anos para Deus, é uma linda declaração da eternidade de Deus, Sua superioridade às limitações do tempo e espaço (cons. Sl. 90:4). E é excitante pensar em como esse conceito reduz o período da espera de Sua volta. Os anos de nossa peregrinação aqui passam rapidamente. Mas, então, quando "estamos com o Senhor" e livres das limitações de tempo e espaço, não passa de um ou dois dias - mesmo calculados a partir dos tempos apostólicos – até que o Seu reino venha com todas as suas alegrias. Que todos cheguem ao arrependimento. A delonga de Deus tem um propósito redentor; Sua vontade básica é que todos abandonem os seus pecados e se voltem para Ele.
Versos 10-12 Apesar de toda a aparente delonga, a palavra de Deus será novamente comprovada válida. Aquele dia há de vir. A visita súbita, jamais esperada do arrombador noturno é o símile favorito de Cristo, adotado pelos seus apóstolos. Os elementos se desfarão abrasados; também a terra, e as obras que nela existem serão atingidas. Aqui pode haver uma outra alusão ao Livro de Enoque, com sua descrição das "montanhas dos sete metais" e sua destruição. Parece que os judeus religiosos de um modo geral aguardavam que houvesse uma final e abrasadora purificação da terra. É claro que isto vai além das referências bíblicas ao Milênio.Deveis ser tais como. Exatamente como em sua primeira epístola (1:14-16), Pedro usa aqui o tema da esperança apocalíptica do cristão como poderoso incentivo à santidade. Esperando e apressando a vinda do dia de Deus. Que quadro para "todos quantos amam a sua vinda"! (cons. II Tm. 4:8). Não como aqueles que têm pavor desse dia, aqueles que, quando forem tomados de surpresa, pedirão às rochas e aos montes que os escondam (Ap. 6:15-17), o cristão o aguarda com ansiedade. As palavras apressando a vinda do dia de Deus também são passíveis desta tradução, apressando a vinda... Aqueles que ajudam a expandir a obra redentora de Deus podem com toda razão achar que são cooperadores em seu desfecho.
Versos 13-14: Este tem sido o tema dos profetas (por ex., Is. 2:4; 11:6-9; Mq. 4:1-5); isto é segundo a sua promessa. Foi uma esperança e uma visão partilhada por Abraão e os patriarcas (Hb. 11:10). É o que transforma os cristãos de todos os tempos em "peregrinos e estrangeiros". Compare com a menção que Paulo faz disto em Rm. 8:19, 25. Como Ló em Sodoma, o cristão só pode gemer diante do pecado que prevalece e os seus resultados. O nome concedido a Jeová pelo Israel milenial era Jeová-Tsidkenu "O Senhor, Justiça nossa".Por essa razão ... esperando estas coisas. Uma insistência repetida da esperança do cristão como motivação para uma vida cuidadosa e santa. Empenhai-vos pode ser traduzido para ocupem-se. Paz e santidade estão associados em Hb. 12:14.
Versos 15-16:Pode não parecer mais muitos vêem as cartas de Paulo como cartas comuns não inspiradas pelo Espírito Santo porem Pedro as defende com toda convicção de que o mesmo que operava nele era o mesmo que operou em Paulo.conceder a Sua graça. Como igualmente o nosso amado irmão Paulo vos escreveu. Pedro conhecia as cartas paulinas, embora fossem contemporâneas das suas. Não há razão para se interpretar esta declaração como indicação de que o cânon do N.T. já estivesse começando a se formalizar quando isto foi escrito. A frase nosso amado irmão parece naturalmente se referir a um contemporâneo.Que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras. Pedro se refere àqueles que fazem cavilações sobre a autoridade das obras paulinas, considerando-as espiritualmente sem fundamento e indignas de crédito. O apóstolo concede às cartas deste homem que foi seu contemporâneo e que já o criticou, um lugar entre as demais obras sagradas. Compare com as declarações do próprio Paulo de que suas injunções quando foram escritas eram mandamentos divinos (I Co. 14:37; I Tm. 6:3).
Versos 17-18: Uma repetida e final advertência à fidelidade. Seu conhecimento antecipado deu-lhes uma vantagem. Saber de antemão é prevenir-se (cons. I Ts. 5:4). Mas havia perigo real em serem envolvidos e arrastados pelo erro desses insubordinados antes crescei na graça. A vida não é estática. Temos de avançar para não retroceder. Pedro termina com a mesma nota do começo desta epístola (1:5-11), isto é, um desafio à conquista espiritual através do conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Conhecê-lo é viver; crescer nessa. amizade é crescer no Espírito (cons. Fp. 3:10).
sábado, 26 de outubro de 2013
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Resenha da 1 epistola de Pedro
INTRODUÇÃO
O Escritor. Esta carta pretende ser escrita pelo apóstolo Pedro (1:1). O autor também se intitula um ancião e testemunha dos sofrimentos de Cristo (5:1). Ele escreve com a ajuda de um Silvano (5:12) e fala de um Marcos que está com ele (5:13).
Ao tratar com qualquer manuscrito antigo, presume-se de início que o escritor é inteligente e honesto. Suas declarações sobre assuntos aparentemente dentro do seu âmbito de conhecimento, e particularmente qualquer afirmação sobre si mesmo e suas atividades, são consideradas dignas de crédito. A dita obra literária é estudada então em busca de consistência interna, e as obras de autores contemporâneos e posteriores são esquadrinhadas em busca de referências diretas a este autor ou à sua obra e de possíveis alusões à mesma, citações dela, ou quaisquer outras evidências de conhecê-la. A pressuposição original de autenticidade e exatidão não se altera até que estes estudos adicionais revelem qualquer evidência que force o contrário.
No ano 63 a.C., o general romano Pompeu conquistou Jerusalém. Desde então, os judeus, levados pelo profundo ódio e desprezo que Roma lhes inspirava, começaram a chamá-la de “Babilônia”, o nome da antiga cidade que evocava neles a imagem de um mundo pagão, blasfemo e corrupto.
A Igreja, como os judeus, também utilizou o nome de Babilônia para simbolizar a poderosa Roma imperial (cf. Ap 14.8; 16.19; 17.5; 18.2,10,21). E assim Pedro se refere a ela quando transmite aos destinatários da sua carta a saudação da igreja “que se encontra em Babilônia” (5.13).
Data e lugar de redação
A Primeira Epístola de Pedro (= 1Pe) não oferece dados que permitam identificar os seus leitores imediatos. Somente diz que viviam como “forasteiros” nos territórios de “Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” (1.1), cinco regiões do centro e Norte da Ásia Menor (atualmente Turquia). Tratava-se, provavelmente, de pequenos grupos cristãos, compostos por convertidos de origem gentílica e que faziam parte da “Diáspora” ou “Dispersão”. Em geral, esses grupos deviam a sua criação à obra missionária do apóstolo Paulo e dos seus colaboradores (1.14,18; 2.9-10; 4.3).Ainda que não tenhamos indicações precisas acerca do tempo de composição desta carta, acredita-se que foi muito próximo do ano 64, em Roma, pouco antes da grande perseguição que Nero desencadeou contra os cristãos daquela cidade.Mestres têm apontado para a semelhança com as obras paulinas (Harnack achava que I Pedro era demasiadamente imbUída do espírito do Cristianismo paulino para ser obra de Pedro), a relação da epístola com Tiago e sua indubitável afinidade com Hebreus. Mas outros mestres, principalmente Dr. Charles Bigg (St. Peter and St. Jude, no International Critical Commentary), argumentam que tais semelhanças podem ser interpretadas como reflexo de Pedro nesses outros escritos tanto quanto o inverso, que podem muito bem ser consideradas como pontos de vista e modo de falar comuns entre os cristãos dos tempos apostólicos, e que nada existe no fato que lance dúvidas sobre a individualidade do escritor de I Pedro ou que indique que este escritor não seja o apóstolo Pedro, conforme indica o primeiro versículo da epístola.
Outros mestres interpretam I Pedro como uma advertência antecipada contra a perseguição que se aproximava, para a qual as coisas já estavam se movimentando. Bigg destaca que as perseguições primitivas foram grandemente inspiradas pelo Sinédrio judeu, mas que os romanos logo perceberam que ali estava um tipo de vida incompatível com o paganismo, o qual, do seu ponto de vista, tinha de ser impedido. A perseguição de Paulo e Silas em Filipos parece que foi nesta base e sem instigação judia. Os missionários prejudicaram o"ganha-pão dos adivinhos pagãos. E a lei romana protegia ó direito de cada homem de ganhar o seu pão sem interferência.
Propósito
O texto de 1Pedro está redigido em um grego de notável nível literário. Em 5.12, aparece um dado interessante: “Por meio de Silvano… vos escrevo”. Isso pode significar que, mesmo que Pedro seja o autor e assinante do texto, para a sua redação contou com um secretário erudito. E, visto que Silvano é a forma latina do nome aramaico Silas, é possível supor que aqui se trata daquele que foi companheiro de viagem e colaborador de Paulo (At 15.22—18.5; cf. também 2Co 1.19; 1Ts 1.1; 2Ts 1.1).
O objetivo principal desta epístola é animar os seus leitores a manterem, em meio a aflições e perseguições, uma conduta pura, digna daqueles que professam a fé em Jesus Cristo (1.6-7; 2.12; 3.17; 4.1,4,12-16,19). Junto a esse objetivo primordial, os ensinamentos que a carta contém aparecem antes de mais nada como o indispensável suporte de uma exortação pastoral.
Capitulo 1
Versos 1-2: Humanamente falando, esta é uma proclamação direta da autoria da epístola. Só uma única pessoa poderia se identificar assim, o apóstolo Pedro. Negar essa reivindicação é caracterizar a epístola como "fraude sagrada" e levantar sedas dúvidas sobre como uma carta assim escrita poderia ser usada para orientação ética e espiritual. Aos . . . forasteiros da Dispersão. O grego poderia ser assim traduzido, aos estrangeiros residentes na dispersão. Eles não eram pessoas estranhas a Pedro, mas temporariamente residentes nas províncias da Ásia Menor mencionada por Pedro. Sua verdadeira cidadania estava no céu (cons. Fp. 3:20, gr.). O apóstolo, escrevendo especialmente para conforto desses peregrinos, alguns dos quais sem dúvida convertidos em resultado do seu sermão no Pentecostes, tomou imediatamente conhecimento da separação e até mesmo do ostracismo que os marcava entre seus vizinhos. A expressão "dispersão" estava cheia de significado pungente para os judeus dispersos. Pedro adapta esta figura aos seus leitores gentios.
Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai. O Espírito Santo ajudou Pedro, até em suas palavras introdutórias, a antecipar um firme fundamento para o conforto que ia dar a esses cristãos que se sentiam cada vez mais sozinhos. Eles eram, na verdade, aqueles que foram escolhidos e preferidos por Aquele cujo favor é todo-importante. Como em outras passagens do N.T., a doutrina da eleição foi colocada em compatibilidade com a responsabilidade pessoal, conforme qualificada pela presciência de Deus (veja Rm. 8:29), e operando na vida real através de santidade concedida (santificação do Espírito, II Ts. 2:13). O resultado é obediência a Deus e purificação de corrupção incidental
através da contínua aspersão do sangue de Jesus Cristo (Hb. 12:24). Aos seus queridos irmãos assim saudados, Pedro deseja graça (a palavra grega sugere a saudação gentia Kaire! "Alegre-se!") e paz (reminiscência da saudação oriental Shalom! "Paz!"). Observe, também, a inclusão de referência a todas as três pessoas da Trindade nesta saudação.
Agora destacamos a palavra ELEITOS que no original é EKLEKTOS selecionar por implicação favorito escolhido adjetivo de Eklego escolher selecionar no sentido de pinça.
Versos 3-4: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Começando adequadamente com esta atribuição de louvor e crédito a Deus, a fonte de todo benefício, Pedro começa a esboçar um quadro de riqueza espiritual para os seus leitores, uma riqueza que permanece firme à disposição deles apesar de todas as provações e indignidades. Primeiro vem o fato do novo nascimento, visto que Deus nos regenerou (gr.), segundo a sua muita misericórdia, com a resultante posse de uma viva esperança, esta esperança e certeza centralizando-se no fato inteiramente comprovado e muitas vezes proclamado da ressurreição de Cristo.O resultado de um novo nascimento é uma nova herança, que foi descrita como incorruptível (indestrutível), sem mácula (sem mancha), imarcescível (fresca) e reservada (vigiada) nos céus para vós outros. Para os leitores de Pedro, que já tinham renunciado à sua parte na herança terrena de Israel, a prometida terra dos antepassados, e que também trilham de passar pela proscrição e privação dos bens terrenos (veja Hb. 10:34), este pensamento da verdadeira herança daria conforto e equilíbrio. Como isto nos faz lembrar as advertências de nosso Senhor aos seus discípulos para que convertessem suas propriedades terrenas em verdadeiras riquezas ! (por exemplo, Lc. 12:33,34).
Versos5-7: Que sois guardados pelo poder de Deus. Esta herança guardada é "para vós que estais guardados" (isto é, por uma guarnição militar). A palavra para guardados é a mesma palavra grega usada por Paulo em Fp. 4:7 - "E a paz de Deus ... guardará os vossos corações e os vossos
sentimentos". Mediante a fé. Esta é a resposta do cristão diante da provisão de Deus (cons. Hb. 10:38, 39). Para salvação preparada, para revelar-se no último tempo. Aqui está uma salvação já desfrutada, o significado pleno daquilo que aguarda uma revelação final (gr. apocalypse).O ouro é provado ou refinado mediante o fogo que tira a sujeira u impureza e deixa o metal puro .Referindo-se a perseguição que eles estavam sofrendo e iriam sofrer pelas mãos dos romanos.
Versos 8-9: O Deus invisível mais real esse é o nosso Deus que o grego chama de TEOS
Esse é o Deus que tem um plano em nossas vidas que nos pinçou para o seu reino a expressão alma pode ser traduzida como pessoa.
Versos 10-12 A respeito desta que os profetas indagaram. Literalmente,
eles buscaram e investigaram. Eles estavam intrigados com o plano da salvação de Deus. Investigando . . . os sofrimentos referentes a Cristo, e sobre as glórias. A idéia de salvação accessível através de um Messias sofredor era um mistério para a totalidade dos judeus (Cl. 1:26, 27). A introdução de Pedro às profecias da glória mediante o sofrimento deviam ter grandemente encorajado seus leitores. Era o caminho profetizado nas Escrituras, o caminho trilhado pelo seu Senhor, e o caminho que eles mesmos estavam sendo convocados a percorrer.
Não para si mesmos, (os profetas) mas para vós outros ministravam. Um importante princípio na inspiração. Deus tem, às vezes, revelado através das Escrituras Sagradas mistérios além da compreensão dos escritores (cons. Dn. 12:8, 9). Aqui, então, está um evangelho que foi dado pelos profetas, proclamado pelos pregadores investidos com o Espírito Santo, objeto da admiração dos anjos.
Versos 13-14 Ele os exorta a se sentirem encorajados na tomada de consciência do amor de Deus (cons. Hb. 12:12, 13). Sede sóbrios. Uma injunção para considerar os fatos sensatamente, sem excesso de emoção e pânico (repetido em 4:7; 5:8). Esperai inteiramente (perfeitamente, com maturidade). A paciência cristã tem uma qualidade espiritual. É a "paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai" (I Ts. 1:3). Na graça que vos está sendo trazida (gr., que está sendo efetuada). Sem dúvida não podemos compreender isto inteiramente. Certamente inclui a redenção do corpo (Fp. 3:21; Rm. 8:23). Compare com a declaração do 14. Como filhos obedientes (E.R.C.). Literalmente, filhos da obediência (E.R.A.). Não vos amoldeis (cons. Rm. 12: 2) "com os fortes desejos que tínheis na antiga ignorância" (cons. Ef. 2:3). Os desejos da vida cristã foram mudados; mas se o cristão não vigiar, ele pode ainda ser "atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (Tg. 1:14).
Versos 15-16: Segundo é santo aquele que vos chamou. A iminente volta de Cristo, a preciosa esperança do crente, também é um forte incentivo à santidade (I Jo. 3:3). Pois Cristo é santo. Lembre-se da embaraçosa conscientização de Pedro de seu próprio pecado e atraso quando subitamente foi confrontado com o Cristo ressurreto quando estava pescando no Mar da Galiléia uma certa manhã (Jo. 21:7). Isto faz pensar em uma situação semelhante quando pela vez primeira foi chamado pelo Senhor (Lc. 5:8). Procedimento, comportamento. Sede santos. Este era um mandamento muito bem conhecido de todos quantos conheciam o Pentateuco (Lv. 11: 44; 19:2; 20:7; cons. 5:48).
Versos 17-19 Pedro está falando com pessoas que oram e clamam a Deus por livramento da injusta perseguição, mas que deveriam perceber que o próprio Deus é um juiz. Com temor. Esta percepção produzirá um cuidado santo. O sábio se conhece pelo que é e a quem ele teme (Mt. 10:28). Não foi mediante coisas corruptíveis . . . que fostes resgatados. Aquelas eram pessoas simples e pobres. Pela segunda vez (cons. v. 7) Pedro se refere desdenhosamente à riqueza temporal quando comparada com a herança da salvação que não tem preço. Do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram. Pelo precioso sangue . . . de Cristo. A palavra precioso (gr., timios) é peculiaridade de Pedro. A ausência de pecado no Cordeiro, ou Seu sofrimento vicário, forneceram a base para uma nova e celestial escala de valores.
Versos 20,21. Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo . . . manifestado. O sofrimento de Cristo não foi uma emergência. Foi o melhor dos planos de Deus à vista do pecado do homem. Isto seria um pensamento confortador para os Santos que estavam, agora eles mesmos, sob grande pressão de vós. Melhor, através de vós. Cristo realmente foi manifesto através deles quando confiaram e esperaram no mesmo Deus que O ressuscitou dos mortos.
Verso22. Tendo purificado as vossas almas. Pedro apela para a autenticidade da conversão deles, uma realidade bem percebida pelos seus leitores. Eles já tinham sido purificados. Essa mudança de coração produzira "o amor fraternal, não fingido" (gr., philadelphia). Ele os exorta a seguir e praticar o mesmo princípio: amai-vos de coração uns aos outros ardentemente.
Versos 23-25. Fostes regenerados ... mediante a palavra de Deus. Como a regeneração parece frágil à mente humana, quando repousa, como o faz, apenas na palavra de Deus. Mas Pedro cita a grande afirmação de Isaías de que esta aparentemente frágil e invisível entidade – a Palavra de Deus - sobreviverá a todos os fenômenos naturais (Is. 40: 6-8). E esta é a palavra que dá significado à fé deles e a eles próprios.
Capitulo 2
Versos 1-2. A exortação a santidade e ao compromisso com Deus continua, ele usa alguns termos fortes como por exemplo a palavra malícia que no grego significa KAKIA-maldade depravação malignidade ou problema grosseria impiedade.Se Pedro está pedindo para deixar é porque existia pessoas assim.E no verso seguinte ele fala uma comparação com uma criança que ainda necessita de leite para crescer. As palavras gregas sugerem a fome impaciente e voraz da criancinha na hora da sua refeição. Pedro falou da palavra de Deus operando na regeneração deles (1:23-25). Agora ele insiste que os recém-nascidos cultivem um apetite sadio por esta palavra, a qual, embora poderosa, é simples ou autêntica (na tradução, genuíno) e elementar, como o leite. Deste modo seus leitores crescerão "para a salvação". Estas últimas palavras, encontradas em alguns dos melhores manuscritos, referem-se ao livramento final do crente (cons. 1:5,13).
Verso 3. Se é que já tendes a experiência. Eis aqui outro lembrete da
graça que eles já experimentaram (cons. Sl. 34:8).
Versos 4. Agora Pedro está se ocupando da grande e confortadora garantia de que os seus leitores, que estão sendo desprezados como gente sem origem e sem importância (cons. "estrangeiros", 1:1) pelos seus vizinhos, são membros de unta comunidade santa e gloriosa, a Igreja. Ele começa devidamente pela questão do relacionamento pessoal com Cristo, Ele mesmo rejeitado como eles, mas como eles eleito Jesus chega
a tocar no assunto em MT 21:36-46.
