domingo, 25 de maio de 2014

Apocalipse 13 e 14

APOCALIPSE 13:1-18
TEMA: O ANTICRISTO, O AGENTE DE SATANÁS

INTRODUÇÃO

Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, הילל בן שחר; em grego na Septuaginta, heosphoros) é uma palavra do Latim (lucem ferre) que quer dizer "portador de luz", representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o planeta Vênus,1 . Nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, que significa simplesmente adversário). Atualmente discute-se a probabilidade de Lúcifer ter sido um Rei Assírio da Babilônia2 .

1. A pretensão do anticristo - Satanás, embora derrotado (Ap 12), ainda recebe permissão para perseguir a igreja com sua fúria mais terrível. Ele sempre quis imitar a Deus. O dragão quis ser igual a Deus, numa tentativa de imitar a Deus Pai. A besta que
surge da terra, o Anticristo tentará imitar Jesus Cristo. Como o Filho encarnou-se,morreu e ressuscitou, o Anticristo - será uma espécie de encarnação de Satanás, que passará por uma experiência de morte e um simulacro da ressurreição. A besta que
surge da terra, o falso profeta, levará os homens a adorarem a primeira besta, numa tentativa de imitar o Espírito Santo que leva os homens a adorarem a Cristo. A Grande Meretriz, a falsa igreja, é uma imitação da Mulher Celestial, da Noiva do Cordeiro, a
igreja fiel.Onde quer que um poder civil despótico dê as mãos a alguma religião falsa,aí temos uma reprodução dessas duas bestas.
2. O tempo da aparição do anticristo - Embora o mistério da iniqüidade já esteja
operando (2 Ts 2:7), o anticristo como pessoa que encarnará o poder dos reinos ímpios
e também todo o poder de Satanás, emergirá no breve tempo do fim, visto na Bíblia de várias formas: a) A apostasia (2 Ts 2:3); b) A grande tribulação (Mt 24:21-22); c) A revelação do homem da iniqüidade (2 Ts 2:3); d) O pouco tempo de Satanás (Ap 20:3).



I. AS VÁRIAS FACETAS DO ANTICRISTO
1. O anticristo no Livro de Daniel
a) Dn 7:1-6,17-18 - O anticristo é representado inicialmente não como uma pessoa, mas como quatro reinos (leão, urso, leopardo e outro terrível) - Os impérios da Babilônia, Medo-Persa, Grego e Romano.
b) Dn 7:21,25 - 1) Antíoco Epifanes - profanou o templo quando o consagrou ao deus grego Zeus e mais tarde sacrificou porcos no altar do templo.
2. O anticristo no Ensino de Jesus
a) Mt 24:15-28 -1)0 anticristo é visto como o imperador romano Tito que no ano 70
d.C, destruiu a cidade de Jerusalém e o templo (v. 15-20), 2) O anticristo é visto como
um personagem escatológico (v. 21-22). A profecia bíblica vai se cumprindo
historicamente e avança para a sua consumação final.
3. O anticristo nas Cartas de João
a) Definição - A palavra "anticristo" = cristo substituto ou cristo rival. Ele será um
adversário jurado de Cristo.
b) 1 Jo 4:2-3 - O termo anticristo é usado em um sentido impessoal.
c) 1 Jo 2:22; 2 Jo 7 - João refere-se ao anticristo de forma pessoal. Mas João vê o
anticristo como uma pessoa que já está presente, ou seja, como alguém que representa a um grupo de pessoas. Assim, o anticristo é um termo utilizado para descobrir uma
quantidade de gente que sustenta uma heresia fatal.
d) 1 Jo 2:28 - João fala tanto do anticristo que virá e do anticristo que já está presente.
Assim, João esperava um anticristo que viria no tempo do fim - Os anticristos são precursores do Anticristo.
e) Conclusão sobre o entendimento de João sobre o anticristo - Para João o
anticristo sempre esteve presente nos seus precursores, mas ele se levantará no tempo
do fim como expressão máxima da oposição a Cristo e sua igreja.
4. O anticristo como o homem do pecado na teologia de Paulo - 2 Ts 2:1-12
a) Surgirá da grande apostasia (v. 3);
b) Será uma pessoa (v. 3);
c) Será objeto de adoração (v. 4);
d) Usará milagres falsos (v. 9);
e) Só pode ser revelado depois que aquilo e aquele que o detém for removido (v.
6,7);
f) Será totalmente derrotado por Cristo (v. 8);

