segunda-feira, 31 de março de 2014

Apocalipse 7

APOCALIPSE 7:1-17
TEMA: AS GLÓRIAS DA IGREJA NA GLÓRIA
INTRODUÇÃO
1. Este capítulo é a mesma cena do capítulo 6. mas noutra perspectiva - . O capítulo 7 vem depois do capítulo 6 na ordem das visões de João, mas não parece ser a seqüência
da ordem dos eventos. Lá os quatro cavalos, aqui os quatro ventos. Lá os cavalos trazem o juízo, aqui os ventos os do juízo estão prontos para começar a sua missão destrutiva. O fato de serem 4 anjos, nos 4 cantos da terra, a segurar os 4 ventos
da terra, indica que o juízo que vai desabar é universal. Ninguém escapa. O controle divino sobre os cavaleiros, os ventos, asseguram que a igreja será selada e ficará segura antes que os cavaleiros avancem. A destruição desabará sobre o mundo, mas a
igreja foi feita indestrutível.
2. Deus faz distinção entre o seu povo e os ímpios - v. 2 - A destruição não pode dar sua largada antes dos remidos serem selados. Os selados não precisam temer o juízo. O castigo que deveria cair sobre nós, caiu sobre Jesus na cruz. O selo tem três
significados:
a) Proteção - Ninguém pode violar o que está selado. Foi assim que o túmulo de Jesus
foi selado (Mt 27:66).
b) Propriedade - Na antigüidade escravos podiam ser selados por seu proprietário.
Essa marca inscrita neles. Quem violava esse escravo atacava o seu dono. O selo nos dá garantia que somos propriedade exclusiva de Deus (Ct 8:6; Ef 1:13).
c) Genuinidade - O que está selado não pode ser adulterado (Ester 3:12).
3. Deus livra o seu povo na tributação e não da tribulação - v. 14 - Todos os textos que tratam da segunda vinda de Cristo mostram que a igreja não será arrebatada secretamente antes da grande tribulação. Ela será poupada na e não da tribulação (Mt
24:29-31; 2 Ts 1:1-10).
4. Aqui temos a resposta à pergunta dos ímpios - "Quem poderá suster-se diante do Deus irado?" (Ap 6:17). A resposta da Bíblia, aqueles que foram selados como propriedade de Deus, estarão de pé diante do Trono, com vestes brancas e palmas em
suas mãos, celebrando a Deus eternamente. Os salvos terão três tipos distintos de glória: 1) A glória de sua aparência: vestiduras brancas e palmas nas mãos; 2) A glória do seu serviço: estarão diante de Deus em contínuo serviço litúrgico; 3) A glória do seu lar eterno: Comunhão com Deus e provisão celestial.
5. Há três elementos nesta visão do capítulo 7 - 1) Uma advertência - Tempos difíceis
estão pela frente. Será o tempo da grande tribulação; 2) Uma segurança - Os selados,
jamais serão condenados com o mundo. Passarão pelas provas vitoriosamente; 3) Uma recompensa - Os que lavaram suas vestiduras no sangue do Cordeiro desfrutarão da bem-aventurança eterna.