Verso 5. Aqui está uma identificação na natureza com Cristo. As mesmas palavras são usadas com referência aos crentes e ao Senhor. A passagem faz claramente lembrar as palavras do Senhor a Pedro, "Tu serás chamado Cefas (pedra)" (Jo. 1:42); e novamente, "Tu és Pedro (uma pedra), e sobre esta pedra (formação rochosa) edificarei" (Mt. 16:18). Observe que na presente passagem Pedro destaca o seu Senhor, não a si mesmo, no santo edifício que é a Igreja. Sois edificados casa espiritual. Compare Ef. 2:19-22. Considera-se que a Igreja transcende a glória do Templo judeu. O argumento nesta parte do capítulo, até I Pe. 2:10, pode dar a entender
que as indignidades e pressões experimentadas pelos crentes eram instigadas pelos judeus, embora aceitas também pelos gentios, e que só iriam ocorrer nos primeiros dias da igreja. Sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Considera-se que a oferta de Cristo abriu o Santo dos Santos a todos os crentes e suplantou os sacrifícios judeus. Por meio de Cristo, o homem antes pecador pode agora fazer uma oferta aceitável a um Deus santo (cons. Rm. 12:1, 2).
Versos 6,7 Agora Pedro cita sua fonte, Is. 28:16. É interessante observar que neste versículo de Isaías a ênfase foi colocada sobre a função da pedra como "o fundamento infalível" (cons. I Co. 3:11). Sem dúvida o gosto de Pedro por esta figura vem do uso que nosso Senhor fez dela (Mt. 21:42), segundo as palavras de Sl. 118:22,23. O próprio Pedro usou-a diante do Sinédrio: "Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores" (Atos 4:11).
Versos 8,10. Aqui foi usada a forma nominal de "precioso"; literalmente, uma honra, uma coisa estimada. Aqui está uma simples representação de Cristo como o Salvador e Juiz. Misericórdia rejeitada transforma-se em condenação. Isto, novamente, era doutrina de Cristo (Mt. 21:44; Jo. 12:48). Na presente passagem os crentes são colocados em contraste com os descrentes. A fé, então, aparece como obediência ou disposição básica (cons. "obedientes à fé", Atos 6:7).A palavra adquirido no grego PERIPOIESIS comprar ato ou coisa preservação obter comprar algo peculiar possessão. Geração eleita Isaias 43:20 Ap 1.6. Sucessão de descendentes em linha reta: pais, filhos, netos, bisnetos, trinetos, tataranetos (Sl 112.2; Mt 1.17).Conjunto de pessoas vivas numa mesma época (Dt 32.5; Fp 2.15).
Verso 11 e 12. A ideia que Pedro passa lembra muito a de Paulo em Rm 12.1-2, e a ideia de combate nos fala de guerra uma palavra muito usada nos últimos dias porem essa guerra que Pedro cita acontece todo dia dentro de nos.O Cristianismo pela sua própria essência opunha- se às vaidade do paganismo em tudo. Portanto era em si mesmo um crime "que em toda parte se fala contra" (Atos 28:22). Como o justo Noé, "condenava o mundo" (Hb. 11:7).
Versos 13,17. Aqui ele vai tratar de um tema interessante vem sendo discutido durante anos submissão a autoridades.O governo da sua época era do império romano. Romanos 13:1 nos da uma luz no novo testamento aparece como Cesar Nome de uma família romana, da qual Caio Júlio César foi o membro mais famoso. Com o tempo, “César” se tornou o título oficial dos imperadores romanos (Lc 20.25). No NT são mencionados quatro césares: AUGUSTO, TIBÉRIO, CLÁUDIO e NERO.
Então sujeitar-se é Dar o poder de dominar (Hb 2.5,8).Conformar-se (Gn 49.15,Obedecer (2Sm 22.45; Ef 5.21-24).Ele termina dizendo honrai a todos como Paulo também diz em Rm 13:6-7.
Agora ele vai tratar sobre trabalho
Versos 18-20. A palavra servo no grego quer dizer escravos O homem cheio do Espírito é capaz de cumprir ordens irracionais, sim, inteiramente impossíveis em qualquer outra base. "Amar os vossos inimigos", "oferece a outra face" – só podem ser obedecidas mediante a completa submissão Àquele que orou pelos seus crucificadores, "Pai, perdoa-lhes". Isto é grato. A recompensa começa onde o racional termina. Aquele que serve a Deus sem o transcendente amor divino, edifica com madeira, palha e restolho. Que glória há. . . ? Compare com as perguntas de Jesus em Lc. 6:32-36. Grato a Deus. A palavra grato é o grego karis, que tem uma linda força dupla de "graça" e "favor". Pode ser assim entendido, "Quando vocês fazem o bem, e sofrem com paciência, isto alcança a graça de Deus" ou "o favor de Deus".
Versos 21-23. Aqui, é claro, está a personificação do amor divino. Aqui está o nosso modelo. O qual não cometeu pecado. Portanto todo o castigo e indignidade para com Ele foram sem motivos. Pois ele . . . não revidava com ultraje . . . mas entregava-se. Aqui está o cumprimento perfeito do princípio de Rm. 12:19, 20: "Minha é a vingança . . , diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer". Eis aqui o amor perfeito para com Deus e o homem.
Verso 24. Pedro faz seus leitores de lembrarem que isto foi feito por eles. Para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça. Ele dá a entender que a morte de Cristo foi mais do que um exemplo. Participando da Sua cruz eles participarão de Sua vida triunfante. Por suas chagas ,chama a atenção para três linhas no pensamento de S. Pedro no que se refere à expiação: o cordeiro pascal "imaculado e incontaminado" (1:19), o servo sofredor de Is. 53, "pelas suas feridas fostes sarados", e o bode expiatório, "levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro".
Verso 25. Pedro esteve insistindo com seus leitores a que partilhassem dos sofrimentos de Cristo. Tal como Ele ordenou (Lc. 14:27, etc.), deviam segui-lo, tomando a cruz. Mas eles já tinham dado o primeiro passo na participação da cruz; antes ovelhas desgarradas, foram convertidos ao Pastor e Bispo (administrador) suas almas. Também da alusão a Isaías 53:6.
Capitulo 3
Verso 1 a 7= Pedro vai tratar sobre o casamento e o modo que marido e mulher deve se postar.Ele começa dizendo que a mulher deve estar sujeita ao seu marido a palavra sujeitar no português
1-reduzir à sujeição ou obediência2 dominar, submeter, subjugar3.reprimir, sufocar4.constranger, obrigar5.expor (a algo mau)6.prender, segurar.
No grego é HUPOTASSO subordinar,obedecer estar sob obediência colocar debaixo subjugar colocar em ordem Ef. 5:22; Cl. 3:18.Casta no grego é HAGNOS limpo puro santo inocente.
Em relação ao adorno ou enfeite não devem ser exagerado ate porque Ela não deve chamar a atenção pela artificialidade do penteado, das jóias, ou roupas aparatosas, mas deve se distinguir pelo espírito manso e tranqüilo tão raro no mundo e tão estimado por Deus. As esposas dos patriarcas são apontadas como exemplo de comportamento (v. 5). Ao que parece os enfeites espalhafatosos e chamativos são considerados contrários ao espírito de modéstia diante dos maridos. A mesma implicação parece existir em I Tm. 2:9-12. A modéstia nas roupas de uma mulher está associada com a devida modéstia de comportamento. Ao que parece, a fé cristã implica em um padrão diferente de roupas e enfeites que o mundo usa. Sara foi respeitadora da liderança de Abraão, chamando-lhe senhor (Gn. 18:12). O versículo 6 lembra àquelas mulheres cristãs que são filhas adotivas de Sara: "Cujas filhas vocês se tomaram, fazendo o bem e estando sujeitas em absoluto temor".7. Maridos, vós, igualmente. Passando agora às implicações da santidade no marido, Pedro prescreve que o relacionamento conjugal deve existir em termos de consideração mútua com discernimento. Eis aí o oposto do egoísmo. Tendo consideração para com a vossa mulher.A palavra tendo (gr. aponemo’) indica uma tarefa deliberada, uma
propositada canalização de honra (relacionada com "precioso") concedida à esposa, que diante da graça de Deus é co-herdeira. Para que não se interrompam as vossas orações. Ressentimentos que se originaram da conduta egoísta no lar toma impossível a oração eficaz. A oração eficaz tem de ser "sem ira" (I Tm. 2:8).
Versos 8,11Agora Pedro vai falar de um outro tipo de amor o filadelfia amor fraterno ele diz que todos devemos sentir a mesma coisa ter os mesmos sentimentos bons Mateus 18 32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?
10-13. Pois quem quer amar a vida. O apóstolo cita Sl. 34:12-16 para consubstanciar sua doutrina de que este esvaziamento do ego orientado pelo Espírito e com o seu poder é na realidade uma vida de bênção, cujos resultados são guardados pelo Senhor, cujos olhos... repousam sobre os justos, e ... ouvidos estão abertos às suas súplicas. Ora, quem é que vos há de maltratar. . . ? Isto nos faz lembrar da nota que Paulo acrescentou a sua descrição do fruto do Espírito - "contra estas coisas não há lei" (Gl. 5:23). Como princípio generalizado, admitindo as exceções ocasionadas pela ira do adversário, as pessoas não são punidas pelo bem que fazem. Este princípio é justamente a confirmação de que o sofrimento imerecido não perdurará.
Versos 14-18 Pedro diz para não temermos os que nos fazem mal Isaias 8:12-13.A atitude descrita é de mansidão e temor, ainda que de prontidão. Esta também é uma qualidade concedida pelo Espírito. Faz lembrar a advertência de Cristo, "o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo" (Mc. 13:11). Lembra a apologética irrespondível de Estêvão (Atos 6:10) e Paulo (Atos 24:25; 26:24-28). Com boa consciência.
Está se considerando o sofrimento que Deus permite para realização do bem. Novamente Cristo é apresentado como o exemplo (cons. 2:24), cujos sofrimentos resultaram na reconciliação dos homens perdidos com Deus, além de Sua própria vindicação através de Sua ressurreição pelo poder do Espírito Santo.
Versos 19-22 Para entendermos melhor esse verso devemos por em paralelo com EF 4.8-10, Pedro tambem cita o batismo temos pelo menos tres tipos imersão aspersão e afusão.