II. A DESCRIÇÃO DO ANTICRISTO - (Ap 13:1-18)
1. Sua ascensão se dará num tempo de muita turbulência - v. 1
• "Vi emergir do mar uma besta" (v. 1). O que significa isso? As águas do mar são
multidões, as nações e os povos na sua turbulência político-social (Ap 17:5). As águas
são símbolo das nações não regeneradas em sua agitação (Is 57:20). Antes do
levantamento do anticristo, o mundo estará em desespero, num beco sem saída. Ele
emerge desse caos. O pequeno chifre de Daniel, o homem de desolação citado por
Jesus, o homem da iniqüidade citado por Paulo, o anticristo citado por João e a besta
que emerge do mar são a mesma pessoa. Esse personagem encarnou-se na figura dos
imperadores (Dominus et Deus) e também em outros reis e reinos despóticos, mas se
apresentará no fim como o anticristo escatológico. Ele com seu grande poder vai
seduzir as pessoas e conquistar as nações.
a) Ele se levantará num contexto de grandes convulsões naturais - Terremotos,
epidemias e fomes.
b) Ele aparecerá num tempo de grande convulsão social -Será um tempo de guerras
e rumores de guerras, onde reinos se levantarão contra reinos. O mundo será um
campo de guerra.
c) Ele surgirá num tempo de profunda inquietação religiosa - Ele brotará do ventre
da grande apostasia. Os homens obedecerão ensinos de demônios. Os falsos mestres e
os falsos cristos estarão sendo recebidos com entusiasmo. Nesse tempo haverá duas
igrejas: a apóstata e a fiel.
d) Ele surgirá oferecendo solução aos problemas mundiais - O mundo estará
seduzido pelo seu poder. Os homens estarão dizendo: "Paz, paz", quando lhes
sobrevirá repentina destruição. O historiador Arnold Toynbee disse:
"O mundo está pronto para endeusar qualquer novo César que consiga dar à sociedade
caótica unidade e paz". e) Ele surgirá num tempo de profunda desatenção à voz do
juízo de Deus (Mt 24:37-39) - Esse tempo será como nos dias de Noé.
2. Ele incorpora todo o poder, força e crueldade dos grandes impérios do passado (v.2)
a) Daniel viu quatro animais ferozes, representando quatro reinos - A força
anticristã foi vista por Daniel como quatro reinos que dominaram o mundo (Babilônia,
Medo-Persa, Grécia e Roma).
b) O Anticristo incorpora todo o poder dos impérios anticristãos - O anticristo é o
braço de Satanás, enquanto o falso profeta é a mente de Satanás. Ele será um ser
totalmente mau, prodigiosamente conquistador. Ele terá a ferocidade do leão, a força
do urso e velocidade do leopardo. A besta que sobe do mar simboliza o poder
perseguidor de Satanás incorporado em todas as nações e governos do mundo através
de toda a história. Essa besta toma diferentes formas. No fim se manifestará na pessoa
do homem da iniqüidade.
3. Ele agirá no poder de Satanás (v. 2-4; 2 Ts 2:9,10).
a) O anticristo vai manifestar-se com um grande milagre (v. 3) - Ele vai distinguir-
se como uma pessoa sobrenatural, por um ato que será um simulacro da ressurreição.
Esse fato é tão importante que João o registra três vezes (v. 3,12,14). Certamente não
será uma genuína ressurreição dentre os mortos, mas será o simulacro da ressurreição,
produzido por Satanás. O propósito dessa misteriosa transação será conceder a Satanás
um corpo. Satanás governará em pessoa. O anticristo será uma espécie de encarnação
de Satanás. O maioria dos estudiosos vê nessa figura a lenda do Nero redivivo. Nero se suicidou em 68 d.C, em um ano no meio de golpes surgiram 4 imperadores: Galba,
Oto, Vitélio e finalmente Vespasiano. Depois surgiu a lenda de que Nero não tinha
morrido, mas escapado para o oriente, e que voltaria em triunfo. No tempo de João,
Domiciano foi chamado o segundo Nero.
b) O anticristo vai realizar grandes milagres (2 Ts 2:9,10) -"Ora o aparecimento do
iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios da
mentira". Hoje vivemos numa sociedade ávida por milagres. As pessoas andam atrás
de sinais e serão facilmente enganadas pelo anticristo.
c) O anticristo vai ditar e disseminar falsos ensinos (2 Ts 2:11) - Nesse tempo os
homens não suportarão a sã doutrina (2 Tm 4:3), mas obedecerão a ensinos de
demônios (1 Tm 4:11. As seitas heréticas. : misticismo e o sincretismo de muitas
igrejas pavimentam o caminho para a chegada do anticristo.
d) O anticristo vai governar na força de Satanás (Ap 13:2) - "Deu-lhe o dragão o
seu poder, o seu trono e grande autoridade". Na verdade quem vai mandar é Satanás.
Os governos subjugados por ele vão estar sujeitos a Satanás. Será o pouco tempo de
Satanás. O período da grande tribulação. O governo do anticristo vai ser universal,
pois o Satanás é o príncipe deste mundo. O mundo inteiro jaz no maligno. Aquele
reino que Satanás ofereceu a Cristo, o anticristo o aceitará. Ele vai dominar sobre as
nações. "Deu-se-lhe ainda autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação" (Ap
13:7). O governo universal do anticristo será extremamente cruel e controlador (Ap
13:16,17). O seu poder será irresistível (Ap 13:4). A grande pergunta será: "Quem é
semelhante à besta? Quem pode pelejar contra ela?"
e) O anticristo vai se tornar irresistível (v. 4) - Ele será singular e irresistível. Terá a
aparência de um inimigo invencível. Contra Deus e os santos que estão no céu vai
blasfemar (v. 6). Contra a igreja que estará na terra, ele vai perseguir e matar (v.
7,15b).
4. Ele será objeto de adoração em toda a terra (Ap 13:3,4,8,12; 2 Ts 2:4)
a) A adoração ao anticristo é o mesmo que adoração a Satanás (v. 4) - Adoração é
um tema central no livro de Apocalipse: a noiva está adorando o Cordeiro, e a igreja
apóstata está adorando o dragão e o anticristo. O mundo está ensaiando essa adoração
aberta ao anticristo. e Satanás. O Satanismo e o ocultismo estão em alta: As seitas
esotéricas crescem. A Nova Era proclama a chegada de um novo tempo, em que o
homem vai curvar-se diante do "Maitrea", o grande líder mundial. A adoração de
ídolos é uma espécie de adoração de demônios (1 Co 10:19,20). A necromancia é
uma adoração de demônios. O grande e último plano do anticristo é levar seus súditos
a adorarem a Satanás (Ap 13:3,4). Esse será o período da grande apostasia. Nesse
tempo os homens não suportarão a verdade de Deus e obedecerão a ensinos de
demônios. O Humanismo idolátrico - O endeusamento do homem e sua conseqüente
veneração é uma prática satânica. Adoração ao homem e adoração a Satanás são a
mesma coisa.
b) O anticristo fará forte oposição a toda adoração que não seja a ele mesmo (2 Ts
2:4) - Ele vai se opor e se levantar contra tudo que se chama Deus, ou objeto de culto.
Assim agiram os imperadores romanos que viam no culto ao imperador o elo de união
e fidelidade dos súditos do império. Deixar de adorar o imperador era infidelidade ao
Estado. O anticristo também se assentará no templo de Deus, como Deus, fazendo-se
passar por Deus. Ele vai usurpar a honra e a glória só devida a Deus.
c) A adoração do anticristo será universal (Ap 13:8,16) -
Diz o apóstolo João que "adorá-lo-ão todos os que habitam sobre a terra, aqueles cujos
nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro". Satanás vai tentar imitar Deus
também nesse aspecto. Ao saber que Deus tem os seus selados, ele também selará os
seus com a marca da besta (Ap 13:8, 16-18). Todas as classes sociais se acotovelarão
para entrar nessa igreja apóstata e receber a marca da besta (13:16).
d) O anticristo perseguirá de forma cruel aqueles que se recusarem a adorá-lo
(Ap 13:7,15) - Esse será um tempo de grande angústia (Jr 30:7; Dn 12:1; Mt 24:21-
22). A igreja de Cristo nesse tempo será uma igreja mártir (13:7,10). Mas os crentes
fiéis vão vencer o diabo e o anticristo, preferindo morrer a apostatar (Ap 12:11).
5. Ele fará oposição aberta a Deus e à igreja de Cristo (Ap 13:6,7; 2 Ts 2:4)
a) O anticristo será um opositor consumado de Deus (Dn 7:25; 11:36; 2 Ts 2:4; 1
Jo 2:2; Ap 13:6) - "Proferirá palavras contra o Altíssimo"; "contra o Deus dos deuses,
falará coisas incríveis". O apóstolo Paulo diz que ele "se opõe e se levanta contra tudo
que se chama Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus". João declara: "e
abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para lhe difamar o nome". Diz ainda:
"Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho". O anticristo vai usar todas as suas
armas para ridicularizar o nome de Deus. Ele vai fazer chacota com o nome do
Altíssimo.
b) O anticristo fará violenta e esmagadora oposição contra a igreja (Dn 7:25;
7:21; Ap 12:11; 13:7) - "Ele magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os
tempos e a lei; e os santos lhe serão entregues nas mãos". "Ele fará guerra contra os
santos e prevalecerá contra eles". Mas, mediante a morte os santos o vencerão (Ap
12:11). João diz: "Foi-lhe dado também que pelejasse contra os santos e os vencesse"
(13:7). O anticristo se levantará contra a igreja, contra o culto e contra toda expressão
de fidelidade a Deus. Esse será o ponto mais intenso da grande tribulação (Mt 24:15-
22).
6. O anticristo será apoiado pela segunda besta, o falso profeta (Ap 13:11-18: 16:13;
19:20)
a) A segunda besta seduzirá o mundo inteiro a adorar a primeira besta (Ap 13:11-
15) - Se a primeira besta é o braço de Satanás, a segunda é a mente de Satanás. Ela e o
falso profeta. A primeira besta age no campo político, a segunda no campo religioso.
O Falso Profeta vai preparar o terreno para o anticristo e vai preparar o mundo para
adorá-lo.
1o. A primeira besta será conhecida pelo seu poder conquistador, pela sua força (v. 4).
A segunda besta será conhecida pelo seu poder sobrenatural, de fazer grandes milagres
(v. 13-16).
b) A segunda besta usará também a arma do controle para garantir a adoração
da primeira besta (Ap 13:16-18) -Esse será um tempo de cerco, de perseguição, de
controle, de vigilância, de monitoramento das pessoas, no aspecto político, religioso e
econômico. Todo regime totalitário busca controlar as pessoas e tirar delas a liberdade.
A recusa na adoração à primeira besta implica em morte (v. 15b).
c) A segunda besta usará um selo distintivo para os adoradores da primeira besta
(Ap 13:18; 14:9-11) -Assim como a noiva do Cordeira recebe um selo (7:3; 9:4),
também os adoradores da besta recebem uma marca (13:16). Então só haverá duas
igrejas na terra, aquela que adora a Cristo e aquela que adora o anticristo. Assim como
os que recebem o selo de Deus terão a vida eterna, os que recebem a marca da besta
vão perecer eternamente (Ap 14:11; 20:4).
III. A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO
1. Sua presente dissimulação e futura revelação (2 Ts 2:6-8)
• Diz o apóstolo Paulo que o anticristo está sendo detido por ALGO (v. 6) e por
ALGUÉM (v. 7). "E, agora, sabeis o que o detém, para que ele seja revelado somente
em ocasião própria. Com efeito o mistério da iniqüidade já opera o aguarda somente
que seja afastado aquele que agora o detém" (2 Ts 2:6-7). O que é esse ALGO? Quem
é esse ALGUÉM? A maioria dos estudiosos entende que o algo é a LEI e que o
ALGUÉM é AQUELE QUE FAZ A LEI SE CUMPRIR.
• É por isso que o anticristo vai surgir no período da grande apostasia, quando os
homens, não suportarão leis, normas nem absolutos. Então, eles facilmente se
entregarão ao homem da ilegalidade, o filho da perdição.
2. O número de sua identificação (Ap 13:18: 2 Ts 2:3)
• O anticristo no seu cumprimento profético foram governos anticristãos e totalitários
ao longo dos séculos que perseguiram a igreja, assim, como o falso profeta simboliza
as religiões e as filosofias falsas deste mundo que desviaram os homens de Deus para
adorarem o anticristo e o dragão. Ambas as bestas se opõem a igreja durante toda a
dispensação.
• Mas, o anticristo aponta para um personagem escatológico que reunirá toda a
maldade dos impérios e governos totalitários.
• O anticristo será uma pessoa, ele é o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o
abominável da desolação, a besta que emerge do mar, a encarnação de Satanás: Os
cristãos primitivos entenderam que ele era Nero. Os reformadores entenderam que ele
era o Papa romano.
Estudiosos modernos disseram que foi representado por Napoleão, Hitler, Mussoline.
• Seu número é 666. Sete é o número perfeito, seis o número imperfeito. Seis é o
número do homem, o número incompleto, imperfeito, o número do fracasso. O número
do anticristo é fracasso, sobre fracasso, sobre fracasso. Ele incorporará a plenitude da
imperfeição, a consumação da maldade.
3. A limitação do anticristo (Ap 13:5)
a) O anticristo tem um poder limitado - visto que pode matar os santos, mas não
vencê-los (12:11; 20:4). Os verdadeiros crentes preferirão a morte à apostasia (13:8),
vencendo assim a besta (15:2). Eles não temem aquele que só pode matar o corpo e
não a alma. O anticristo também não pode fazer nada contra Deus e contra os remidos
na glória, a não ser falar mal (13:6).
b) O anticristo tem um tempo limitado (13:5) - Quando o seu tempo acabar, ele
mesmo será lançado no lago do fogo (19:20).
4. Sua total destruição (2 Ts 2:8)
• Jesus o matará com o sopro da sua boca e o destruirá pela manifestação da sua vinda
(2 Ts 2:8).
• Ele será quebrado sem esforço de mãos humanas (Dn 8:25).
• Jesus vai tirar o domínio do anticristo para o destruir e o consumir até o fim (Dn
7:26).
• O anticristo será lançado no lago do fogo que arde com enxofre (Ap 19:20).
• Cristo colocará todos os seus inimigos debaixo dos seus pés (1 Co 15:24-25).
• A igreja selada por Deus (Ap 9:4), preferirá a morte à apostasia e assim vencerá o
dragão e o anticristo (Ap 12:11). Aqueles cujos nomes estão no livro da vida não
adorarão o anticristo (Ap 13:8). Esses reinarão com Cristo para sempre.