I. DO PONTO DE VISTA DO CÉU (DE DEUS) OS SELADOS TÊM UM
NÚMERO EXATO - V. 4-8
O número é visto e também ouvido. O número dos selados é declarado por revelação expressa. Deus conhece os que lhe pertencem (2 Tm 2:19). Esse grupo é contável para
Deus. Esse número 144.000 é metafórico. Ele é mais um símbolo do que uma estatística. Ele representa a cifra completa e perfeita dos crentes em Cristo. As doze tribos de Israel não o Israel literal, mas o Israel verdadeiro, espiritual, a igreja. Toda a igreja de Cristo é selada, está segura (Jo 10:28,29; 17:12).
1. A interpretação dos Testemunhas de Jeová
• Os Testemunhas de Jeová, uma seita herética, entendem que a igreja que vai morar no céu limita-se apenas a este número. Todas as demais criaturas que receberão a vida
eterna terão parte na igreja, mas viverão nesta terra, sob o domínio de Cristo Jesus e sua igreja nos céus.
2. A interpretação Dispensacionalista
• Esses são israelitas que estarão vivendo no tempo da angústia de Jacó (Jr 30:5-7).
Embora as tribos tenham cessado, Deus as conhece (Is 11:11-16) e preservará um remanescente até restaurar o reino a Israel (At 1:6). Esse será o tempo da plenitude dos gentios (Lc 21:24), com a plenitude do número dos gentios completo (At 15:14, Rm
11:25), Entendem que esses 144.000 referem-se aos judeus que se converterão depois do arrebatamento e antes do milênio e que viverão na Palestina do período da grande tribulação e serão poupados dos juízos que virão sobre o anticristo.
• Esses judeus aguardarão Jesus Cristo, o seu rei em sua segunda vinda quando destruirá o anticristo e implantará o seu reino milenar.
3. A interpretação Pré-milenista histórica e Amilenista
a) Esse número é simbólico
• Primeiro o número 3, que significa a Trindade, é multiplicado por 4, que indica a inteira criação, porque os selados virão do Norte e do Sul, do Leste e do Oeste. 3 mulplicado por 4 são 12. Portanto, esse número indica: a Trindade (3) operando no universo (4). Assim, temos a antiga dispensação (3x4) 12 patriarcas e a nova
dispensação 12 apóstolos. Para ter uma idéia da igreja da antiga e da nova dispensação, temos que multiplicar esse número 12 por 12. Isso nos dá 144. A Nova Jerusalém (a
igreja) tem 12 portas, com o nome das 12 tribos e os 12 fundamentos com o nome dos 12 apóstolos (Ap 21:9-14). Lemos também que a altura do muro é de 144 côvados (Ap
21:17).
• Com o objetivo de acentuar o fato de que 144.000 significa não uma pequena parte da igreja, senão a igreja militante inteira, este número é multiplicado por 1.000. Mil é 10 X 10 x 10 que indica um cubo perfeito, inteireza reduplicada. De acordo com Apocalipse 21:16 Os 144.000 selados das doze tribos do Israel literal simbolizam o Israel espiritual, a igreja de Deus na terra.
b) Esse número não pode aplicar-se às tribos de Israel
• As 10 tribos de Israel já haviam desaparecido no cativeiro Assírio e as 2 tribos do Sul (Benjamim e Judá) haviam perdido sua existencial nacional quando Jerusalém caiu no ano 70 d.C.
• Se o símbolo significa Israel segundo a carne, por que foram omitidas as tribos de Efraim e Dã e colocadas em seu lugar Levi e José?
• A ordem das tribos foi trocada e não temos nenhuma lista das tribos semelhante a esta em toda a Bíblia.
• Segundo Apocalipse 14:3-4 os 144.000 foram comprados por Deus de entre os da terra e não da nação judaica somente.
• Assim João queria dizer que as doze tribos de Israel não são o Israel literal, mas o Israel verdadeiro, espiritual, a igreja.





O povo de Israel 

Nome dado por Deus a Jacó (Gn 32.28).Nome do povo composto das 12 tribos descendentes de Jacó (Êx 3.16).Nome das dez tribos que compuseram o Reino do Norte, em contraposição ao Reino do Sul, chamado de Judá. Designação de todo o povo de Deus, a Igreja (Gl 6.16).
Charles Spurgeon diz que é uma profecia relativa aos filhos de Israel no final dos tempos. O grande mestre profético do século dezenove, J.H. Todd, resume a sua opinião, dizendo: "Restringindo-se estritamente ao fato revelado em muitas profecias, isto nos revela que no período mencionado na visão, o povo judeu estará existindo como nação, e a maioria se encontrará ainda em incredulidade". Este ponto de vista é defendido por Godet, Fausset, Nathaniel West e Weidner.
Fausset acrescenta: "Dessas tribos um remanescente crente será preservado do juízo que destruirá a Confederação anticristã (JFB). É significativo que a tribo de Dã seja omitida – para o que muitos motivos têm sido apresentados – e que Levi seja incluída. "Uma vez que as cerimônias levíticas foram abandonadas, Levi encontra-se novamente em situação de igualdade com seus irmãos" (Albert Bengel, Introduction to the Exposition of the Apocalypse, in toco). Em lugar de Efraim, foi usado a de José.



Na visão de Hernandes Dias Lopes essa passagem mostra o Israel de Deus ou Israel espiritual.Ele diz no seu livro sobre apocalipse na página 76.


A igreja é o Israel de Deus
1) No NT considera a igreja o verdadeiro Israel espiritual (Gl 6:16; Rm 9:6-8).
2) Quem é de Cristo é descendente de Abraão (Gl 3:29).
3) Abraão é o pai de todos os que crêem, circuncidados ou não (Rm4:11).
4) O verdadeiro judeu não é descendente físico de Abraão, mas o descendente espiritual (Rm 2:28-29).
5) Nós que adoramos a Deus no Espírito e nos gloriamos em Cristo Jesus é que somos a verdadeira circuncisão (Fp 3:3).
6) Em Esmirna havia judeus físicos que eram sinagoga de Satanás (Ap 2:9). Eram judeus de fato, mas não o Israel espiritual.
7) A igreja é a nova Jerusalém (Ap 21:12,14). É o povo de Deus (Ap 18:4; 21:3).
8) Concluímos que a igreja é o verdadeiro Israel espiritual.
9) Esta interpretação é que melhor faz jus ao sentido do texto e mostra o relacionamento que há entre as duas multidões. Elas são constituídas das mesmas pessoas, aquelas que foram seladas e guardadas por Deus.