DIFERENÇA ENTRE ASPERSÃO, IMERSÃO E INFUSÃO: Aspersão: é o ato ou efeito de aspergir, que significa orvalhar, molhar, respingar, borrifar (com pequena gostas de água ou outro líquido).Exemplo: Na Igreja Anglicana o batismo é realizado por aspersão. Imersão: é o ato ou e-mail marketing efeito imergir (-se), que quer dizer penetrar na água, afundar, mergulhar.Exemplo: A maioria das igrejas evangélicas realiza o batismo por imersão. Infusão (de infundir, que significa derramar): consiste no derramamento de um pouco de água sobre o recém-nascido. Exemplo: No catolicismo pratica-se a infusão.
A palavra batismo deve ser interpretada como representação visível da libertação por intermédio de Cristo da mesma maneira como a arca representava a libertação das aguas do diluvio.Quando o crente aceita Jesus se salva e quando se batiza ele se identifica com aquele que lhe salvou Marcos 16:16.
Capitulo 4
Versos 1-4 Ora, tendo Cristo sofrido . . . armai-vos . . . do mesmo pensamento. Filipenses 2:5 usa a forma verbal de "pensamento" e insiste, "pensem o mesmo". A idéia aqui é muito parecida. Uma palavra grega diferente foi usada, sugerindo a individualidade de ambos, Pedro e Paulo. Cristo foi visto como o exemplo do crente e canal de poder para enfrentarmos o sofrimento.Aquele que sofreu na carne deixou o pecado. Agora Pedro está enfrentando a morte tal como ela se depara ao homem (cons. Rm. 7:1-4), libertando-o de todo o desejo e submissão ao pecado. Imediatamente ele faz o paralelo espiritual. Aquele que participou da cruz de Cristo já não está mais vivo para a influência do pecado através dos comuns desejos humanos, mas está vivo apenas para a influência da vontade de Deus (Gl. 6:14).Porque basta o tempo decorrido. Literalmente, basta que no tempo passado fizéssemos a vontade dos gentios. Segue-se então um catálogo dos feios pecados observáveis fora da graça de Deus. Faz-nos lembrar uma das listas de Paulo das obras da carne em Gl. 5:19-21. Por isso, difamando-vos, estranham. As vidas transformadas dos crentes fazem deles pessoas estranhas, quase "estrangeiros", dando lugar à
condenação dos gentios e uma difamação autodefensiva e insolente dos cristãos.
Versos 5-7 Mas é a Deus e não aos homens que terão de responder. E o juízo de Deus se aplicará a ambos, aos que ainda estão vivos e aos que já morreram. Dependendo da interpretação que se dá ao versículo 6, este julgamento pode ser considerado tanto uma vindicação dos crentes como uma condenação dos pecadores não arrependidos. No V.T., particularmente nos Salmos, o juízo costuma ser considerado uma vindicação pelos justos.
Pois, para este fim foi o evangelho pregado também a mortos.
Alguns relacionam este versículo com 3:19,20. Longe acha que os dois versículos se referem a uma evangelização pós-crucificação dos antediluvianos incrédulos por Cristo, mais uma oferta de salvação que sem dúvida foi aceita por muitos deles. Há muitas outras gradações de interpretações. Nós achamos que a sugestão de Scott, modificada por John Owen, é digna de mérito, com o seguinte sentido: "Tendo em vista este fim (isto é, o juízo final há pouco mencionado) o evangelho foi pregado também àqueles (mártires) agora mortos, para que eles pudessem ser (como foram) julgados na carne (e condenados ao martírio) segundo o padrão dos homens, mas pudessem viver no Espírito de acordo com Deus". Aqui, então, está o ensinamento que, à vista do juízo final, os mortos martirizados estão em situação muito melhor do que os gentios incrédulos do versículo 3.Ainda focalizando o Juízo, o apóstolo impõe uma atitude de autocontrole (sede, portanto, criteriosos).
Versos 8-11 Tende ardente (E.R.C.) (intenso, E.R.A.) amor. Aqui está
novamente o amor divino (gr., agape) como em I Coríntios 13, o amor que perdoa os pecados e erros dos outros.Aqui está um amor que usa de hospitalidade sem murmuração. Literalmente, amor aos hóspedes sem murmurações. É colocar-se a si e aos seus recursos alegremente à disposição dos outros.
10. Servi ... cada um conforme ... que recebeu. O "dom" recebido
é um karisma, uma graça, que torna seus possuidores despenseiros da multiforme graça de Deus. Esta graça deve ser administrada (gr., diakoneo; cons. "diácono") aos outros, o melhor método também para continuar sendo desfrutado pelo possuidor original. Aqui está novamente a participação dedicada de bênçãos espirituais.
11. Se alguém fala. O apóstolo estende a idéia da mordomia introduzida no versículo 10. Aquele que fala na igreja deve tomar o cuidado de apresentar o que Deus diz (gr., logia), e não suas próprias palavras. O administrador (serve, gr., diacono) deve servir com o poder que Deus lhe dá abundantemente. Sempre deve-se ter em vista que em todas as coisas seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo. Aqui Pedro insere uma bênção, dando glória a Deus pelo que acabou de dizer.
Versos 12-19 Não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós.
Pedro adverte seus leitores para que não sejam tomados de surpresa, aparentemente indicando uma provação mais severa do que qualquer outra que tivessem experimentado. Este versículo aplica-se bem à perseguição de Nero, quando os cristãos foram queimados à noite como lanternas nos jardins do imperador. Pedra, em Roma, temia que esta virulência logo se espalharia às províncias.Alegrai-vos ... co-participantes dos sofrimentos de Cristo.Aqui está a participação física da cruz de Cristo para a qual a participação espiritual (2:24) foi um preparativo adequado. A advertência para que se alegrem faz lembrar as palavras de Jesus em Mt. 5:12. Na revelação de sua glória. Ou, no tirar do véu (gr., apocalypsis) da sua glória. Uma "ressurreição melhor" (Hb. 11:35) estava diante deles.Eis outra bem-aventurança. Sobre vós repousa o Espírito . . . de Deus. Deus fica ao lado dos Seus mártires. O Espírito Santo ministra graça especial. Lembre-se de Estêvão morrendo radiante (Atos 6:15; 7:55). Enquanto os homens rangem os dentes e blasfemam, a serenidade dos
mártires glorifica a Deus.Pedro adverte contra o pecado.como cristão. Plínio, escrevendo mais tarde, fala de um castigo por causa do "nome propriamente dito" (isto é, "você é cristão?"). Sob tais circunstâncias, Pedro reitera, não se envergonhe
disso; antes glorifique a Deus com esse nome.A ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada.Fazendo alusão talvez a Ez. 9:6, o apóstolo encara estas perseguições como divinamente permitidas para purificação dos crentes sofredores, e como um prenúncio de destino terrível dos ímpios.Que entreguem o seu caso ao seu Criador, como Cristo
o fez (2:23). Ao fazê-lo, anunciam a calma deste amor divinamente implantado que lança fora o temor (cons. I Jo. 4:18).
Capitulo 5
Versos 1-4 Pedro vai tratar do ministério pastoral Mas esta graça, na agonia, também é um maravilhoso princípio de vida. Pedro se dirige aos presbíteros. Ele mesmo se intitula presbítero e testemunha (gr., múnus, "mártir") dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória futura.Lembrando que a palavra presbíteros no original é um ancião uma pessoa mais velha,veterano MT 16:21, AT 4:5 LC 7:3 At11:30,14:23,20:17,20:28. Não nos fazem pensar nas palavras de Cristo a Pedro, "Apascenta as minhas ovelhas?" (Jo. 21:15-17). Talvez a designação ministerial "pastor", conforme aplicada aos "presbíteros" tenha sua origem aqui. Não por constrangidos, mas espontaneamente (com consentimento) como Deus quer (acrescentado por certos bons MSS); nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tomando-vos modelos (tipo) do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar. Faz lembrar o discurso de nosso Senhor sobre o bom pastor (Jo. 10:1-16), sem dúvida ouvido por Pedro. Cristo concederá aos seus vice-pastores a imarcescível coroa da glória.Veja que interessante aquele que negou Jesus foi chamado para ser um pastor e ja velho experiente convertido diz para a nova geração apascentai no original POIMEN pastor, alimentar um rebanho governar com severidade (Jo 21,15-19).Outro ponto notável no texto é que ele diz não por força e como tem pastor forçado em algumas igrejas eles dizem que foram obrigados que não tiveram opção porem a bíblia diz voluntariamente e não por dinheiro veja como a Bíblia se interliga com o nosso tempo. Faz lembrar o discurso de nosso Senhor sobre o bom pastor (Jo. 10:1-16), sem dúvida ouvido por Pedro. Cristo concederá aos seus
vice-pastores sumoPastor pastor chefe nos faz lembrar as palavras do mestre.
Versos 5-9 o Assunto é para o jovens
Ancião é o pastor então diz que o jovem tem que obedecer os pastores e O
espírito dos anciãos deve ser carinhoso e respeitoso, um exemplo fácil e natural para os mais jovens seguirem. Todos devem estar revestidos (envolvidos em) de humildade, merecendo assim a graça de Deus que é tanto a causa como o resultado da humildade. Pedro cita Pv. 3:34 (LXX) para apoio de sua doutrina (cons. Tg. 4:6) e reforça sua admoestação (cons. Tg. 4:10). Aquele que é humilde pela graça, pode descansar, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (ele se preocupa convosco).8,9. Sede sóbrios (calmos) e vigilantes . . . vosso adversário (oponente em uma ação judicial) . . . anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Esta passagem pode ser uma velada referência a Nero ou ao seu anfiteatro com os leões. Resumindo, é um diabo pessoal. Resisti-lhe. Compare Tg. 4:7. A determinação cristã provoca a ajuda divina. E o conhecimento do que a irmandade espalhada pelo mundo sofre as mesmas aflições tende a tomar os cristãos em dificuldades mais firmes na fé.
Versos 10-14 conselhos e saudações finais
10. Ora, o Deus de toda a graça. Pedro insistiu com eles a que exibam as graças consistentes com a sua vocação. Agora ele os entrega ao Deus de toda a graça que em Cristo vos chamou à sua eterna glória.