APOCALIPSE 14:1-20
TEMA: A GLORIFICAÇÃO DOS SALVOS E A CONDENAÇÃO DOS ÍMPIOS
INTRODUÇÃO
1. O Capítulo 14 encerra a quarta seção paralela do livro de Apocalipse. Já vimos sobre os sete candeeiros, os sete selos, as sete trombetas e agora estamos vendo sobre o quarteto do mal que se levanta contra Cristo e sua igreja.
2. Cada seção cobre todo o período que vai da primeira à segunda vinda de Cristo.Assim, vemos repetidamente a cena da segunda vinda de Cristo e do juízo final.
3. Neste capítulo, veremos mais uma vez a cena dos remidos na glória e a condenação dos ímpios no juízo final.
4. Há aqui várias cenas que descobrem o tempo do fim:

I. A IGREJA ESTÁ COM CRISTO NO CÉU - V. 1-5
1. A igreja selada está de pé com o Cordeiro no Monte Sião - v. 1
• Os 144.000 são o mesmo grupo que foi selado em (7:9-17). Eles representam a totalidade dos redimidos. Eles são os remidos, e sabem a canção dos remidos. Eles fazem o contraste com os adoradores da besta que foram marcados para a condenação.
Os remidos recebem também uma marca, o nome de Deus e do Cordeiro. Aquela marca de (7:3) continua válida. Agora, eles recebem a marca do Pai e do Filho.
• Embora esses 144.000 são os mesmos do capítulo 7, há mais detalhes sobre eles aqui:
1) João não está apenas ouvindo os selados, mas também pode vê-los; 2) Agora é uma definição de lugar "Monte Sião"; 3) Agora, revela-se a marca deixada pelo selo. As duas igrejas agora estão nitidamente contrapostas; 4) Agora os selados estão ligados
não apenas a Deus, mas também ao Cordeiro.
• O Monte Sião aqui não é na terra, mas no céu. Trata-se da Cidade Santa, a NovaJerusalém, a Sião Celeste (Hb 12:22).
• Os 144.000 foram remidos da terra (v. 3), foram selados por Deus (v. 1), para glorificarem a Deus no céu (v. 2-3).
2. A igreja está cantando no céu enquanto os adoradores da besta blasfemam -v. 2-3
• A besta e os seus adoradores blasfemam contra Deus (13:6 e 16:10-11), mas os remidos do Senhor estão no céu cantando um novo cântico.
• Aqui na terra, os crentes sofrem e choram. Mas Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima e então a alegria da igreja será completa e ela cantará um novo cântico que ninguém poderá aprender, senão os remidos.
3. A igreja é o povo redimido por Deus, totalmente separado do mundo - v. 4-5
a) Os remidos não se prostituíram com a grande meretriz
(v. 4) - A expressão não se contaminaram com mulheres e castos não se trata de celibato. A Bíblia não considera o sexo no casamento uma contaminação; ao contrário,ela exalta o casamento como imagem da mais elevada dignidade (Ap 19-22). Antes, é
uma expressão que denota pureza espiritual. João fala diversas vezes da idolatria da besta como porneia (Ap 14:8; 17:2; 18:3,9; 19:2). A igreja é uma virgem pura apresentada ao seu noivo, Cristo (2 Co 11:2). Assim, os 144.000 são virgens e castos
no sentido de terem se recusado a se manchar, participando da prostituição que é adorar a besta, mantendo-se puros em relação a Deus.
b) Os remidos são os seguidores do Cordeiro (v. 4) - Eles não seguiram a besta como todos os demais (13:8), mas seguiram o Cordeiro (v. 14:4). Seguiram o Cordeiro, ainda que para a morte (12:7). Os remidos são discípulos de Cristo. Eles ouvem a voz do Pastor e o seguem (Jo 10:3-4). Eles negaram-se a si mesmos, tomaram a Cristo e seguiram ao Senhor.
c) Os remidos são os eleitos de Deus (v. 4) - Eles seguem o Cordeiro, porque não pertencem a si mesmos. Eles foram redimidos pelo sangue do Cordeiro (Ap 5:9). Eles foram escolhidos dentre os homens. Fomos escolhidos pela graça.
d) Os remidos são primícias para Deus (v. 4) - Primícias aqui não são um grupo seleto da igreja, mas toda a igreja: Toda a igreja é a igreja dos primogênitos (Hb12:23).
e) Os remidos são puros de lábios e de vida (v. 5) - Enquanto os ímpios blasfemam e se contaminaram com a meretriz, e seguiram uma mentira, a besta e seus falsos milagres, os redimidos não têm mentira na sua boca nem mácula em sua vida.
II. O JUÍZO É ANUNCIADO AOS MORADORES DA TERRA - V. 6-7
1. Os moradores da terra são exortados a temerem a Deus e darem glória a ele -v. 6-7
 O capítulo 13 encerra com uma nota triste. A pergunta que ecoa em todo mundo é:
"Quem é como a besta, quem pode pelejar contra ela?" (13:4). Somos informados que a besta tinha autoridade sobre cada tribo, povo, língua e nação (13:7). Mas, agora, o anjo proclama as boas novas de alguém mais forte, o Todo poderoso Deus. Ele sim,
deve ser temido. A ele sim, deve ser dada toda a glória.Enquanto durar o tempo os homens têm a oportunidade de se arrependerem e de se voltarem para Deus.
• Somente Deus é digno de ser adorado (14:7), porque ele é o Deus criador. Ele é a origem de todas as coisas.