 II. DO PONTO DE VISTA DA TERRA (DOS HOMENS) OS SELADOS SÃO
UMA MULTIDÃO INUMERÁVEL - v. 9-12
• De repente muda-se o cenário. O leitor é novamente transportado da terra para o céu.
Agora João vê a igreja redimida no céu. No lugar de uma tensão cheia de desgraça em vista do perigo iminente ocorre o cântico da vitória.
• O céu não será apenas mudança de lugar, mas mudança de nós mesmos.
• No céu conservaremos a nossa individualidade. "Quem são?". São pessoas, indivíduos que vêm de lugares diferentes, mas que não perdem sua individualidade.
• As distinções que nos separam na terra, não nos separarão no céu. Lá não teremos ricos e pobres, nobres e servos, mas aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro.
• Quais são as características dessa igreja glorificada?
1. É uma igreja inumerável - v. 9
• Isso é o cumprimento da promessa feita a Abraão: "Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade" (Gn 15:5).
Conforme Hebreus 11:12 ela é para ele incontável. Essa multidão também é incontável para João (Ap 7:9). A multidão contável por Deus é incontável para João.
2. É uma igreja universal - v. 9
• Incluem os eleitos, os selados judeus e gentios, procedentes de todas as culturas, línguas, povos e nações, de todos os lugares e de todos os tempos. Em Abraão haveriam de ser "abençoadas todas as nações, todas as famílias da terra" (Gn 12:3;
22:18). João vê na igreja a humanidade abençoada em Abraão.
3. É uma igreja honrada - v. 9
• Estar de pé diante do Trono significa ter companheirismo com o Cordeiro, servi-lo e participar em sua honra.
4. É uma igreja pura - v. 9
• As vestes brancas apontam para a absoluta pureza da igreja. A igreja não foi
purificada pelo sofrimento, mas pelo sangue. O sangue do Cordeiro exclui a glória
humana. A igreja que fora liberta da condenação do pecado, na justificação; do poder
do pecado, na santificação; agora está livre da presença do pecado, na glorificação.
Nada contaminado pode entrar no céu (Ap 21:27).
• Roupas brancas ainda indicam alegria e felicidade, além de santidade.
5. É uma igreja vencedora - v. 9
• Este é um símbolo de vitória. A igreja selada por Deus, protegida por ele, venceu e
chegou ao lar, à sua Pátria, ao céu. A igreja é vitoriosa a partir da roupa, das palmas e
dos gritos.
6. É uma igreja que tributa a Deus a sua salvação - v. 10
• Depois do símbolo da vitória, segue-se o grito de vitória. A salvação não é mérito,
nem fruto das obras, nem do que a igreja faz. A salvação é de Deus, vem Deus e só ele
merece a glória.
7. É uma igreja que une às vozes angelicais para exaltar a Deus - v. 11-12
• Os anjos e os querubins se unem à igreja glorificada, prostram-se e adoram a Deus.
rendendo-lhe uma sétupla atribuição de louvor.


III. A PROCEDÊNCIA, IDENTIDADE E A MISSÃO ETERNA DA IGREJA
GLORIFICADA - V. 13-17
1. A procedência da igreja - v. 13,14
• A igreja vem da grande tribulação. Essa idéia da grande tribulação remonta a Dn
12:1. É vista em Mt 24:21-22, em 2 Ts 2:3-4 e também em Ap 13:7,15. Os crentes em
todos os lugares, em todas as épocas enfrentaram tribulações (2 Tm 3:12; At 14:22).
Mas os crentes que viverem nesse tempo do fim enfrentarão não apenas o começo das
dores, mas também, a grande tribulação.
• A grande tribulação é caracterizado com o período da grande apostasia e também da
manifestação do homem da iniqüidade (2 Ts 2:3-9). Nesse tempo o conflito secular
entre Deus e Satanás estará no seu auge.
• A igreja será protegida não da tribulação, mas na tribulação. Ela emerge do meio da
tribulação, como um povo selado e vitorioso.
2. A identidade da igreja - v. 14
• Os remidos são aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do Cordeiro. A base
da salvação não está no mérito humano, na religiosidade humana, nos predicados
morais, no conhecimento doutrinário. A base da salvação está na apropriação da
redenção pelo sangue de Cristo.
• Ninguém entrará no céu por pertencer a esta ou àquela igreja ou por defender esta ou
aquela doutrina.
3. A missão eterna da igreja - v. 15
a) Adoração - A igreja prestará a Deus um serviço litúrgico (latria) incessantemente -
v. 15 - É uma igreja adoradora. Serviço cultuai em contraste com serviço escravo.
b) Comunhão - Intimidade contínua com Deus - v. 15b. O sexto selo trouxe a visão de
um céu enrolado que se recolhe e de uma humanidade apavorada num mundo sem teto
(6:15-17). Aqui, porém, a cena é oposta. A igreja está numa nova realidade cheia de
paz. Deus vai armar uma tenda conosco. Ele vai acampar com a igreja. Deus mesmo
habitará com a igreja (Ap 21:3).
c) Ausência completa de sofrimento - v. 16, 17b - João lista três afirmações
negativas: Fome, sede e calor não existe mais. Isto está de acordo com Ap 21:4.
d) Presença completa da plenitude de vida - v. 17a - João lista três afirmações
positivas: O Cordeiro as apascentará. O Cordeiro as guiará às fontes da água da via. E
Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima. Gozam a felicidade mais perfeita. O
Cordeiro agora é o seu pastor. O Cordeiro os guia a fonte e a fonte é Deus. O Cordeiro
os traz de volta para Deus e para o paraíso. Ele então, enxugará dos nossos olhos toda
lágrima. Ele nos tomará no colo e nos consolará para sempre!