Esta menção final da vocação de Deus faz-nos lembrar seu pensamento introdutório relativo à vocação dos leitores (1:2). Esta glória, novamente, deve ser depois de terdes sofrido por um pouco. Os verbos que vêm a seguir são futuros simples ... nos há de aperfeiçoar (ou fará que sejam aquilo que devem ser), firmar (a palavra que Cristo usou dirigindo-se a Pedro, "Confirma teus irmãos" (Lc. 22:32), fortificar e fundamentar.
11. A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Pedro termina sua mensagem com uma bênção.12. Por meio de Silvano . . . vos escrevo. Há quem ache que Silvano foi apenas o mensageiro, mas esta declaração parece ser bastante ampla para encaixar a probabilidade de que Silvano – geralmente aceito como o Silas da segunda viagem missionária de Paulo – serviu realmente de secretário quando I Pedro foi escrita.
Esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes. Aqui Pedro transmite saudações da eleita (gênero feminino) em Babilônia. Há quem ache que sejam saudações da esposa de Pedro, uma pessoa nobre que acompanhou Pedro em suas viagens e que, segundo a tradição, sofreu o martírio antes do seu marido. Ela devia conhecer bem os leitores de Pedro. Meu Filho Marcos. Sem dúvida uma indicação de que João Marcos estava com Pedro na ocasião.
14. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor (gr., agape, "divino amor"). Paz a todos vós que vos achais em Cristo. A carta termina com a tônica do amor divino e a paz em Cristo, superior a todas as forças oponentes e considerações.
O Escritor. Esta carta pretende ser escrita pelo apóstolo Pedro (1:1). O autor também se intitula um ancião e testemunha dos sofrimentos de Cristo (5:1). Ele escreve com a ajuda de um Silvano (5:12) e fala de um Marcos que está com ele (5:13).
Ao tratar com qualquer manuscrito antigo, presume-se de início que o escritor é inteligente e honesto. Suas declarações sobre assuntos aparentemente dentro do seu âmbito de conhecimento, e particularmente qualquer afirmação sobre si mesmo e suas atividades, são consideradas dignas de crédito. A dita obra literária é estudada então em busca de consistência interna, e as obras de autores contemporâneos e posteriores são esquadrinhadas em busca de referências diretas a este autor ou à sua obra e de possíveis alusões à mesma, citações dela, ou quaisquer outras evidências de conhecê-la. A pressuposição original de autenticidade e exatidão não se altera até que estes estudos adicionais revelem qualquer evidência que force o contrário.
No ano 63 a.C., o general romano Pompeu conquistou Jerusalém. Desde então, os judeus, levados pelo profundo ódio e desprezo que Roma lhes inspirava, começaram a chamá-la de “Babilônia”, o nome da antiga cidade que evocava neles a imagem de um mundo pagão, blasfemo e corrupto.
A Igreja, como os judeus, também utilizou o nome de Babilônia para simbolizar a poderosa Roma imperial (cf. Ap 14.8; 16.19; 17.5; 18.2,10,21). E assim Pedro se refere a ela quando transmite aos destinatários da sua carta a saudação da igreja “que se encontra em Babilônia” (5.13).
Data e lugar de redação
A Primeira Epístola de Pedro (= 1Pe) não oferece dados que permitam identificar os seus leitores imediatos. Somente diz que viviam como “forasteiros” nos territórios de “Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia” (1.1), cinco regiões do centro e Norte da Ásia Menor (atualmente Turquia). Tratava-se, provavelmente, de pequenos grupos cristãos, compostos por convertidos de origem gentílica e que faziam parte da “Diáspora” ou “Dispersão”. Em geral, esses grupos deviam a sua criação à obra missionária do apóstolo Paulo e dos seus colaboradores (1.14,18; 2.9-10; 4.3).Ainda que não tenhamos indicações precisas acerca do tempo de composição desta carta, acredita-se que foi muito próximo do ano 64, em Roma, pouco antes da grande perseguição que Nero desencadeou contra os cristãos daquela cidade.Mestres têm apontado para a semelhança com as obras paulinas (Harnack achava que I Pedro era demasiadamente imbUída do espírito do Cristianismo paulino para ser obra de Pedro), a relação da epístola com Tiago e sua indubitável afinidade com Hebreus. Mas outros mestres, principalmente Dr. Charles Bigg (St. Peter and St. Jude, no International Critical Commentary), argumentam que tais semelhanças podem ser interpretadas como reflexo de Pedro nesses outros escritos tanto quanto o inverso, que podem muito bem ser consideradas como pontos de vista e modo de falar comuns entre os cristãos dos tempos apostólicos, e que nada existe no fato que lance dúvidas sobre a individualidade do escritor de I Pedro ou que indique que este escritor não seja o apóstolo Pedro, conforme indica o primeiro versículo da epístola.
Outros mestres interpretam I Pedro como uma advertência antecipada contra a perseguição que se aproximava, para a qual as coisas já estavam se movimentando. Bigg destaca que as perseguições primitivas foram grandemente inspiradas pelo Sinédrio judeu, mas que os romanos logo perceberam que ali estava um tipo de vida incompatível com o paganismo, o qual, do seu ponto de vista, tinha de ser impedido. A perseguição de Paulo e Silas em Filipos parece que foi nesta base e sem instigação judia. Os missionários prejudicaram o"ganha-pão dos adivinhos pagãos. E a lei romana protegia ó direito de cada homem de ganhar o seu pão sem interferência.
Propósito
O texto de 1Pedro está redigido em um grego de notável nível literário. Em 5.12, aparece um dado interessante: “Por meio de Silvano… vos escrevo”. Isso pode significar que, mesmo que Pedro seja o autor e assinante do texto, para a sua redação contou com um secretário erudito. E, visto que Silvano é a forma latina do nome aramaico Silas, é possível supor que aqui se trata daquele que foi companheiro de viagem e colaborador de Paulo (At 15.22—18.5; cf. também 2Co 1.19; 1Ts 1.1; 2Ts 1.1).
O objetivo principal desta epístola é animar os seus leitores a manterem, em meio a aflições e perseguições, uma conduta pura, digna daqueles que professam a fé em Jesus Cristo (1.6-7; 2.12; 3.17; 4.1,4,12-16,19). Junto a esse objetivo primordial, os ensinamentos que a carta contém aparecem antes de mais nada como o indispensável suporte de uma exortação pastoral.
Capitulo 1
Versos 1-2: Humanamente falando, esta é uma proclamação direta da autoria da epístola. Só uma única pessoa poderia se identificar assim, o apóstolo Pedro. Negar essa reivindicação é caracterizar a epístola como "fraude sagrada" e levantar sedas dúvidas sobre como uma carta assim escrita poderia ser usada para orientação ética e espiritual. Aos . . . forasteiros da Dispersão. O grego poderia ser assim traduzido, aos estrangeiros residentes na dispersão. Eles não eram pessoas estranhas a Pedro, mas temporariamente residentes nas províncias da Ásia Menor mencionada por Pedro. Sua verdadeira cidadania estava no céu (cons. Fp. 3:20, gr.). O apóstolo, escrevendo especialmente para conforto desses peregrinos, alguns dos quais sem dúvida convertidos em resultado do seu sermão no Pentecostes, tomou imediatamente conhecimento da separação e até mesmo do ostracismo que os marcava entre seus vizinhos. A expressão "dispersão" estava cheia de significado pungente para os judeus dispersos. Pedro adapta esta figura aos seus leitores gentios.
Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai. O Espírito Santo ajudou Pedro, até em suas palavras introdutórias, a antecipar um firme fundamento para o conforto que ia dar a esses cristãos que se sentiam cada vez mais sozinhos. Eles eram, na verdade, aqueles que foram escolhidos e preferidos por Aquele cujo favor é todo-importante. Como em outras passagens do N.T., a doutrina da eleição foi colocada em compatibilidade com a responsabilidade pessoal, conforme qualificada pela presciência de Deus (veja Rm. 8:29), e operando na vida real através de santidade concedida (santificação do Espírito, II Ts. 2:13). O resultado é obediência a Deus e purificação de corrupção incidental
através da contínua aspersão do sangue de Jesus Cristo (Hb. 12:24). Aos seus queridos irmãos assim saudados, Pedro deseja graça (a palavra grega sugere a saudação gentia Kaire! "Alegre-se!") e paz (reminiscência da saudação oriental Shalom! "Paz!"). Observe, também, a inclusão de referência a todas as três pessoas da Trindade nesta saudação.
Agora destacamos a palavra ELEITOS que no original é EKLEKTOS selecionar por implicação favorito escolhido adjetivo de Eklego escolher selecionar no sentido de pinça.
Versos 3-4: Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo.
Começando adequadamente com esta atribuição de louvor e crédito a Deus, a fonte de todo benefício, Pedro começa a esboçar um quadro de riqueza espiritual para os seus leitores, uma riqueza que permanece firme à disposição deles apesar de todas as provações e indignidades. Primeiro vem o fato do novo nascimento, visto que Deus nos regenerou (gr.), segundo a sua muita misericórdia, com a resultante posse de uma viva esperança, esta esperança e certeza centralizando-se no fato inteiramente comprovado e muitas vezes proclamado da ressurreição de Cristo.O resultado de um novo nascimento é uma nova herança, que foi descrita como incorruptível (indestrutível), sem mácula (sem mancha), imarcescível (fresca) e reservada (vigiada) nos céus para vós outros. Para os leitores de Pedro, que já tinham renunciado à sua parte na herança terrena de Israel, a prometida terra dos antepassados, e que também trilham de passar pela proscrição e privação dos bens terrenos (veja Hb. 10:34), este pensamento da verdadeira herança daria conforto e equilíbrio. Como isto nos faz lembrar as advertências de nosso Senhor aos seus discípulos para que convertessem suas propriedades terrenas em verdadeiras riquezas ! (por exemplo, Lc. 12:33,34).
Versos5-7: Que sois guardados pelo poder de Deus. Esta herança guardada é "para vós que estais guardados" (isto é, por uma guarnição militar). A palavra para guardados é a mesma palavra grega usada por Paulo em Fp. 4:7 - "E a paz de Deus ... guardará os vossos corações e os vossos
sentimentos". Mediante a fé. Esta é a resposta do cristão diante da provisão de Deus (cons. Hb. 10:38, 39). Para salvação preparada, para revelar-se no último tempo. Aqui está uma salvação já desfrutada, o significado pleno daquilo que aguarda uma revelação final (gr. apocalypse).O ouro é provado ou refinado mediante o fogo que tira a sujeira u impureza e deixa o metal puro .Referindo-se a perseguição que eles estavam sofrendo e iriam sofrer pelas mãos dos romanos.