2. Os moradores da terra são alertados sobre a chegada do juízo — v. 7
• Antes do juízo, Deus alerta, avisa, e conclama ao arrependimento. As trombetas do juízo sempre visaram levar o homem ao arrependimento (9:20-21; 16:8).
• Os ímpios vivem como se o juízo jamais fosse chegar (2 Pe 3:4). Eles vivem desapercebidamente (Mt 24:37-39).
• Mas agora, o juízo é chegado: é a hora da queda da Babilônia (v. 8), da ira de Deus (v. 10), do lago do fogo (v. 11), a hora da foice, da lagaragem (v. 16,19,20), portanto nenhuma hora de misericórdia.

III. A QUEDA DA BABILÔNIA E PROCLAMADA - V. 8
1. A grande Babilônia é a grande Meretriz
• A verdadeira igreja está no céu e a falsa igreja está arruinada. Ela é grande, mas está perdida. Ela seduziu, enganou, mas agora está caída.
• A grande Babilônia é o sistema mundano, a religião prostituída que vai estar a serviço da besta e de Satanás no mundo.
2. A grande Babilônia age na terra com sedução e perseguição
• A grande babilônia é uma meretriz que seduz e engana (17:5; 18:3), mas também ela é uma mulher embriagada com o sangue dos santos (17:6; 18:24).
• Sua sedução é universal (14:8).
3. A ruína da grande Babilônia é completa e definitiva
• A ruína da grande Babilônia é completa. Ela caiu, ela está derrotada. A igreja que foi perseguida e martirizada é vencedora, mas a igreja que perseguiu e matou os santos de Deus é agora destruída.

IV. A CONDENAÇÃO DOS ADORADORES DA BESTA - V. 9-12
1. - Os adoradores da besta beberão o cálice da ira de Deus sem mistura - v. 9-10
• Até então, a ira de Deus veio misturada com misericórdia, mas quando o juízo chegar os ímpios terão que beber o cálice da ira de Deus sem mistura, ou seja, sem oportunidade de arrependimento (Jo 3:36).
• Todos aqueles que estão unidos a este mundo perecerão com o mundo. Quem
escolher servir a Satanás vai ter que sofrer as conseqüências.
• Eles serão atormentados com fogo e enxofre. Isso fala da intensidade do tormento
2. Os adoradores da besta serão atormentados eternamente - v. 11
• Os adoradores da besta jamais terão descanso (Mt 25:46; Mc 9:48). Os remidos que
foram perseguidos e torturados até à morte estão no céu, mas os adoradores da besta
estão no tormento eterno. Os tormentos sem cessar dos ímpios está em contraste com a felicidade eterna dos salvos (Ap 4:8; 14:13).
• Isso fala não apenas da intensidade do tormento, mas também da perenidade.
• Os adoradores da besta estão condenados, mas os que guardaram os mandamentos de
Deus e a fé em Jesus e não cederam à pressão da besta estão seguros (14:12). É melhor
suportar perseguição pacientemente do que escapar dela agora e ser atormentado por toda a eternidade.


V. A BEM-AVENTURANÇA DOS QUE MORREM EM CRISTO - V. 13
1. O grande paradoxo: Os mortos em Cristo são felizes
• Isso não é voz da terra, mas do céu. Essa revelação não é passageira, deve ser escrita.
Aqueles que morrem ou mesmo os que são martirizados pela besta ou pela grande
meretriz são muito felizes.
Não são todos os mortos que são felizes, mas os que morrem no Senhor.
2. Os mortos em Cristo descansam
• Há grande contraste entre os ímpios atormentados (v. 11) e os remidos descansando
(v. 13).
• Aqueles que morrem em Cristo, não morrem, dormem. Eles não vivem vagando, não
vão para o purgatório nem vão para o túmulo. Eles vão para o paraíso, para o Lar, para o céu, para o Seio de Abraão. Eles vão habitar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor.
3. Os mortos em Cristo não são levados para o céu pelas obras, mas levam as suas obras para o céu
• Não somos salvos pelas obras, mas para as boas obras. Elas não abrem nosso caminho para o céu, mas nos acompanham no céu. Não ficaremos sem recompensa.

VI. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO PARA A COLHEITA DOS JUSTOS -V.
14-16
1. Cristo vem gloriamente e vencedoramente nas nuvens - v. 14
• Ele virá fisicamente, pessoalmente, visivelmente, gloriosamente, vitoriosamente. Ele virá como subiu, em uma nuvem (At 1:9-11). Ele virá com as nuvens (Ap 1:7).
2. Cristo vem para a colheita das primícias, ou seja, reunir os seus eleitos - v. 15-16
• Ele virá para julgar. A coroa da vitória estará em sua cabeça e a foice em sua mão.
Ele virá para reunir os seus escolhidos dos quatro cantos da terra (Mt 24:29-31) e
então se assentará no trono para julgar (Mt 25:31-46). A colheita é o fim do mundo
(Mt 13:39).
• "A seara está madura" - Isso significa que a história desenrola-se sob a soberania de Deus.
• Tanto Cristo como os anjos são os ceifeiros. A colheita das primícias # para o Senhor. Os remidos serão reunidos como o trigo no celeiro, mas o ímpios como joio na fornalha (Mt 13:40-43).

VII. A SEGUNDA VINDA DE CRISTO PARA O CASTIGO FINAL DOS ÍMPIOS - V. 17-20

1. O juízo para os ímpios será como uma vindima - v. 18
• A idéia aqui não é de uma colheita dos frutos, mas de um lagar, onde as uvas são pisadas e esmagadas. Essa é uma idéia clara do furor da ira de Deus contra os ímpios que blasfemaram do seu nome e perseguiram a sua igreja (Is 63:1-6). Em Apocalipse
19:15 mostra o próprio Cristo pisando o lagar: "... e pessoalmente pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus Todo-poderoso".
2. O lagar é fora da cidade, ou seja, os salvos não participarão desse juízo - v. 19-20
• Esse é o lagar da cólera de Deus.
• Os remidos não sofrerão esse juízo (Jo 5:24). Os remidos serão a delícia de Deus. a noiva do Cordeiro, enquanto os ímpios serão o alvo da ira pura de Deus.
3. O juízo de Deus será completo sobre todos os ímpios em todos os lugares - v. 20 A extensão de 1.600 estádios é igual a 360 km, ou seja, a distância do Norte ao Sul
da Palestina, ou seja de Dã a Berseba. O sangue vai até aos freios dos cavalos, ou seja,1,5 metros de altura. Esse mar de sangue é sem dúvida um símbolo do completo e total juízo de Deus que alcança os ímpios plenamente e em todos os lugares.




CONCLUSÃO
1. Na humanidade só há dois grupos: os salvos e os perdidos. Os adoradores da besta e
os adoradores do Cordeiro, os que estarão com Cristo no Monte Sião e que serão
atormentados de dia e de noite. Aqueles que estarão cantando e descansando no céu e
aqueles que estarão atormentados para sempre.
2. Na humanidade só há duas igrejas: a igreja verdadeira, os 144.000 selados,
redimidos, primícias para Deus e a igreja apóstata que seguir a besta e receber sua marca.
3. De que lado você está? Você tem o selo de Deus na sua vida? Sua vida é pura? Seus lábios são puros? Você está preparado para o dia do juízo? Hoje ainda é dia deoportunidade. Logo o juízo chegará e então, será tarde demais!


Aprendemos que
A igreja selada está de pé com o Cordeiro no Monte Sião - v. 1
Os 144.000 são o mesmo grupo que foi selado em (7:9-17).

Antes do juízo, Deus alerta, avisa, e conclama ao arrependimento.

As trombetas do juízo sempre visaram levar o homem ao arrependimento (9:20-21; 16:8).