CONCLUSÃO
1. O capítulo 6 termina mostrando os terrores dos ímpios enfrentarão no juízo. O
capítulo 7 termina mostrando as glórias dos remidos na segunda vinda.
2. Enquanto os ímpios buscam a morte física e só encontram a segunda morte, a morte
eterna, os remidos, mesmo enfrentando a morte física, desfrutam para sempre das
bem-aventuranças da vida eterna.
3. De que lado você está? Em que grupo você estará quando Jesus voltar?

domingo, 23 de março de 2014

Apocalipse 6

Apocalipse capitulo 6


Segundo Charles spurgeon  no seu comentário bíblico ele comenta da seguinte maneira.
A identidade do primeiro cavalo será em grande parte determinado pela identificação dos três seguintes. O segundo cavalo com o seu cavaleiro, foi-lhe dado tirar a paz da terra, e isto, com as palavras matar e espada, indica guerra. O terceiro cavalo com o seu cavaleiro certamente representa falta de alimento, embora não propriamente uma fome. (A moeda romana denarius, era equivalente ao salário de um dia de serviço. Uma medida de trigo ou cevada era a média da porção diária dos trabalhadores.) O quarto cavalo com o seu cavaleiro, mais terrível do que qualquer um dos outros, leva o nome de Morte. A eles foi dada autoridade sobre um quarto da terra, para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra.
À luz do significado do segundo, terceiro e quarto cavaleiros, parece-nos que seda irracional identificar o primeiro cavaleiro com o Senhor Jesus Cristo, que é o cavaleiro sobre o cavalo branco em Apocalipse 19. Quando Cristo vier, "conquistando e para conquistar",não haverá juízos subseqüentes, tais como o segundo, terceiro e quarto cavalos representam. Swete está certo em dizer do primeiro cavalo que "uma visão do Cristo vitorioso seria inadequada no começo de uma série que simboliza derramamento de sangue, fome, pestilência". Até mesmo Torrance o discerne, embora adote um esquema de interpretação estritamente espiritual: "Pode haver alguma dúvida de que isto é uma visão do anticristo? Parece-se tanto com o Cristo verdadeiro que engana as pessoas, até muitos leitores desta passagem! ... Ele se aplica a todo o mal que se baseia no bem e a tudo o que a maldade espiritual conquista emprestando da Fé Cristã" (Thomas F. Torrance, The Apocalypse Today, pág. 44).
Observe que nestas quatro primeiras cenas não há nomes de indivíduos, humanos ou sobre-humanos, nem termos geográficos, nem acontecimentos específicos. Os juízos são, como se vê, de natureza geral:- guerras têm acontecido com freqüência sobre a terra, e são freqüentemente acompanhadas de pestes e falta de alimentos, se não de fomes. Parece, então, que é apenas urna fase preliminar de juízos mais terríveis que vêm a seguir.
9-11. A abertura dos quatro primeiros selos forma uma unidade. Na abertura do quinto Selo temos o que eu chamaria de primeiro, verdadeiramente difícil problema no livro do Apocalipse. Aqui estão as almas dos homens que foram mortos por causa da palavra de Deus, e por causa do testemunho que sustentavam. Em outras palavras, os mártires, que perguntavam ao Senhor ressuscitado, Até quando . . . não julgas nem vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? A resposta é dupla. Primeiro, cada um recebe uma longa veste branca (v. 11), símbolo dos atos de justiça dos santos (cons. 19:8), de modo que, mesmo antes do fim, estes mártires recebem de algum modo uma antecipação da glória por vir. São informados que devem permanecer como estão até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que tinham de ser mortos. Embora não se diga especificamente em que período de tempo estes mártires devem ser colocados, o sexto selo certamente fala de tremendas aberrações celestiais que jamais tiveram lugar, mas que acontecerão no fim desta dispensação. Conseqüentemente, eu acho que são os que sofreram o martírio nos dias imediatamente precedentes à Tribulação. Moorehead pode estar certo ao dizer, "Tanto faz o que as pessoas dizem em oposição a este argumento, na verdade eles foram mortos por ordem destes cavaleiros". O comentário de Torrance aqui é excelente: "Depois das terríveis calamidades que os poderes do mundo desencadearam sobre si mesmos, eles tentam negar o fato de que são a causa de todo o mal e comoção, e por isso voltam-se contra o povo de Deus e descarregam sua raiva contra ele, o bode expiatório"
Acontecimentos que se revelam na abertura do sexto selo devem ser colocados no final desta dispensação. Este é talvez o lugar certo para os fenômenos celestes, tão freqüentemente mencionados nas Escrituras do V.T. e N.T. em passagens relacionadas com o fim dos tempos. Com o advento do Sputnik, um certo número de artigos foi publicado sobre este assunto, alguns dos quais contêm declarações bastante tolas. O assunto dos distúrbios celestes foi apresentado pela primeira vez por Joel, em textos que claramente apontam para "o dia do Senhor" (1:15; 2:1-11, 30, 31). Uma passagem de Joel (2:28-32a) foi citada por Pedro em seu grande sermão no dia de Pentecostes (Atos 2:16-21). Até aquele tempo não houve nenhum distúrbio celeste, o quanto sabemos. Essas predições foram reiteradas por Isaías, também, em relação ao "dia do senhor" (13:6-10; 24:21-23). Nosso Senhor colocou muita ênfase sobre este aspecto da escatologia, em particular, no Seu Discurso nas Oliveiras (Mt. 24:29, 31; Mc. 13:24-26; Lc. 21:11, 25). Todas estas declarações referem-se ao período "depois da tribulação" (Mt. 24:29), com exceção de Lc. 21:11, que dão a entender que haverão alguns distúrbios celestes antes mesmo que a Tribulação se estabeleça.
Entretanto, é principalmente no Apocalipse que esses distúrbios foram registrados como acontecendo. O primeiro se nos apresenta na passagem que está diante de nós, por ocasião da abertura do sexto selo.
Mas esse tipo de fenômeno ocorre quatro vezes durante o juízo das trombetas, no primeiro, terceiro, quarto e quinto (8:8 – 9:2). Durante o derramamento da quarta. taça, parece que o sol será afetado (16:8), e durante o derramamento da sétima, grandes pedras cairão do céu sobre os homens (16:17-21).
Um estudo cuidadoso destas passagens parece revelar que não devemos pensar, com significado profético, em nenhuma aberração celeste fora do comum, antes do período da Tribulação. Isto se aplica especialmente aos inventos dos homens, importantes como são; pois as manifestações celestiais mencionadas nas passagens proféticas serão resultantes da interferência direta do próprio Deus. Em duas ocasiões no passado, os homens experimentaram juízo divino na forma de grandes trevas: por ocasião da nona praga no Egito (Êx. 10:21-23); e durante as últimas três horas de nosso Senhor sobre a cruz (Mt. 27:45 e paralelos).