Versos 8-9: O Deus invisível mais real esse é o nosso Deus que o grego chama de TEOS
Esse é o Deus que tem um plano em nossas vidas que nos pinçou para o seu reino a expressão alma pode ser traduzida como pessoa.
Versos 10-12 A respeito desta que os profetas indagaram. Literalmente,
eles buscaram e investigaram. Eles estavam intrigados com o plano da salvação de Deus. Investigando . . . os sofrimentos referentes a Cristo, e sobre as glórias. A idéia de salvação accessível através de um Messias sofredor era um mistério para a totalidade dos judeus (Cl. 1:26, 27). A introdução de Pedro às profecias da glória mediante o sofrimento deviam ter grandemente encorajado seus leitores. Era o caminho profetizado nas Escrituras, o caminho trilhado pelo seu Senhor, e o caminho que eles mesmos estavam sendo convocados a percorrer.
Não para si mesmos, (os profetas) mas para vós outros ministravam. Um importante princípio na inspiração. Deus tem, às vezes, revelado através das Escrituras Sagradas mistérios além da compreensão dos escritores (cons. Dn. 12:8, 9). Aqui, então, está um evangelho que foi dado pelos profetas, proclamado pelos pregadores investidos com o Espírito Santo, objeto da admiração dos anjos.
Versos 13-14 Ele os exorta a se sentirem encorajados na tomada de consciência do amor de Deus (cons. Hb. 12:12, 13). Sede sóbrios. Uma injunção para considerar os fatos sensatamente, sem excesso de emoção e pânico (repetido em 4:7; 5:8). Esperai inteiramente (perfeitamente, com maturidade). A paciência cristã tem uma qualidade espiritual. É a "paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai" (I Ts. 1:3). Na graça que vos está sendo trazida (gr., que está sendo efetuada). Sem dúvida não podemos compreender isto inteiramente. Certamente inclui a redenção do corpo (Fp. 3:21; Rm. 8:23). Compare com a declaração do 14. Como filhos obedientes (E.R.C.). Literalmente, filhos da obediência (E.R.A.). Não vos amoldeis (cons. Rm. 12: 2) "com os fortes desejos que tínheis na antiga ignorância" (cons. Ef. 2:3). Os desejos da vida cristã foram mudados; mas se o cristão não vigiar, ele pode ainda ser "atraído e engodado pela sua própria concupiscência" (Tg. 1:14).
Versos 15-16: Segundo é santo aquele que vos chamou. A iminente volta de Cristo, a preciosa esperança do crente, também é um forte incentivo à santidade (I Jo. 3:3). Pois Cristo é santo. Lembre-se da embaraçosa conscientização de Pedro de seu próprio pecado e atraso quando subitamente foi confrontado com o Cristo ressurreto quando estava pescando no Mar da Galiléia uma certa manhã (Jo. 21:7). Isto faz pensar em uma situação semelhante quando pela vez primeira foi chamado pelo Senhor (Lc. 5:8). Procedimento, comportamento. Sede santos. Este era um mandamento muito bem conhecido de todos quantos conheciam o Pentateuco (Lv. 11: 44; 19:2; 20:7; cons. 5:48).
Versos 17-19 Pedro está falando com pessoas que oram e clamam a Deus por livramento da injusta perseguição, mas que deveriam perceber que o próprio Deus é um juiz. Com temor. Esta percepção produzirá um cuidado santo. O sábio se conhece pelo que é e a quem ele teme (Mt. 10:28). Não foi mediante coisas corruptíveis . . . que fostes resgatados. Aquelas eram pessoas simples e pobres. Pela segunda vez (cons. v. 7) Pedro se refere desdenhosamente à riqueza temporal quando comparada com a herança da salvação que não tem preço. Do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram. Pelo precioso sangue . . . de Cristo. A palavra precioso (gr., timios) é peculiaridade de Pedro. A ausência de pecado no Cordeiro, ou Seu sofrimento vicário, forneceram a base para uma nova e celestial escala de valores.
Versos 20,21. Conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo . . . manifestado. O sofrimento de Cristo não foi uma emergência. Foi o melhor dos planos de Deus à vista do pecado do homem. Isto seria um pensamento confortador para os Santos que estavam, agora eles mesmos, sob grande pressão de vós. Melhor, através de vós. Cristo realmente foi manifesto através deles quando confiaram e esperaram no mesmo Deus que O ressuscitou dos mortos.
Verso22. Tendo purificado as vossas almas. Pedro apela para a autenticidade da conversão deles, uma realidade bem percebida pelos seus leitores. Eles já tinham sido purificados. Essa mudança de coração produzira "o amor fraternal, não fingido" (gr., philadelphia). Ele os exorta a seguir e praticar o mesmo princípio: amai-vos de coração uns aos outros ardentemente.
Versos 23-25. Fostes regenerados ... mediante a palavra de Deus. Como a regeneração parece frágil à mente humana, quando repousa, como o faz, apenas na palavra de Deus. Mas Pedro cita a grande afirmação de Isaías de que esta aparentemente frágil e invisível entidade – a Palavra de Deus - sobreviverá a todos os fenômenos naturais (Is. 40: 6-8). E esta é a palavra que dá significado à fé deles e a eles próprios.
Capitulo 2
Versos 1-2. A exortação a santidade e ao compromisso com Deus continua, ele usa alguns termos fortes como por exemplo a palavra malícia que no grego significa KAKIA-maldade depravação malignidade ou problema grosseria impiedade.Se Pedro está pedindo para deixar é porque existia pessoas assim.E no verso seguinte ele fala uma comparação com uma criança que ainda necessita de leite para crescer. As palavras gregas sugerem a fome impaciente e voraz da criancinha na hora da sua refeição. Pedro falou da palavra de Deus operando na regeneração deles (1:23-25). Agora ele insiste que os recém-nascidos cultivem um apetite sadio por esta palavra, a qual, embora poderosa, é simples ou autêntica (na tradução, genuíno) e elementar, como o leite. Deste modo seus leitores crescerão "para a salvação". Estas últimas palavras, encontradas em alguns dos melhores manuscritos, referem-se ao livramento final do crente (cons. 1:5,13).
Verso 3. Se é que já tendes a experiência. Eis aqui outro lembrete da
graça que eles já experimentaram (cons. Sl. 34:8).
Versos 4. Agora Pedro está se ocupando da grande e confortadora garantia de que os seus leitores, que estão sendo desprezados como gente sem origem e sem importância (cons. "estrangeiros", 1:1) pelos seus vizinhos, são membros de unta comunidade santa e gloriosa, a Igreja. Ele começa devidamente pela questão do relacionamento pessoal com Cristo, Ele mesmo rejeitado como eles, mas como eles eleito Jesus chega
a tocar no assunto em MT 21:36-46.
Verso 5. Aqui está uma identificação na natureza com Cristo. As mesmas palavras são usadas com referência aos crentes e ao Senhor. A passagem faz claramente lembrar as palavras do Senhor a Pedro, "Tu serás chamado Cefas (pedra)" (Jo. 1:42); e novamente, "Tu és Pedro (uma pedra), e sobre esta pedra (formação rochosa) edificarei" (Mt. 16:18). Observe que na presente passagem Pedro destaca o seu Senhor, não a si mesmo, no santo edifício que é a Igreja. Sois edificados casa espiritual. Compare Ef. 2:19-22. Considera-se que a Igreja transcende a glória do Templo judeu. O argumento nesta parte do capítulo, até I Pe. 2:10, pode dar a entender
que as indignidades e pressões experimentadas pelos crentes eram instigadas pelos judeus, embora aceitas também pelos gentios, e que só iriam ocorrer nos primeiros dias da igreja. Sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Considera-se que a oferta de Cristo abriu o Santo dos Santos a todos os crentes e suplantou os sacrifícios judeus. Por meio de Cristo, o homem antes pecador pode agora fazer uma oferta aceitável a um Deus santo (cons. Rm. 12:1, 2).
Versos 6,7 Agora Pedro cita sua fonte, Is. 28:16. É interessante observar que neste versículo de Isaías a ênfase foi colocada sobre a função da pedra como "o fundamento infalível" (cons. I Co. 3:11). Sem dúvida o gosto de Pedro por esta figura vem do uso que nosso Senhor fez dela (Mt. 21:42), segundo as palavras de Sl. 118:22,23. O próprio Pedro usou-a diante do Sinédrio: "Ele é a pedra que foi rejeitada por vós, os edificadores" (Atos 4:11).
Versos 8,10. Aqui foi usada a forma nominal de "precioso"; literalmente, uma honra, uma coisa estimada. Aqui está uma simples representação de Cristo como o Salvador e Juiz. Misericórdia rejeitada transforma-se em condenação. Isto, novamente, era doutrina de Cristo (Mt. 21:44; Jo. 12:48). Na presente passagem os crentes são colocados em contraste com os descrentes. A fé, então, aparece como obediência ou disposição básica (cons. "obedientes à fé", Atos 6:7).A palavra adquirido no grego PERIPOIESIS comprar ato ou coisa preservação obter comprar algo peculiar possessão. Geração eleita Isaias 43:20 Ap 1.6. Sucessão de descendentes em linha reta: pais, filhos, netos, bisnetos, trinetos, tataranetos (Sl 112.2; Mt 1.17).Conjunto de pessoas vivas numa mesma época (Dt 32.5; Fp 2.15).
Verso 11 e 12. A ideia que Pedro passa lembra muito a de Paulo em Rm 12.1-2, e a ideia de combate nos fala de guerra uma palavra muito usada nos últimos dias porem essa guerra que Pedro cita acontece todo dia dentro de nos.O Cristianismo pela sua própria essência opunha- se às vaidade do paganismo em tudo. Portanto era em si mesmo um crime "que em toda parte se fala contra" (Atos 28:22). Como o justo Noé, "condenava o mundo" (Hb. 11:7).