Os adoradores da besta serão atormentados eternamente - v. 11

O juízo para os ímpios será como uma vindima - v. 18

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Apocalipse 12

APOCALIPSE 12:1-18
TEMA: O DRAGÃO ATACA A IGREJA
INTRODUÇÃO
1. O livro de Apocalipse tem duas grandes divisões: 1-11 falam da perseguição do mundo contra a igreja e os juízos de Deus aos ímpios em resposta às orações dos
santos; 12-22 falam da perseguição cruel do quarteto do mal que ataca a igreja:Satanás, o Anticristo, o Falso Profeta e a Grande Babilônia e a vitória retumbante de Cristo e sua igreja sobre esses inimigos.
2. Na primeira divisão (1-11) tivemos três seções: os sete candeeiros (1-3), os sete
selos (4-7) e as sete trombetas (8-11). Na segunda divisão (12-22), teremos quatro
seções: o quarteto do mal ataca a igreja (12-14), as sete taças, o juízo de Deus sobre os
ímpios (15-16), a vitória retumbante de Cristo sobre a Grande Babilônia, o Anticristo e
o Falso Profeta (17-19) e a vitória final de Cristo sobre o diabo, os ímpios e a morte e
os novos céus e nova terra (20-22).
3. Em cada seção, cobre-se todo o período que vai da primeira à segunda vinda de
Cristo. Tendo visto a cena do juízo final no prelúdio do sétimo selo e no prelúdio das
sete trombetas, agora (cap. 12), voltaremos ao início da história, na primeira vinda de
Cristo. Falaremos não da segunda vinda de Cristo, mas da encarnação.
4. O tema principal da segunda divisão do livro (12-22) é a mesma da primeira (1-11):
a vitória de Cristo e de sua igreja. Contudo, aqui a luta do diabo e seus anjos contra a
igreja será mais renhida.
5. O capítulo 12 revela-nos três cenas. O dragão realiza três lutas: 1) Contra Deus e seu
Messias (v. 1-6); 2) contra Miguel (v. 7-12); 3) contra a mulher (v. 13-18). Em todas
as três lutas ele sai derrotado.
I. A DESCRIÇÃO DA MULHER PERSEGUIDA - V. 1-2,6
1. Essa mulher é um símbolo da igreja - v. 1-2
• A igreja Católica Romana entende que essa mulher é um símbolo de Maria. Os
Dispensacionalistas crêem que essa mulher é um símbolo da Nação de Israel, mas a
interpretação mais coerente é interpretá-la como sendo a Igreja.
• Em ambas as dispensações, a igreja é uma só, um só povo escolhido em Cristo, uma
só vinha, uma só família, um só rebanho, um só corpo, uma só esposa, uma só nova
Jerusalém.
2. Essa mulher está vestida do sol, ou seja, ela é gloriosa e exaltada - v. 1
• A igreja reflete a beleza de Cristo. Ela reverbera o brilho da glória de Deus. Assim
como o ouro cobria as tábuas de acácia no tabernáculo, a glória de Deus cobre a igreja.
A beleza de Deus está estampada na igreja. A glória de Deus refulge na e através da igreja.
3. Essa mulher tem debaixo dos pés a lua, ou seja, ela exerce domínio - v. 1
• O cabeça da igreja é aquele que tem todo poder e toda autoridade no céu e na terra. A
igreja está em Cristo. Ela está entronizada com ele. Ela é a noiva do Cordeiro. Ela está
assentada com ele acima de todo principado e potestade. Ela recebeu autoridade sobre
o diabo e suas hostes. A autoridade da igreja foi recebida por Jesus. Seu domínio não é
político nem econômico, mas espiritual.
4. Essa mulher tem em sua cabeça uma coroa de doze estrelas, ou seja, ela é vitoriosa -
v. 1
• A igreja é vencedora. Ela está em Cristo. A vitória de Cristo é a sua vitória. A exaltação de Cristo é a sua exaltação. A igreja é mais do que vencedora (Rm 8:31-39).
A igreja triunfa com Cristo. Na mesma nuvem que Cristo vem, a igreja vai (11:12). A
igreja se assentará em tronos para julgar o mundo e os anjos (1 Co 6:2).
5. Essa mulher está grávida, ou seja, sua grande missão é dar à luz a Cristo segundo a carne - v. 2
• Deus preparou um povo especial para ser o veículo da chegada do Messias ao
mundo. Esse processo foi doloroso, sofrido. Houve muita dor e lágrima. Muitas forças
hostis e muitas artimanhas do Dragão tentaram frustrar esse plano e destruir essa
criança (as perseguições no VT, tentando impedir a vinda do Messias prometido
conforme Gn 3:15). Mas Deus protegeu o seu povo e na plenitude dos tempos Jesus
nasceu.
6. Essa mulher é protegida por Deus da fúria do dragão - v. 6,14
• A igreja é protegida por Deus. Ela tem sido sustentada por Deus no deserto. O
deserto aqui não é um lugar geográfico, identificado no mapa. A igreja pode ser protegida até mesmo em Pérgamo, onde está o trono de Satanás e apesar disso vencer
(Ap 2:13,17) sem emigrar.
• O mundo não é o habitat da igreja. Somos peregrinos aqui. Não estamos em casa
aqui. Durante mil duzentos e sessenta dias, um símbolo de todo o período da igreja, ela
é protegida por Deus: às vezes não da morte, mas na morte (v. 11).
• De acordo com Apocalipse 7:3 e 9:4 a igreja recebeu um selo. De acordo com Apocalipse 11:1 ela recebeu uma medida. Agora, ela recebe asas (Apocalipse 12:14).
Todos esses símbolos evidenciam que Deus protege o seu povo do poder do mal.
II. A DESCRIÇÃO DO FILHO DA MULHER PERSEGUIDA - V. 5
1. O Filho da mulher é o Messias vencedor - v. 5,10
• A descrição do Filho não é em sua humilhação, mas de sua exaltação. O Filho que
nasceu é o Rei que tem o cetro nas mãos. Seu reinado é universal e irresistível.
2. O Filho da mulher é o Messias que completou a sua obra - v. 5
• O versículo não menciona a sua obra expiatória, porém, sabemos à luz das Escrituras
que a exaltação é um resultado da sua humilhação até à morte e morte de cruz (Fp 2:5-
11). Jesus, na cruz, triunfou sobre os principados e potestades (Cl 2:15).
3. O Filho da mulher é o Messias que subiu ao céu para assentar-se no Trono -v. 5
• Ele venceu o dragão na cruz (Gn 3:15). E agora, está no trono, governando os céus e
a terra (Mt 28:18). Ele vai reinar até colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus
pés (1 Co 15:25). A ascensão de Cristo é a vitória judicial sobre Satanás, o pecado e a morte.
4. A vitória do Filho e a expulsão do dragão, provocam proclamação de alegria no céu
- v. 10,12
• A vitória de Cristo agora é vista e publicada. Embora, Cristo esteja reinando hoje, os
agentes do mal ainda estão operando. Mas, então, essa vitória será reconhecida plenamente.
III. A DESCRIÇÃO DO DRAGÃO - V. 3-16
1. O dragão é um ser pessoal — v. 9
• Ele não é um mito, uma figura lendária ou folclórica. Ele não é um
ser impessoal, etéreo. Ele não é uma energia negativa. Ele é um anjo caído, um ser que
tem vontade, planos e estratégias. Ele tem sentimentos, pois está cheio de cólera (v.
12) e permanentemente irado contra a igreja (v. 17). Ele tem inteligência, pois é capaz
de seduzir (v. 4). Ele tem objetivos claros, perseguir o Messias (v. 4) e sua igreja (v.
13).
• Sua grande obsessão é devorar Jesus (v. 4). O verdadeiro alvo do dragão não é a mulher, mas sim o filho. Quando a igreja sofre aflições, o dragão quer atacar o Filho
na igreja (At 9:4). A luta contra Cristo na igreja é a obsessão do dragão, porque ele é
vencido pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho (v. 11).
2. O dragão é um inimigo que exerce influência universal — v. 3,9
a) Sete cabeças - representam que ele exerce poder e grande autoridade de forma
universal. Ele é o deus deste século. O príncipe da potestade do ar. Ele atua nos filhos
da desobediência. Ele é o pai daqueles que vivem para fazer sua vontade (Jo 8:44). Ele
é o sedutor de todo o mundo (12:9).
b) Dez chifres - simbolizam sua capacidade destruidora. Ele é o Abadom e o Apolion,
o destruidor. Jesus o chama de homicida (Jo 8:44). Ele é o ladrão que veio para matar,
roubar e destruir (Jo 10:10).
c) Sete diademas - simbolizam que seu governo é universal. Sua influência não se
limita a um povo ou nação. Ele possui súditos em toda a terra (Lc 11:20-22). Ele tem
um reino (Cl 1:13; At 26:18).
3. O dragão é um inimigo destruidor — v. 3
• Ao chamá-lo de um dragão GRANDE, evidencia que ele é um inimigo terrível,
perigosíssimo, destruidor. Ao chamá-lo de VERMELHO, denota a sua capacidade de provocar destruição e morte. Essa descrição revela que o dragão é assassino,
sanguinário, cruel.
4. O dragão é um inimigo sedutor - v. 4,9
a) Sedutor no mundo angelical (v. 4) - Ele era perfeito até que se achou iniqüidade
em seu coração (Ez 28:15). Ele conseguiu enredar uma terça parte dos anjos que foram
expulsos do céu (v. 4). Esses anjos em vez de espíritos ministradores de Deus (Hb
1:14), tornaram-se vassalos do diabo.
b) Sedutor de todo o mundo (v. 9) - Ele foi o protagonista da queda de Adão e Eva
no Éden. Para tentar nossos primeiros pais ele usou o disfarce, a dúvida, a inversão da
Palavra de Deus, a negação da Palavra de Deus, a exaltação do homem, a acusação
contra Deus, a sedução do homem. Ele ainda usa essas mesmas artimanhas para
seduzir as pessoas hoje.
5. O dragão é um inimigo acusador - v. 9.10
• O dragão é mentiroso e acusador. Ele acusou Jó (Jó 1:9,10). Ele acusa os nossos
irmãos (v. 10). Sua acusação é ininterrupta (v. 10b). Ele não descansa, não dorme nem
tira férias. Ele é perseverante. Ele tentou destruir o Filho da mulher (v. 5), agora, quer
destruir a mulher (v. 13). Ele pesquisa a nossa vida, e não perde oportunidade para nos
acusar (Rm8:34).
6. O dragão é um inimigo adversário - v. 9
• Satanás significa opositor, adversário. Foi ele quem se opôs a Moisés através dos magos no Egito (Ex 7:20-22; 8:6-7,16-17). Foi ele quem se opôs ao sumo sacerdote
Josué (Zc 3:1). Foi ele quem se opôs a Paulo e barrou-lhe o caminho (1 Ts 2:18).
7. O dragão é um inimigo cheio de cólera - v. 12
• Ele está cheio de cólera porque foi expulso do céu e sabe que lhe resta pouco tempo.
Ele está cheio de cólera porque não pôde destruir o Filho da mulher (v. 5). Ele está
cheio de cólera porque sabe que a igreja é protegida por Deus (v. 6).
8. O dragão é um inimigo limitado - v. 7-9,12-3,16
a) Limitação de espaço (v. 8,9,13) - O dragão não encontrou mais lugar no céu. Ele
não pode tentar mais ninguém que está no céu. Ele foi atirado para a terra e com ele os
seus anjos.
b) Limitação de tempo (v. 12) - O diabo é uma serpente golpeada na cabeça que está
furiosa, no estertor da morte, sabendo que pouco tempo lhe resta e que sua sentença já
foi lavrada. Em breve será lançado no lago do fogo (Ap 20:10). O diabo sabe que ele
está derrotado, mas luta para que os homens não saibam.
c) Limitação de poder (v. 7,8,16) - Hoje muitos superenfatizam o poder do diabo. A
demonologia está em alta. Mas o diabo é vencido por Jesus (v. 5), é vencido pelos
anjos (v. 7-8) e é vencido pela igreja (v.11).