Na visão de Hernandes Dias Lopes

APOCALIPSE 6:1-17
TEMA: A ABERTURA DOS SETE SELOS
INTRODUÇÃO
1. Os cinco primeiros capítulos do Apocalipse apresentam o Cristo da glória no meio da sua igreja, sondando, corrigindo, exortando e encorajando.
2. As sete cartas revelam o que as igrejas aparentam ser aos olhos dos homens e o que de fato elas são aos olhos de Cristo.
Vimos nos capítulos 4 e 5 o Deus criador no trono bem como Cordeiro, o Redentor sendo igualmente glorificado por todos os seres do Universo. Vimos que o Cordeiro está com o livro da História nas mãos.
Os capítulos que temos agora apresentarão quadros dos sofrimentos da igreja, dos juízos divinos sobre os inimigos dela, e do triunfo final de Cristo. Esse tempo serão as dores de parto. Esse tempo está sujeito à revelação da ira de Deus.
Os sete selos descrevem movimentos que caracterizarão a era ou dispensação inteira, desde a ascensão até o regresso glorioso de Cristo. São visões de paz e de guerra, de fome e de morte, de perseguição à igreja e do juízo de Deus sobre os seus inimigos.
À medida que os selos são abertos no céu, efeitos tremendos acontecem na terra. O céu comanda a terra. Jesus abre os selos. Está encarregado de todo o programa. A história está em suas mãos. Nos primeiros quatro selos vemos a ira de Deus misturada com
graça. Mas a partir do sexto selo, há o derramamento da ira sem mistura de Deus. É o dia do juízo.Apocalipse 6 é como um texto paralelo de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21:
Guerras (Mt 24:4,5 e 6:6,7a); fomes (Mt 24:7b e 6:5-8); perseguições (Mt 24:9-25 e 6:9-11);
abalos do mundo (Mt 24:29 e 6:12-17); segunda vinda (Mt 24:30-31 e 6:16-17).
Aprendemos desse fato quatro verdades:
A. Quem está assentado no Trono e o Cordeiro são adorados por todo o Universo
- A história não está à deriva. Deus reina.
B. Quem tem o Livro tem o controle - É ele quem abre os selos. Dele emana a ordem dos acontecimentos. O Cordeiro governa!
C. Os eventos do juízo não acontecem sem seu conhecimento, permissão ou controle - Tudo acontece porque ele conhece, determina, permite e controla. Até os inimigos estão debaixo da autoridade e do controle do Cordeiro.
D. Todo o universo está sob a autoridade do Cordeiro e serve aos seus propósitos
- É do trono que sai a ordem para os Cavaleiros do Apocalipse. Os cavaleiros devem dar a largada para dentro da história.
I. OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE - V. 1-8
1. O Cavalo Branco, uma figura do Cristo Vencedor - v. 1-3
a) Adolf Pohl e Warren Wiesbe interpretaram o Cavalo branco e seu cavaleiro como o Anticristo • Seu argumento é que o Apocalipse usa imagens duplas para fazer contrastes: Duas
mulheres: a mulher e a prostituta; duas cidades: Jerusalém celeste e Babilônia; dois personagens sacrificados: O cordeiro e a besta. Assim, o anticristo estava se
contraposto ao Cristo. Assim, o cavalo branco seria uma inocência encenada, fingida, de uma luz falsa: o anticristo é um deslumbrador. O anticristo apresenta-se como um
pacificador. Ele terá estupendas vitórias. Ele vai ser aclamado como alguém
invencível. Ele vai controlar o mundo inteiro. O senhorio do Cordeiro é que impele o
anticristo a deixar sua posição de reserva e se manifeste. O diabo gosta de esconder-se.
O lobo predador precisa ser despido de sua pele de ovelha.
b) William Barclay. interpretou o Cavalo branco como as conquistas militares
• As grandes invasões militares do Império Romano conquistando o mundo e depois
dele, outros impérios que se levantaram. O cavalo branco era usado pelo rei vencedor e
o arco um símbolo do poderio militar. Uma conquista militar sempre traz tragédias.
c) George Ladd interpretou o Cavalo branco como sendo a pregação do Evangelho em
dimensões universais
• Mesmo em meio às terríveis perseguições, o Evangelho tem sido pregado e será
pregado vitoriosamente no mundo inteiro para testemunho a todas as nações (Mt
24:14).
• Sem escolas os cristãos confundiram os letrados rabinos; sem poder político ou
social, mostram-se mais fortes que o Sinédrio; não tendo um sacerdócio, desafiaram os
sacerdotes e o templo; sem um soldado sequer, foram mais poderosos que as legiões
romanas. E foi assim que fincaram a cruz acima da águia romana.
• Os mártires que morreram, morreram por causa da Palavra de Deus (6:9).
d) William Hendriksen interpretou o Cavalo branco e seu cavaleiro como sendo Jesus
Cristo
1) Sempre que Cristo aparece, Satanás se agita e assim as provas para os filhos de
Deus são iminentes (os cavalos vermelho, preto e amarelo).
2) As palavras só podem aplicar-se a Cristo: BRANCO + COROA + SAIU
VENCENDO E PARA VENCER. Cabelos brancos (1:14), pedrinha branca (2:17),
roupas brancas (3:4,5,18), nuvem branca (14:14), cavalos brancos (19:11,14), trono
