quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Genesis 1

Gênesis capitulo 1

A criação

Gênesis
Introdução

A palavra “Gênesis” quer dizer “começo”. O livro tem este nome na antiga versão grega chamada de Septuaginta. No Antigo testamento  hebraico o livro é conhecido como “No começo”, que é a primeira palavra do livro. De fato, este livro conta o começo de uma série de coisas: o mundo, os seres humanos e também o pecado e o sofrimento.

Gênesis é, acima de tudo, um livro em que Deus age. Ele cria o mundo e todos os seres viventes, cuida das pessoas, protege e guia o seu povo.

1. Conteúdo

O livro se divide em duas partes. A primeira parte (caps. 1—11) conta como Deus criou tudo o que existe, incluindo o ser humano (Sl 33.6,9; 148.5-6; Hb 11.3). Aqui, aparecem as histórias de Adão e Eva, de Caim e Abel, de Noé e o dilúvio e da torre de Babel. A primeira parte do livro termina com a lista dos descendentes de Sem, filho de Noé (11.10-26), e a lista dos descendentes de Tera, pai de Abrão (11.27-32).

A segunda parte (caps. 12—50) conta a história dos patriarcas hebreus: Abrão, Isaque, Jacó e os seus doze filhos, que foram o começo das doze tribos de Israel. O livro termina com a história de José, um dos filhos de Jacó, que leva o seu pai, os seus irmãos e as famílias deles para morarem no Egito. O livro termina com a morte de José no Egito.





 Mensagem do livro

 Deus é Criador e Senhor do Universo. O Deus do povo de Israel criou tudo o que existe e é ele quem manda neste mundo. Deus tem um plano para a humanidade e ele escolhe o povo de Israel como o seu instrumento para
cumprir a sua vontade. Deus pode usar até erros e pecados humanos para realizar o seu plano (40.4-8; 50.20).
Deus e a humanidade. Deus criou os seres humanos, criando-os parecidos com Deus (1.27). Isso quer dizer que o ser humano pode ter um relacionamento pessoal com Deus, como o que existe entre filhos e pais. Aos seres humanos Deus deu poder sobre todas as outras criaturas (1.28; Sl 8.5-8). O ser humano foi criado livre, mas, ao desobedecer a Deus, sofre as consequências do seu pecado (cap. 3; 11.1-9). A aliança. Deus ama e quer cuidar não somente do povo de Israel, mas também de toda a raça humana. Depois que o dilúvio matou quase todas as pessoas, Deus fez uma aliança, um acordo com Noé e com toda a humanidade, prometendo que nunca mais ele mandaria um dilúvio para destruir a terra (9.8-17).

Na aliança que ele faz com o seu povo escolhido, Deus promete abençoá-los e guiá-los, esperando que seu povo seja obediente a ele. Primeiro, ele faz a aliança com Abrão (15.18-21; 17.1-8), depois com Isaque (17.21; 26.2-5) e depois com Jacó (28.13-15). Uma promessa muito importante da aliança que Deus faz é que ele dará ao seu povo uma terra que sempre será deles. Ele promete isso a Abraão (12.7; 13.14-17; 15.18-21; 17.8), a Isaque (26.2-9) e a Jacó (28.13-15; 35.12). O livro termina lembrando aos hebreus que eles voltarão para a Terra Prometida (50.24).




Esquema do conteúdo

Princípio 1.1—11.32
A criação do Universo e da raça humana 1.1—2.25
O começo do pecado e do sofrimento 3.1-24
De Adão a Noé 4.1—5.32
Noé e o dilúvio 6.1—10.32
A torre de Babel 11.1-9
De Sem até Abrão 11.10-32
Os patriarcas hebreus 12.1—50.26
Abraão 12.1—25.18
Isaque 25.19—26.35
Jacó 27.1—36.43
José e os seus irmãos 37.1—50.26

Capítulo 1

Neste capítulo estudaremos todo o processo da criação e o que as histórias seculares fala. Dessa criação.
No hebraico bíblico o verso 1 está dessa maneira
Bereshith bara Elohim eth hashshamayim veeth haarets; Deus no princípio criou os céus e a terra .

Quem é o ser que cria todas as coisas no texto?
Quem é Deus?
O fato da existência de Deus é tão visível, tanto através da criação quanto através da consciência do homem, que a Bíblia chama o ateu de "tolo" (Salmo 14:1). Assim, a Bíblia nunca tenta provar a existência de Deus, antes, ela supõe a Sua existência desde o início (Gênesis 1:1). O que a Bíblia faz é revelar a natureza, o caráter e a obra de Deus.