IV. A INTERVENÇÃO DE DEUS EM FAVOR DA IGREJA NESTA BATALHA CONTRA O DRAGÃO
1. A ação protetora de Deus - v. 6,14,16
• A igreja está no mundo, mas não é do mundo. Ela é protegida no mundo. Deus
preparou para ela um lugar no deserto (v. 6). As duas asas são como o selo de Deus
que protegem a igreja contra a fúria do dragão (v. 14).
• Havendo fracassado em seu esforço para derrotar Cristo, o dragão vai perseguir a
igreja e lançar contra ela um rio de mentiras e perseguição (v. 16).
• O dragão cheio de cólera vai pelejar contra os fiéis (v. 17). Muitas vezes Deus os
livrará na morte e não da morte (v. 11).
2. A ação interventora dos anjos - v. 7-8
• A Bíblia diz que os anjos são valorosos em poder e executam as ordens de Deus (SI
103:20). O arcanjo Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão e seus anjos (v. 7).
Nessa peleja no reino espiritual, o dragão e seus anjos foram derrotados (v. 8).
• O dragão e seus anjos não foram apenas derrotados^ mas também expulsos do céu,
ou seja, ele perdeu o posto de acusador dos nossos irmãos. Por causa da obra de Cristo
na cruz, as acusações do dragão não têm nenhuma base legal (Rm 8:33).
• Essa luta no céu requer ser justaposta com uma segunda luta aqui na terra, em
Apocalipse 19:19. Ambas as lutas terminam com a precipitação de Satanás. No
presente texto é Satanás que cai do céu para a terra (v. 9), lá ele cai da terra para o
abismo (20:3). Em ambos os casos o juízo é executado por meio de um anjo.
• Ainda hoje os anjos são ministros de Deus que trabalham em nosso favor (Hb 1:14).
3. A ação intercessória de Cristo - v. 5
• Cristo ascendeu ao céu e assentou no trono. Somos informados que ele está no céu
intercedendo por nós (Hb 7:25). Sua intercessão é plenamente eficaz (Rm 8:34).
Nenhuma acusação pode prosperar contra os eleitos de Deus, por quem Cristo morreu.
V. AS ARMAS DA VITÓRIA DA IGREJA SOBRE O DRAGÃO
1. A igreja vence o dragão por causa do sangue do Cordeiro - v. 11
• A morte de Cristo é a nossa vitória. O sangue de Cristo é a nossa arma mais
poderosa. Seu sacrifício na cruz desfez toda a possibilidade de Satanás triunfar sobre o
povo de Deus (2 Co 5:21).
• Por meio do que eles venceram? Através de Miguel? De suas próprias realizações?
Não. Por meio do sangue do Cordeiro. O motivo da vitória sobre o dragão acusador é o
sangue do Cordeiro. Não é o conhecimento do Cordeiro, nem a crença intelectual no
Cordeiro, mas o sangue do Cordeiro.
2. A igreja vence o dragão por causa da Palavra do testemunho - v. 11
• A igreja vence o dragão quando testemunha de Cristo mesmo em face da perseguição
e da morte. Ela prefere ser uma igreja mártir do que ser um igreja apóstata. Ela prefere
morrer a negar o nome de Jesus. Ela, assim, mesmo morrendo, vence a Satanás.
Quem traz Cristo no coração, também traz uma cruz nas costas.
• Não é a crença intelectual no Cordeiro, nem o louvor interno do Cordeiro que
significa vitória, mas somente a palavra do testemunho diante de ouvidos estranhos. A
igreja que vence é a comunidade de testemunhas.
• Em tempo difíceis a igreja passa por uma grande tentação: hibernar -suspender seu
testemunho, esconder-se numa toca e viver de seus estoques até que voltem a raiar
tempos melhores. Mas não é a igreja que hiberna que será vencedora, mas a igreja
testemunha. Ninguém jamais subirá dos alojamentos cristãos de inverno.
• A igreja vitoriosa é aquela que não ama a própria vida. Que foi que amaram então? A
morte? Não! Amaram o Cordeiro até à morte.
• Acaso é necessário que ao sangue do Cordeiro também seja acrescentado o sangue do
martírio? De modo algum o dragão teme sangue de mártires, mas lambe-o avidamente
(17:6). Enxurradas de sangue humano não o atormentam. Somente o sangue do
Cordeiro o derrota.
• O diabo e seus agentes, em sua fúria vão perseguir e matar os santos, mas estes
vencerão o diabo e seus anjos, no próprio ato de morrer por amor a Cristo.
CONCLUSÃO
1. Embora, o dragão seja grande, vermelho, sedutor, temido, ele está derrotado. A
vitória está assegurada. Caminhamos não para um final trágico ou incerto.
Caminhamos para a consumação gloriosa de Cristo e da sua noiva. Que Deus seja
louvado!