branco (20:11). Branco não pode ser usado nem para o diabo nem para o anticristo.
Esse primeiro selo não traz nenhuma maldição.
3) Este texto está de acordo com o texto paralelo de Apocalipse 19:11-16, onde a
descrição é incontroversa.
4) Este texto está de acordo com o tema geral do livro que a vitória de Cristo. Ele é o Leão da Tribo de Judá que venceu (5:5).
5) A espada do cavaleiro do Cavalo branco está de acordo com Mateus 10:34. Cristo vence com a Palavra. Vence com o evangelho.
2. O Cavalo Vermelho, uma figura da perseguição religiosa e da guerra - v. 4
a) Esse cavaleiro do cavalo vermelho representa a perseguição ao povo de Deus ao longo dos séculos - O futuro será um período de guerras e rumores de guerras, de
conflitos e perseguição até à morte. Perseguição pelos judeus, pelos romanos, pela inquisição, perseguição na pré-reforma, perseguição na pós-Reforma (França,Inglaterra).
Perseguição no Nazismo, Fascismo e Comunismo. Perseguições atuais. O maior número de mártires da história aconteceram no século XX.
b) A idéia da perseguição religiosa é fortalecida pela abertura do quinto selo - Ali são vistas as almas dos mártires que tombaram pelo testemunho da verdade.
c) Esse cavaleiro tinha uma grande espada - Essa espada machaira era o cutelo sacrificador. Aonde chega Cristo, chega também a perseguição aos que são de Cristo
(Mt 5:10,11; Lc 21:12; At 4:1, 5:17. Pense em Estêvão, Paulo, Policarpo, Perpétua, Felicidade, a Inquisição, a Noite de São Bartolomeu, a Rússia, a Coréia do Norte, aChina, os países Islâmicos.
d) A paz foi tirada da terra para que os homens se matassem uns aos outros - Não há paz em parte alguma. O Príncipe da paz foi rejeitado. Há perplexidade entre as nações. Esse cavalo vermelho descreve um espírito de guerra. A guerra tem sido uma
parte da experiência humana desde que Caim matou Abel. Os homens perdem a paz e buscam a paz pela guerra. As guerras são insanas porque os homens se matam em vez
de se ajudarem. As guerras são fratricidas. As guerras estão aumentando em número e em barbárie (as duas guerras mundiais, as guerras tribais, as guerras étnicas, as guerras
religiosas e de interesses econômicos). No fundo todos são vítimas sacrificadas sobre o altar de Satanás. Com irracionalidade total investem tudo no armamento e desconhecem o caminho da paz. Quem não quer viver sob a cruz, viverá sob a espada.
e) Esse cavalo vermelho é um agente do dragão vermelho, que é assassino desde o princípio (12:3)- A terra está bêbada de sangue e cambaleando pela guerra. Os homens se tornam loucos, feras bestiais. As atrocidades do Nazismo.
3. O Cavalo Preto, uma figura da pobreza, escassez e da fome - v. 5-6
a) Esse cavalo preto representa fome, pobreza, opressão e exploração
- Fome e guerra andam juntas. Se a paz é tirada da terra, não poderá haver livremente comércio nem negócios. O mundo inteiro sofrerá tremendas agitações. Comer pão pesado representa grande escassez. Há trigo, mas o preço está muito alto. Um homem
precisava trabalhar um dia inteiro para comprar um litro de trigo. Normalmente ele compraria 12 litros pelo mesmo preço. Esse cavalo fala do empobrecimento da população. Só pode alimentar a família com cevada, o cereal que era dado aos animais.
O racionamento leva um homem a gastar tudo que ganha para alimentar-se.
b) Essa pobreza é proveniente dos crentes não fazerem concessões -Não aceitar a marca da besta e por isso não pode comprar nem vender (13:17), não se corromper, ao
contrário preferir o sofrimento e até a morte à apostasia.
c) A pobreza não atinge a todos - O azeite e o vinho produtos que descrevem vida regalada não era danificados. Os ricos sempre sabem garantir o seu luxo, enquanto a população passa fome. No mesmo mundo que reina a fome, reina também o
esbanjamento, o luxo, a desigualdade.
4. O Cavalo Amarelo, uma figura da morte - v. 7-8
a) A figura da morte e do inferno são pleonásticas, apresentam uma única realidade - O hades sempre vem atrás da morte. A morte derruba e o hades recolhe os mortos. A morte pede o corpo, enquanto o hades reclama a alma do morto.
b) A morte e o hades não podem fazer o que querem - Eles estão debaixo de autoridade. Só atuam sob permissão divina. Seu círculo de ação é limitado e seu território definido: a quarta parte e não mais.
c) A morte usa 4 instrumentos para sacrificar suas vítimas -
A espada — Aqui não é machaira, mas rhomphaia, espada comprida usada na guerra. Aqui trata-se da morte provocada pela guerra.2) A fome - A fome é subproduto da guerra, cidades sitiadas, falta de transporte com alimentos.
3) Pestilência ou mortandades - As pragas, as pestilências crescem com a pobreza, a fome, as guerras.
4) As bestas feras da terra - despedaçam e devoram tudo que encontram.