Versos 13,17. Aqui ele vai tratar de um tema interessante vem sendo discutido durante anos submissão a autoridades.O governo da sua época era do império romano. Romanos 13:1 nos da uma luz no novo testamento aparece como Cesar Nome de uma família romana, da qual Caio Júlio César foi o membro mais famoso. Com o tempo, “César” se tornou o título oficial dos imperadores romanos (Lc 20.25). No NT são mencionados quatro césares: AUGUSTO, TIBÉRIO, CLÁUDIO e NERO.
Então sujeitar-se é Dar o poder de dominar (Hb 2.5,8).Conformar-se (Gn 49.15,Obedecer (2Sm 22.45; Ef 5.21-24).Ele termina dizendo honrai a todos como Paulo também diz em Rm 13:6-7.
Agora ele vai tratar sobre trabalho
Versos 18-20. A palavra servo no grego quer dizer escravos O homem cheio do Espírito é capaz de cumprir ordens irracionais, sim, inteiramente impossíveis em qualquer outra base. "Amar os vossos inimigos", "oferece a outra face" – só podem ser obedecidas mediante a completa submissão Àquele que orou pelos seus crucificadores, "Pai, perdoa-lhes". Isto é grato. A recompensa começa onde o racional termina. Aquele que serve a Deus sem o transcendente amor divino, edifica com madeira, palha e restolho. Que glória há. . . ? Compare com as perguntas de Jesus em Lc. 6:32-36. Grato a Deus. A palavra grato é o grego karis, que tem uma linda força dupla de "graça" e "favor". Pode ser assim entendido, "Quando vocês fazem o bem, e sofrem com paciência, isto alcança a graça de Deus" ou "o favor de Deus".
Versos 21-23. Aqui, é claro, está a personificação do amor divino. Aqui está o nosso modelo. O qual não cometeu pecado. Portanto todo o castigo e indignidade para com Ele foram sem motivos. Pois ele . . . não revidava com ultraje . . . mas entregava-se. Aqui está o cumprimento perfeito do princípio de Rm. 12:19, 20: "Minha é a vingança . . , diz o Senhor. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer". Eis aqui o amor perfeito para com Deus e o homem.
Verso 24. Pedro faz seus leitores de lembrarem que isto foi feito por eles. Para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça. Ele dá a entender que a morte de Cristo foi mais do que um exemplo. Participando da Sua cruz eles participarão de Sua vida triunfante. Por suas chagas ,chama a atenção para três linhas no pensamento de S. Pedro no que se refere à expiação: o cordeiro pascal "imaculado e incontaminado" (1:19), o servo sofredor de Is. 53, "pelas suas feridas fostes sarados", e o bode expiatório, "levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro".
Verso 25. Pedro esteve insistindo com seus leitores a que partilhassem dos sofrimentos de Cristo. Tal como Ele ordenou (Lc. 14:27, etc.), deviam segui-lo, tomando a cruz. Mas eles já tinham dado o primeiro passo na participação da cruz; antes ovelhas desgarradas, foram convertidos ao Pastor e Bispo (administrador) suas almas. Também da alusão a Isaías 53:6.
Capitulo 3
Verso 1 a 7= Pedro vai tratar sobre o casamento e o modo que marido e mulher deve se postar.Ele começa dizendo que a mulher deve estar sujeita ao seu marido a palavra sujeitar no português
1-reduzir à sujeição ou obediência2 dominar, submeter, subjugar3.reprimir, sufocar4.constranger, obrigar5.expor (a algo mau)6.prender, segurar.
No grego é HUPOTASSO subordinar,obedecer estar sob obediência colocar debaixo subjugar colocar em ordem Ef. 5:22; Cl. 3:18.Casta no grego é HAGNOS limpo puro santo inocente.
Em relação ao adorno ou enfeite não devem ser exagerado ate porque Ela não deve chamar a atenção pela artificialidade do penteado, das jóias, ou roupas aparatosas, mas deve se distinguir pelo espírito manso e tranqüilo tão raro no mundo e tão estimado por Deus. As esposas dos patriarcas são apontadas como exemplo de comportamento (v. 5). Ao que parece os enfeites espalhafatosos e chamativos são considerados contrários ao espírito de modéstia diante dos maridos. A mesma implicação parece existir em I Tm. 2:9-12. A modéstia nas roupas de uma mulher está associada com a devida modéstia de comportamento. Ao que parece, a fé cristã implica em um padrão diferente de roupas e enfeites que o mundo usa. Sara foi respeitadora da liderança de Abraão, chamando-lhe senhor (Gn. 18:12). O versículo 6 lembra àquelas mulheres cristãs que são filhas adotivas de Sara: "Cujas filhas vocês se tomaram, fazendo o bem e estando sujeitas em absoluto temor".7. Maridos, vós, igualmente. Passando agora às implicações da santidade no marido, Pedro prescreve que o relacionamento conjugal deve existir em termos de consideração mútua com discernimento. Eis aí o oposto do egoísmo. Tendo consideração para com a vossa mulher.A palavra tendo (gr. aponemo’) indica uma tarefa deliberada, uma
propositada canalização de honra (relacionada com "precioso") concedida à esposa, que diante da graça de Deus é co-herdeira. Para que não se interrompam as vossas orações. Ressentimentos que se originaram da conduta egoísta no lar toma impossível a oração eficaz. A oração eficaz tem de ser "sem ira" (I Tm. 2:8).
Versos 8,11Agora Pedro vai falar de um outro tipo de amor o filadelfia amor fraterno ele diz que todos devemos sentir a mesma coisa ter os mesmos sentimentos bons Mateus 18 32 Então, o seu senhor, chamando-o, lhe disse: Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; 33 não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?
10-13. Pois quem quer amar a vida. O apóstolo cita Sl. 34:12-16 para consubstanciar sua doutrina de que este esvaziamento do ego orientado pelo Espírito e com o seu poder é na realidade uma vida de bênção, cujos resultados são guardados pelo Senhor, cujos olhos... repousam sobre os justos, e ... ouvidos estão abertos às suas súplicas. Ora, quem é que vos há de maltratar. . . ? Isto nos faz lembrar da nota que Paulo acrescentou a sua descrição do fruto do Espírito - "contra estas coisas não há lei" (Gl. 5:23). Como princípio generalizado, admitindo as exceções ocasionadas pela ira do adversário, as pessoas não são punidas pelo bem que fazem. Este princípio é justamente a confirmação de que o sofrimento imerecido não perdurará.
Versos 14-18 Pedro diz para não temermos os que nos fazem mal Isaias 8:12-13.A atitude descrita é de mansidão e temor, ainda que de prontidão. Esta também é uma qualidade concedida pelo Espírito. Faz lembrar a advertência de Cristo, "o que vos for dado naquela hora, isso falai, porque não sois vós os que falais, mas o Espírito Santo" (Mc. 13:11). Lembra a apologética irrespondível de Estêvão (Atos 6:10) e Paulo (Atos 24:25; 26:24-28). Com boa consciência.
Está se considerando o sofrimento que Deus permite para realização do bem. Novamente Cristo é apresentado como o exemplo (cons. 2:24), cujos sofrimentos resultaram na reconciliação dos homens perdidos com Deus, além de Sua própria vindicação através de Sua ressurreição pelo poder do Espírito Santo.
Versos 19-22 Para entendermos melhor esse verso devemos por em paralelo com EF 4.8-10, Pedro tambem cita o batismo temos pelo menos tres tipos imersão aspersão e afusão.
DIFERENÇA ENTRE ASPERSÃO, IMERSÃO E INFUSÃO: Aspersão: é o ato ou efeito de aspergir, que significa orvalhar, molhar, respingar, borrifar (com pequena gostas de água ou outro líquido).Exemplo: Na Igreja Anglicana o batismo é realizado por aspersão. Imersão: é o ato ou e-mail marketing efeito imergir (-se), que quer dizer penetrar na água, afundar, mergulhar.Exemplo: A maioria das igrejas evangélicas realiza o batismo por imersão. Infusão (de infundir, que significa derramar): consiste no derramamento de um pouco de água sobre o recém-nascido. Exemplo: No catolicismo pratica-se a infusão.
A palavra batismo deve ser interpretada como representação visível da libertação por intermédio de Cristo da mesma maneira como a arca representava a libertação das aguas do diluvio.Quando o crente aceita Jesus se salva e quando se batiza ele se identifica com aquele que lhe salvou Marcos 16:16.
Capitulo 4
Versos 1-4 Ora, tendo Cristo sofrido . . . armai-vos . . . do mesmo pensamento. Filipenses 2:5 usa a forma verbal de "pensamento" e insiste, "pensem o mesmo". A idéia aqui é muito parecida. Uma palavra grega diferente foi usada, sugerindo a individualidade de ambos, Pedro e Paulo. Cristo foi visto como o exemplo do crente e canal de poder para enfrentarmos o sofrimento.Aquele que sofreu na carne deixou o pecado. Agora Pedro está enfrentando a morte tal como ela se depara ao homem (cons. Rm. 7:1-4), libertando-o de todo o desejo e submissão ao pecado. Imediatamente ele faz o paralelo espiritual. Aquele que participou da cruz de Cristo já não está mais vivo para a influência do pecado através dos comuns desejos humanos, mas está vivo apenas para a influência da vontade de Deus (Gl. 6:14).Porque basta o tempo decorrido. Literalmente, basta que no tempo passado fizéssemos a vontade dos gentios. Segue-se então um catálogo dos feios pecados observáveis fora da graça de Deus. Faz-nos lembrar uma das listas de Paulo das obras da carne em Gl. 5:19-21. Por isso, difamando-vos, estranham. As vidas transformadas dos crentes fazem deles pessoas estranhas, quase "estrangeiros", dando lugar à
condenação dos gentios e uma difamação autodefensiva e insolente dos cristãos.
Versos 5-7 Mas é a Deus e não aos homens que terão de responder. E o juízo de Deus se aplicará a ambos, aos que ainda estão vivos e aos que já morreram. Dependendo da interpretação que se dá ao versículo 6, este julgamento pode ser considerado tanto uma vindicação dos crentes como uma condenação dos pecadores não arrependidos. No V.T., particularmente nos Salmos, o juízo costuma ser considerado uma vindicação pelos justos.
Pois, para este fim foi o evangelho pregado também a mortos.