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Apocalipse 11

APOCALIPSE 11:1-19
TEMA: A IGREJA SELADA, PERSEGUIDA E GLORIFICADA
INTRODUÇÃO
1. O capítulo 11 de Apocalipse é ainda o interlúdio antes do toque da sétima trombeta.
Vimos no capítulo 10 sobre o anjo forte com o livrinho na mão e como João recebeu a
ordem de comer o livro e depois profetizar.
2. A igreja precisa interiorizar a Palavra, comer a Palavra e proclamar a Palavra. Essa
Palavra é doce e também amarga. Doce para quem a proclama, amarga para quem a
rejeita. Ela traz vida e também o juízo.
3. No capítulo 11 veremos de forma viva a missão da igreja no mundo, sua proteção,
proclamação, perseguição, triunfo e então, o surgimento triunfante e vitorioso do
Reino de Deus.
4. Este capítulo pode ser analisado através de alguns quadros ou cenas:
I. A IGREJA É REPRESENTADA PELO SANTUÁRIO DE DEUS SENDO
MEDIDO - V. 1-2
1. A separação do povo de Deus do mundo ímpio - v. 1-2
• O que simboliza esse santuário?
> Simboliza a igreja verdadeira, ou seja. todas as pessoas salvas. Todos os verdadeiros
filhos de Deus que o adoram em espírito e em verdade.
> Os dispensacionalistas acreditam que João está falando de um santuário literal que
será reerguido em Jerusalém, um santuário físico.
> Os pré-milenistas acreditam que este capítulo está falando da salvação dos judeus e
não da igreja.
• O que simboliza essa medição do santuário?
> Conforme o contexto (21:15) e passagens do VT (Ez 40:5; 42:20; 22:26 e Zc 2:1),
essa medição significa apartar o povo de Deus do povo profano, para estar
completamente seguro e protegido de todo dano. Medida é imunidade contra danos
(21:15-17).
> Esta figura é a mesma que aparece dos 144.000 selados (7:4), dos homens que
receberam o selo de Deus (9:4).
> Esses que são medidos são os verdadeiros adoradores, o verdadeiro Israel de Deus, a
verdadeira igreja em contraste com os gentios, aqueles que permanecem na sua
impiedade, e vão perseguir a igreja e adorar o anticristo.
> Essa proteção não se estende a todos os que se dizem cristãos (11:2). Os santos vão
sofrer severamente, mas nunca perecerão, serão protegidos do juízo final. Mas, os
membros mundanos da igreja que amam o mundo, estarão sem essa proteção.
• O que simboliza esses quarenta e dois meses?
> Esse período não é literal. Ele fala da perseguição do mundo durante todo o período
da igreja, da primeira à segunda vinda de Cristo. Obviamente, na medida em que o
tempo avança para o fim essa perseguição torna-se mais renhida.
> Esse período de 42 meses e 1.260 dias não pode ser entendido literalmente, pois o
tempo dos gentios (Lc 21:24), deveria começar no ano 70 quando Jerusalém foi
destruída pelos romanos. No livro de Apocalipse esse tempo representa: 1) O tempo
em que a cidade santa é oprimida (11:2), o tempo em que as duas testemunhas
executam o seu testemunho (11:3), a mulher celestial, a igreja, será preservada no
deserto (12:6,14), e o tempo que a besta tem permissão para exercer sua autoridade
(13:5). Esse é o período que Satanás exerce o seu poder no mundo, especialmente nos
últimos dias, com a atuação do anticristo.
> Esse período é um símbolo como a cruz vermelha ou a suástica, uma forma
taquigráfica para indicar um período durante o qual as nações, os incrédulos parecerão
dominar o mundo, no qual o povo de Deus manterá o seu testemunho.
5. Argumentos que contribuem para o entendimento de que esse Santuário é espiritual
e não físico
a) O NT ensina que o santuário de Deus é a igreja e não um prédio - Deus mora na
igreja por meio do seu Espírito. Portanto, a igreja é seu santuário (1 co 3:16,17; 2 Co
6:16,17; Ef 2:21).
b) O santuário representa as pessoas que oferecem o incenso da oração (11:1) -
Ou seja, um símbolo de todos os verdadeiros cristãos.
c) O santuário refere-se aos fiéis enquanto os que estão no átrio exterior não
recebem proteção (11:2)
Tanto o santuário como o átrio exterior refere-se a pessoas e não a edifício físico.
d) Todos os salvos são contados, selados e protegidos
(7:4; 22:4) - Tanto o contar, como o selar e meditar são figuras da proteção da igreja.
Assim, a verdadeira igreja na terra, o santuário espiritual é simbolizado pelo santuário
terrenal de Israel, assim como Israel físico é símbolo da igreja verdadeira.
e) Esta interpretação concorda com o simbolismo do VT (Ez 43, 47) -
Ezequiel fez uma representação da igreja como Corpo de Cristo. Assim na
figura do santuário, a igreja é o povo que adora a Deus e na próxima figura, a
figura das testemunhas, a igreja é o povo que proclama a Palavra de Deus
perante as pessoas. A igreja é o povo que fala a Deus e aos homens.
f)
II. A IGREJA É REPRESENTADA PELAS DUAS TESTEMUNHAS - V. 3-14
1. Quem são essas duas testemunhas?
a) Uns entendem que elas falam de Enoque e Elias - Alguns acreditam assim, em
virtude de que esses foram os dois homens que foram para o céu sem experimentarem
a morte.
b) Outros entendem que elas falam de Moisés e Elias - Essa descrição tem um rico
simbolismo. Na verdade João vê esses duas testemunhas com características desses
dois profetas. Elias é apresentado nos versos 5 e 6 e Moisés é representado no verso
6b.
c) Ainda outros entendem que elas falam do Antigo e do Novo Testamento -
Assim defende Martyin Lloyd-Jones.
d) A posição reformada entende que elas falam do testemunho da igreja-
> Moisés e Elias (a lei e os profetas) representam toda a igreja; essas duas testemunhas
são o povo de Deus na terra, a igreja de Deus no mundo, o povo de Deus entre as
nações, aqueles para quem o evangelho é doce em meio àqueles para os quais o
evangelho é amargo.
> O povo de Deus é chamado em Apocalipse de 12 tribos, de sete candeeiros, de reis e
sacerdotes. Agora é chamada de santuário de Deus e também de duas testemunhas.
> Duas testemunhas era o método usado por Cristo para o testemunho ao mundo (Lc10:1). Uma questão só recebia validade pelo testemunho de duas pessoas.
> Essas duas testemunhas falam da igreja como uma poderosa agência missionária
durante toda a época evangélica presente. Isso pode ser provado como segue:
c.l) As duas testemunhas são duas oliveiras e dois candeeiros (v. 4) - Estas duas
figuras são encontradas em Zacarias 4:1-7, referindo-se a Josué e Zorobabel que
anunciam a Palavra no poder do Espírito para restaurar a Israel. Essas duas oliveiras e
esses dois candeeiros são símbolos da Palavra de Deus, proclamada pela igreja.
c.2) Assim como os missionários eram enviados de dois a dois, assim a igreja cumpre
a sua missão no mundo.
c.3) Assim como o fogo do juízo e condenação saiu da boca de Jeremias (Jr 5:14),
devorando os inimigos de Deus, assim também a igreja anuncia os juízos de Deus aos
ímpios.
c.4) Assim como Elias orou e o céu fechou-se e Moisés recebeu autoridade para
converter a água em sangue, assim também quando o mundo rejeita a mensagem da
igreja, ele se expõe ao juízo de Deus. Somos perfumes de vida para a vida e aroma de
morte para a morte.
2. A igreja será indestrutível até cumprir cabalmente a sua missão - v. 7
• A igreja será indestrutível até completar o seu trabalho. Ninguém poderá destruir a
igreja de Deus até ela completar a sua carreira. A igreja é provada, mas, não
desamparada. As testemunhas são preservadas até concluírem o seu testemunho (v. 5-
7).
• A proclamação do evangelho é aquilo que mantém a igreja de pé. Sua vocação é
adorar a Deus (santuário) e proclamar a palavra (testemunha).
• Satanás não pode deter o avanço da igreja, que os eleitos sejam salvos. O valente está
amarrado. As testemunhas seguem proclamando.
3. A igreja será perseguida e sofrerá a morte - v. 7b-9