II. O QUINTO SELO - O CLAMOR NO CÉU - V. 9-11
1. As almas dos que morreram pela sua fé estão no céu - v. 9
• Com a abertura do quinto selo muda-se o cenário, da terra passa-se ao céu. Passamos da causa para o efeito. Essas pessoas foram mortas, mas ainda não ressuscitaram. Elas
foram mortas e a matança prossegue. As almas sobrevivem sem o corpo e são conscientes. Elas não estão dormindo. Elas não estão no céu. Essa é nossa gloriosa convicção. Morrer é estar com Cristo. É deixar o corpo e habitar com o Senhor. É entrar na posse do Reino. A morte não os havia separado de Deus.
2. Deus não poupou essas pessoas do martírio, mas deu-lhes poder para morrerem por causa da Palavra
• Enquanto os falsos crentes vão apostatar, amando o presente século, adorando o anticristo e apostatando diante da sedução do mundo ou da perseguição do mundo, os fiéis selarão com o seu sangue o seu testemunho e preferirão a morte à apostasia.
• Jesus deixou isso claro no sermão profético: "Então vos entregarão à tribulação, e vos matarão, e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome" (Mt 24:9,10).
• Muitos mártires conhecidos e desconhecidos morreram e ainda morrem por causa da sua fidelidade a Cristo e sua Palavra (Policarpo, os pastores na Coréia).
3. As almas dos féis pedem não vingança pessoal, mas a vindicação da glória do Deus
santo
• A pergunta delas não é a mesma de Jesus: "Por que?", mas "Até quando?". Eles não perguntam: "SE", mas "até quando?". Como conciliar essa pergunta com o perdão que
Cristo ofereceu aos seus algozes na cruz e a atitude de Estêvão com os seus apedrejadores? O clamor não pede vingança pessoal, mas a vindicação da justiça divina (Lc 18:7-8). Esse é o clamor da igreja diante dos massacres: arenas, piras, campos de concentração, prisões, câmaras de gás, fornos crematórios.
• Não é o próprio grito de lamentação, mas o lamento pela honra de Deus.
4. As almas dos fiéis recebem vestes brancas, representando retidão, santidade e alegria
• Estar no céu é bem-aventurança. É glorificação. Não plena ainda porque não houve a
ressurreição, mas incomparavelmente melhor do que estar no corpo (Fp 1:23).
• Os réus e condenados vestiam-se de preto. Eles foram condenados na terra, mas no céu, Deus os veste de branco. Estão absolvidos, justificados, salvos.
5. As almas dos fiéis estão descansando, não dormindo até chegar o dia em que se completará o número dos mártires
• Os crentes estão no céu descansando de suas fadigas. Lá não tem mais dor, nem pranto nem luto. O dia está determinado. O número está determinado. Até que esse número não tenha sido completado na terra, o dia do juízo não pode chegar. O Cordeiro está no controle. Nem um fio de cabelo nosso pode ser tocado sem que ele
permita. Mas, precisamos saber que nos dado a graça não apenas de crer em Cristo, mas também de sofrer por ele e até de dar a vida por ele (Fp 2:17; 2 Tm 4:6).
• Deus mostra para esses mártires que o seu sacrifício não foi um acidente, mas um apontamento. Até na morte do seu povo, Deus está no controle. Quando o inimigo estar ganhando, a igreja o vence, ao se dispor a morrer pela sua fé.
6. Há uma limite para essa enxurrada de injustiça
• Há um limite para a crescente enxurrada de injustiça, além do qual ela não prosseguirá. Deus anuncia esse limite intransponível. Trata-se do número completo dos mártires. Ele não é citado, mas existe. Justamente no momento em que a violência
celebra seus maiores triunfos e apregoa seus mais altos índices de sucesso, sua ruína torna-se visível. Perseguições aos cristãos amadurecem o juízo sobre o mundo, apressando o seu fim.