Alguns relacionam este versículo com 3:19,20. Longe acha que os dois versículos se referem a uma evangelização pós-crucificação dos antediluvianos incrédulos por Cristo, mais uma oferta de salvação que sem dúvida foi aceita por muitos deles. Há muitas outras gradações de interpretações. Nós achamos que a sugestão de Scott, modificada por John Owen, é digna de mérito, com o seguinte sentido: "Tendo em vista este fim (isto é, o juízo final há pouco mencionado) o evangelho foi pregado também àqueles (mártires) agora mortos, para que eles pudessem ser (como foram) julgados na carne (e condenados ao martírio) segundo o padrão dos homens, mas pudessem viver no Espírito de acordo com Deus". Aqui, então, está o ensinamento que, à vista do juízo final, os mortos martirizados estão em situação muito melhor do que os gentios incrédulos do versículo 3.Ainda focalizando o Juízo, o apóstolo impõe uma atitude de autocontrole (sede, portanto, criteriosos).
Versos 8-11 Tende ardente (E.R.C.) (intenso, E.R.A.) amor. Aqui está
novamente o amor divino (gr., agape) como em I Coríntios 13, o amor que perdoa os pecados e erros dos outros.Aqui está um amor que usa de hospitalidade sem murmuração. Literalmente, amor aos hóspedes sem murmurações. É colocar-se a si e aos seus recursos alegremente à disposição dos outros.
10. Servi ... cada um conforme ... que recebeu. O "dom" recebido
é um karisma, uma graça, que torna seus possuidores despenseiros da multiforme graça de Deus. Esta graça deve ser administrada (gr., diakoneo; cons. "diácono") aos outros, o melhor método também para continuar sendo desfrutado pelo possuidor original. Aqui está novamente a participação dedicada de bênçãos espirituais.
11. Se alguém fala. O apóstolo estende a idéia da mordomia introduzida no versículo 10. Aquele que fala na igreja deve tomar o cuidado de apresentar o que Deus diz (gr., logia), e não suas próprias palavras. O administrador (serve, gr., diacono) deve servir com o poder que Deus lhe dá abundantemente. Sempre deve-se ter em vista que em todas as coisas seja Deus glorificado, por meio de Jesus Cristo. Aqui Pedro insere uma bênção, dando glória a Deus pelo que acabou de dizer.
Versos 12-19 Não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós.
Pedro adverte seus leitores para que não sejam tomados de surpresa, aparentemente indicando uma provação mais severa do que qualquer outra que tivessem experimentado. Este versículo aplica-se bem à perseguição de Nero, quando os cristãos foram queimados à noite como lanternas nos jardins do imperador. Pedra, em Roma, temia que esta virulência logo se espalharia às províncias.Alegrai-vos ... co-participantes dos sofrimentos de Cristo.Aqui está a participação física da cruz de Cristo para a qual a participação espiritual (2:24) foi um preparativo adequado. A advertência para que se alegrem faz lembrar as palavras de Jesus em Mt. 5:12. Na revelação de sua glória. Ou, no tirar do véu (gr., apocalypsis) da sua glória. Uma "ressurreição melhor" (Hb. 11:35) estava diante deles.Eis outra bem-aventurança. Sobre vós repousa o Espírito . . . de Deus. Deus fica ao lado dos Seus mártires. O Espírito Santo ministra graça especial. Lembre-se de Estêvão morrendo radiante (Atos 6:15; 7:55). Enquanto os homens rangem os dentes e blasfemam, a serenidade dos
mártires glorifica a Deus.Pedro adverte contra o pecado.como cristão. Plínio, escrevendo mais tarde, fala de um castigo por causa do "nome propriamente dito" (isto é, "você é cristão?"). Sob tais circunstâncias, Pedro reitera, não se envergonhe
disso; antes glorifique a Deus com esse nome.A ocasião de começar o juízo pela casa de Deus é chegada.Fazendo alusão talvez a Ez. 9:6, o apóstolo encara estas perseguições como divinamente permitidas para purificação dos crentes sofredores, e como um prenúncio de destino terrível dos ímpios.Que entreguem o seu caso ao seu Criador, como Cristo
o fez (2:23). Ao fazê-lo, anunciam a calma deste amor divinamente implantado que lança fora o temor (cons. I Jo. 4:18).
Capitulo 5
Versos 1-4 Pedro vai tratar do ministério pastoral Mas esta graça, na agonia, também é um maravilhoso princípio de vida. Pedro se dirige aos presbíteros. Ele mesmo se intitula presbítero e testemunha (gr., múnus, "mártir") dos sofrimentos de Cristo, e participante da glória futura.Lembrando que a palavra presbíteros no original é um ancião uma pessoa mais velha,veterano MT 16:21, AT 4:5 LC 7:3 At11:30,14:23,20:17,20:28. Não nos fazem pensar nas palavras de Cristo a Pedro, "Apascenta as minhas ovelhas?" (Jo. 21:15-17). Talvez a designação ministerial "pastor", conforme aplicada aos "presbíteros" tenha sua origem aqui. Não por constrangidos, mas espontaneamente (com consentimento) como Deus quer (acrescentado por certos bons MSS); nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes tomando-vos modelos (tipo) do rebanho. Ora, logo que o Supremo Pastor se manifestar. Faz lembrar o discurso de nosso Senhor sobre o bom pastor (Jo. 10:1-16), sem dúvida ouvido por Pedro. Cristo concederá aos seus vice-pastores a imarcescível coroa da glória.Veja que interessante aquele que negou Jesus foi chamado para ser um pastor e ja velho experiente convertido diz para a nova geração apascentai no original POIMEN pastor, alimentar um rebanho governar com severidade (Jo 21,15-19).Outro ponto notável no texto é que ele diz não por força e como tem pastor forçado em algumas igrejas eles dizem que foram obrigados que não tiveram opção porem a bíblia diz voluntariamente e não por dinheiro veja como a Bíblia se interliga com o nosso tempo. Faz lembrar o discurso de nosso Senhor sobre o bom pastor (Jo. 10:1-16), sem dúvida ouvido por Pedro. Cristo concederá aos seus
vice-pastores sumoPastor pastor chefe nos faz lembrar as palavras do mestre.
Versos 5-9 o Assunto é para o jovens
Ancião é o pastor então diz que o jovem tem que obedecer os pastores e O
espírito dos anciãos deve ser carinhoso e respeitoso, um exemplo fácil e natural para os mais jovens seguirem. Todos devem estar revestidos (envolvidos em) de humildade, merecendo assim a graça de Deus que é tanto a causa como o resultado da humildade. Pedro cita Pv. 3:34 (LXX) para apoio de sua doutrina (cons. Tg. 4:6) e reforça sua admoestação (cons. Tg. 4:10). Aquele que é humilde pela graça, pode descansar, lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós (ele se preocupa convosco).8,9. Sede sóbrios (calmos) e vigilantes . . . vosso adversário (oponente em uma ação judicial) . . . anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar. Esta passagem pode ser uma velada referência a Nero ou ao seu anfiteatro com os leões. Resumindo, é um diabo pessoal. Resisti-lhe. Compare Tg. 4:7. A determinação cristã provoca a ajuda divina. E o conhecimento do que a irmandade espalhada pelo mundo sofre as mesmas aflições tende a tomar os cristãos em dificuldades mais firmes na fé.
Versos 10-14 conselhos e saudações finais
10. Ora, o Deus de toda a graça. Pedro insistiu com eles a que exibam as graças consistentes com a sua vocação. Agora ele os entrega ao Deus de toda a graça que em Cristo vos chamou à sua eterna glória.
Esta menção final da vocação de Deus faz-nos lembrar seu pensamento introdutório relativo à vocação dos leitores (1:2). Esta glória, novamente, deve ser depois de terdes sofrido por um pouco. Os verbos que vêm a seguir são futuros simples ... nos há de aperfeiçoar (ou fará que sejam aquilo que devem ser), firmar (a palavra que Cristo usou dirigindo-se a Pedro, "Confirma teus irmãos" (Lc. 22:32), fortificar e fundamentar.
11. A Ele seja o domínio, pelos séculos dos séculos. Pedro termina sua mensagem com uma bênção.12. Por meio de Silvano . . . vos escrevo. Há quem ache que Silvano foi apenas o mensageiro, mas esta declaração parece ser bastante ampla para encaixar a probabilidade de que Silvano – geralmente aceito como o Silas da segunda viagem missionária de Paulo – serviu realmente de secretário quando I Pedro foi escrita.
Esta é a genuína graça de Deus; nela estai firmes. Aqui Pedro transmite saudações da eleita (gênero feminino) em Babilônia. Há quem ache que sejam saudações da esposa de Pedro, uma pessoa nobre que acompanhou Pedro em suas viagens e que, segundo a tradição, sofreu o martírio antes do seu marido. Ela devia conhecer bem os leitores de Pedro. Meu Filho Marcos. Sem dúvida uma indicação de que João Marcos estava com Pedro na ocasião.
14. Saudai-vos uns aos outros com ósculo de amor (gr., agape, "divino amor"). Paz a todos vós que vos achais em Cristo. A carta termina com a tônica do amor divino e a paz em Cristo, superior a todas as forças oponentes e considerações.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Os 3 "O" do aconselhamento cristão
No campo do Aconselhamento Cristão não basta apenas ser inteligente ou experiente você precisa ter a capacidade dada por Deus de faz os "3 O" .
1.Ouvir
2.Orientar
3.Orar
Exemplo disso era o próprio Cristo veja em João 4 http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/4 Jesus ouve a mulher samaritana orienta e com certeza intercedeu por ela como por nos.
Paulo antes de enviar uma carta ele ouvia o problema da igreja depois orientava a mesma e sempre orava pelas as igrejas de Cristo.
Que eu e Você possamos ser um excelente conselheiro para gloria de Deus.
1.Ouvir
2.Orientar
3.Orar
Exemplo disso era o próprio Cristo veja em João 4 http://www.bibliaonline.com.br/acf/jo/4 Jesus ouve a mulher samaritana orienta e com certeza intercedeu por ela como por nos.
Paulo antes de enviar uma carta ele ouvia o problema da igreja depois orientava a mesma e sempre orava pelas as igrejas de Cristo.
Que eu e Você possamos ser um excelente conselheiro para gloria de Deus.
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