• O espírito do anticristo sempre esteve no mundo (1 Jo 2:18-22). Mas esse espírito de oposição vai se encarnar na pessoa da besta no último tempo e vai perseguir terrivelmente a igreja.
• A anticristo vai fazer guerra contra os santos e os vencer (Ap 13:7). Ele é o homem da iniqüidade (2 Ts 2:3-9). Ele vai fazer querer ser adorado como Deus (Dn 9:27; Ap
13:8).
• Bem próximo ao fim da História, haverá uma terrível matança contra a igreja e ela
dará todas as evidências de estar por baixo. Jesus disse que se esse não fosse abreviado
a igreja não suportaria (Mt 24:11ss.). A igreja sofrerá, mas continuará indestrutível.
• Os crentes ao morrerem, vencerão o diabo e o anticristo (Ap 12:11).
• A palavra "testemunhas" é martyria que Traz o significado de proclamador e mártir.
Era uma e mesma coisa.
• Nem mesmo essa matança fica fora do desígnio de Deus, pois ao anticristo é dado
vencer (Ap 13:7). O diabo e seus agentes só podem agir sob a permissão de Deus.
4. A vitória do mundo sobre a igreja será passageira e infundada — v. 8-11
• Essa cidade não é literal (v. 8); não é nem Jerusalém nem Roma, e contudo, em certo
sentido é tanto Jerusalém como Roma. É a cidade desta ordem terrestre, que inclui
todos os povos e tribos, e línguas e nações. Essa cidade é mundo hostil a Deus e à
igreja.
• O mundo sempre teve a pretensão de destruir a igreja de Cristo. As perseguições
desde o começo visaram banir a igreja e calar a sua voz. Os homens ímpios odeiam a
Palavra de Deus.
• Várias perseguições intentaram acabar com a igreja. Em 1572 na Noite de São
Bartolomeu na França. Em 1789 na Revolução Francesa. Na Revolução Russa de
1917.
• Muitas vezes o mundo pensou que a igreja estava morta (Inglaterra século XVIII).
Era como um cadáver na praça. Ezequiel 37 fala de um vale de ossos secos.
• O júbilo dos adversários é uma alegria transitória. Deus terá sempre a última palavra
a dizer. O mundo celebra o martírio dos santos (11:10). Mas o mundo é néscio e seu
gozo prematuro.
• O mundo vai festejar seu massacre sobre a igreja, achando que está livre dela e de
sua mensagem. Mas, a igreja ressurgirá, ascenderá e assentará no trono para julgar o
mundo. Os acusados (v. 10) são transformados em terror dos acusadores.
5. A ressurreição gloriosa da igreja - v. 11
• Esses três dias e meio também é um número simbólico. A igreja que experimentou a
comunhão no sofrimento de Cristo, agora experimenta o poder de sua ressurreição.
• Em conexão com a segunda vinda de Cristo, serão restituídos à igreja vida, honra,
poder e influência, mas para o mundo a hora da oportunidade terá passado para
sempre.
• A vinda de Cristo e a ascensão da igreja serão visíveis para o mundo(l:7; 11:12). Não
há aqui menção de um arrebatamento secreto. Cristo desce a igreja sobe na mesma
nuvem de glória.
• Isso está de acordo com o ensino de I Ts 4:16-17 e 1 Co 15:52. Todos os santos e
mártires têm sido encorajados com a certeza da ressurreição, do arrebatamento e da
glória celestial. Esta é a nossa bendita esperança.
6. O terror indescritível dos ímpios - v. 13-14
• A alegria do mundo transforma-se rapidamente em grande temor. A terra está tremendo. E o mesmo quadro de (Ap 6:12). O terremoto aqui também precede o juízo final. Os ímpios são cobertos de terror. Eles dão glória a Deus não porque se convertem. São como Nabucodonosor. que muitas vezes, deu glória a Deus, mas não
era convertido.
• O mundo está maduro para o juízo, porque apesar da sua impenitência. ainda rejeitou
o testemunho da igreja e perseguiu e matou os fiéis (v. 7).
III. O ANJO TOCA A SÉTIMA TROMBETA: A ALEGRIA DOS REMIDOS E O PAVOR DOS ÍMPIOS - V. 15-18
1. UM anúncio de vitória - O céu prorrompe em vozes de exaltação a Cristo - v. 15
• Na abertura das sete trombetas houve silêncio no céu em virtude dos terríveis juízos
que desabariam sobre os homens. Agora, com a sétima trombeta chega a parousia, com
a irrupção total da glória de Deus e o triunfo final da igreja. E com a chegada da Noiva
na Casa do Pai, os céus prorrompem em gritos de alegria e exaltação ao noivo da igreja (v.15).
• Lembremo-nos que a sétima trombeta aponta o fim das oportunidades, mas não é um
dia, mas "dias" (10:7), visto que a sétima trombeta trazem os sete flagelos ou sete taças
da ira de Deus (15:1).
2. O reinado vitorioso e eterno de Deus e do seu Cristo é proclamado pelos anjos - v.15
• O Reino de Deus está presente, mas ainda não na sua plenitude. Deus sempre reinou.
Cristo jamais deixou de ter todo poder e toda autoridade. Mas esse poder e essa
autoridade que ele exerce no universo nem sempre se manifestou.
• Cristo despojou-se de sua glória. Fez-se servo. Morreu na cruz. Foi sepultado.
Ressuscitou. Voltou ao céu. Mas, quando ele vier com grande poder e muita glória,
então, assentar-se-á no seu Trono e seu Reinado será pleno, vitorioso, completo, cabal.
• Às vezes, parece que Satanás é o governante supremo, mas uma vez chegado o dia do
juízo, o esplendor real da soberania de Deus será revelada em sua totalidade, porque
naquele tempo toda oposição será suprimida e o reinado de Cristo será pleno.
• O reinado de Cristo será vitorioso e eterno. Esse é a mensagem do "Messias de
Haendel". Cristo vai reinar até colocar todos os seus inimigos debaixo dos seus pés,
então, entregará o Reino ao Deus e Pai e aí será o fim (1 Co 15:23-26).
3. Uma aclamação de louvor - A igreja glorificada e honrada se prostra e adora a Deus
- v. 16-17
• A igreja não apenas está na glória, mas também no trono.
• Os anciãos deixam os seus próprios tronos e se prostram em adoração diante do
Trono de Deus. Eles dão graças por três bênçãos especiais: 1) Que Cristo reina
supremamente (11:17); 2) Que Cristo julga justamente (11:18). O cordeiro é também o
leão; 3) Que Cristo recompensa graciosamente (11:18).
• Em Apocalipse 4:10-11, os anciãos louvam o criador; em Apocalipse 5:9-14, eles
adoram o redentor. Aqui a ênfase é sobre o conquistador e
rei (v. 17-18).
final. Os ímpios são cobertos de terror. Eles dão glória a Deus não porque se
convertem. São como Nabucodonosor. que muitas vezes, deu glória a Deus, mas não
era convertido.
• O mundo está maduro para o juízo, porque apesar da sua impenitência. ainda rejeitou
o testemunho da igreja e perseguiu e matou os fiéis (v. 7).
IV. A IGREJA NO CÉU EM COMUNHÃO ÍNTIMA COM DEUS EM
CONTRASTE COM OS ÍMPIOS SENDO ATORMENTADOS - V. 19
1. O santuário aberto no céu é um símbolo da profunda comunhão dos remidos com
Deus - v. 19
• O santuário está aberto de par em par. Não há nada encoberto ou escondido. A arca é
o lugar do encontro com Deus, onde a glória de Deus está presente. Ela é símbolo da
comunhão superlativa, íntima e perfeita entre Deus e o seu povo. Aqui se cumpre
Apocalipse 21:3: "Eis o tabernáculo de Deus com os homens, Deus mesmo habitará
com eles". Também Apocalipse 21:22: "Nela, não vi santuário, porque o seu santuário
é o Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro".
• Essa comunhão é baseada na expiação. Os salvos estão diante do trono da graça. Os
salvos estão desfrutando de todas as bênçãos da aliança da graça em toda a sua doçura.
2. Para os ímpios aquela mesma arca, símbolo da graça de Deus, é um símbolo de ira -
v. 19b
• A ira de Deus agora revela-se plenamente aos ímpios (v. 19b). Eles estão em
completo e eterno desamparo, enquanto a igreja está completa e eternamente
desfrutando da bem-aventurança eterna.
CONCLUSÃO
• Quem você é? Santuário de Deus ou átrio exterior? Quem você é testemunha fiel ou
amante do mundo? Onde você estará quando a sétima trombeta tocar? Você estará no
santuário aberto de Deus ou em atormentado pelos flagelos?
• O tempo de oportunidade é agora. Amanhã pode ser tarde demais. Volte-se para o
Senhor enquanto é tempo e busque-o enquanto ele está perto.