III. O CLAMOR SOBRE A TERRA - O JUÍZO CHEGOU - V. 12-17
1. O juízo chegou: as portas da graça estão fechadas, é o dia da ira do Cordeiro
• O sexto selo introduz o dia do juízo. O medo, o terror, o espanto e a consternação
daquele dia se descreve sob dois simbolismos: um universo sendo sacudido e os homens completamente aterrorizados, tentando se esconder.
2. O juízo chegou: o próprio universo está abalado - v. 12-14
• O sol, a lua, as estrelas, o céu, os montes, as ilhas = tudo aquilo que se considerava sólido, firme, está abalado. As vigas de sustentação do universo estão se desintegrando. A antiga criação está se desintegrando. O céus se desfarão por crepitoso
estrondo. Este é um quadro simbólico do terror do dia do juízo. O simbolismo inteiro nos ensina uma só lição, a saber, que será verdadeiramente terrível a efusão final e completa da ira de Deus sobre um mundo que tem perseguido a igreja.
• Esse momento virá repentinamente - Será como o ladrão de noite. Os homens desmaiarão de terror.
3. O juízo chegou: os homens estão em profundo desespero - v. 15-17
• Há seis classes de pessoas descritas também, da mesma forma, que tinha seis classes de elementos abalados: reis, grandes, comandantes, ricos,
poderosos, escravo e livre. João vêm nesse imagem do terror universal: todos os
ímpios sobressaltados de um repentino terror, tentando fugir e se esconder do Deus irado.
• Os homens estão buscando um lugar para se esconder -
Mas para onde o homem pode fugir e se esconder de Deus? Deus está em toda parte.
Para ele luz e trevas são a mesma coisa. O primeiro instinto do pecado se esconder.
• De que estão fugindo? Dos montes que estão se desmanchando? Do Universo que está em convulsão? Não, há algo mais terrível: eles estão fugindo do Deus irado.
• Eles buscam a morte, mas não os pode esconder da ira do Cordeiro - O maior temor do pecador não é a morte, mas a manifestação plena da presença de Deus. O
aspecto mais terrível do pecado é que converte o homem num fugitivo de Deus. Mas agora, nem caverna, nem a morte pode escondê-los desse encontro com Deus. O tempo da graça acabou. Aqueles que não buscaram a graça, encontrarão inexoravelmente a ira de Deus. A porta está fechada. Agora é o juízo!
• Posição, riqueza, poder político - Absolutamente nada pode evitar que os homens enfrentem o Tribunal de Cristo. Importa que todos compareçam perante o tribunal de Cristo.


CONCLUSÃO
• O dia do juízo se aproxima. Mas hoje ainda é o dia aceitável. Ainda você pode se
voltar para Deus e encontrar perdão. Você quer vir a Cristo nesta noite? Você está
preparado para encontrar com Cristo?
• Você já está disposto a enfrentar perseguição, pobreza, espada, fome e a própria
morte por amor a Cristo e sua Palavra?
• O dia do Senhor será dia de luz ou de trevas para você?