Quem é Deus? – A Definição
Pensar corretamente sobre Deus é de extrema importância porque uma falsa ideia sobre Deus é idolatria. Em Salmo 50:21NTLH, Deus reprova o ímpio com esta acusação: "Você pensa que eu sou como você?" Para começar, uma boa e resumida definição de Deus é "o Ser Supremo, o Criador e Regente de tudo o que existe; o Ser auto-existente que é perfeito em poder, bondade e sabedoria."

Quem é Deus? - Sua Natureza
Sabemos que certas coisas acerca de Deus são verdadeiras por uma razão: em Sua misericórdia Ele condescendeu a revelar algumas de Suas qualidades para nós. Deus é espírito, intangível por natureza (João 4:24). Deus é Um, mas existe como três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo (Mateus 3:16-17). Deus é infinito (1 Timóteo 1:17), incomparável (2 Samuel 7:22) e imutável (Malaquias 3:6). Deus existe em todos os lugares (Salmos 139:7-12), sabe tudo (Mateus 11:21) e tem todo o poder e autoridade (Efésios 1; Apocalipse 19:6).

Quem é Deus? – Seu Caráter
Aqui estão algumas das características de Deus como reveladas na Bíblia: Deus é justo (Atos 17:31), amoroso (Efésios 2:4-5), verdadeiro (João 14:6) e santo (1 João 1:5). Deus mostra compaixão (2 Coríntios 1:3), misericórdia (Romanos 9:15) e graça (Romanos 5:17). Deus julga o pecado (Salmos 5:5), mas também oferece o perdão (Salmos 130:4).

Quem é Deus? - Sua Obra
Não podemos compreender Deus longe de suas obras porque o que Deus faz flui de quem Ele é. Aqui está uma lista resumida das obras de Deus, passadas, presentes e futuras: Deus criou o mundo (Gênesis 1:1, Isaías 42:5); Ele ativamente sustenta o mundo (Colossenses 1:17); Ele está executando o Seu plano eterno (Efésios 1:11) que envolve a redenção do homem da maldição do pecado e da morte (Gálatas 3:13-14); Ele atrai as pessoas para Cristo (João 6:44); Ele disciplina os Seus filhos (Hebreus 12:6) e Ele julgará o mundo (Apocalipse 20:11-15).

Quem é Deus? - Um Relacionamento com Ele
Na pessoa do Filho, Deus se encarnou (João 1:14). O Filho de Deus se tornou o Filho do homem e é, portanto, a "ponte" entre Deus e o homem (João 14:6, 1 Timóteo 2:5). É somente através do Filho que podemos ter o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a reconciliação com Deus (João 15:15, Romanos 5:10) e a salvação eterna (2 Timóteo 2:10). Em Jesus Cristo, "habita corporalmente toda a plenitude da divindade" (Colossenses 2:9). Assim, para saber realmente quem é Deus, tudo que temos que fazer é olhar para Jesus.


Porém notem que ele é apresentado como ELOHIM,A palavra original  Elohim, Deus, é certamente a forma plural de  El, ou  Eloah, e tem sido suposto, pelos homens mais eminentemente aprendidos e piedosos, implicar uma pluralidade de Pessoas na natureza divina. Como essa pluralidade aparece em muitas partes dos escritos sagrados para ser confinado a três pessoas, daí a doutrina da Trindade, que formou uma parte do credo de todos aqueles que foram considerados sãos na fé, desde os primórdios do cristianismo. Nem são os cristãos singulares em receber esta doutrina, e na derivação a partir das primeiras palavras da revelação divina.Esse é o Deus que criou todas as coisas.


Outra palavra interessante de se destacar é a palavra criar que no original é o verbo BARA, criar,cortar(uma madeira)selecionar,alimentar(como processos formativos).Este verbo pode ser atribuído apenas para Deus para mostrar a sua ação.
Notamos que há um caos na terra o texto no diz que a terra, está sem forma e vazia ou seja não havia vida na terra porém o Espírito de Deus se movia e essa expressão no hebraico é no mínimo diferente do que já ouvimos merachepheth,que significa chocar O Espírito de Deus [do hebraico ruach ר֫וּחַ, 'sopro, vento, espírito'] se movia [do hebraico rachaph רָחַף, 'pairava, como uma pomba, uma ave planando e deslizando no ar'].

O mesmo verbo é usado para descrever uma ave mãe sobrevoando para cuidar de seu ninho, observando os seus filhotes. O Espírito de Deus contemplava a criação, ainda informe, como um recém nascido é contemplado por sua mãe.

Qualquer que pudesse presenciar aquela cena, pensaria que nada podia surgir daquela escuridão desolada, sem forma, vazia.

Mas cheio de amor, o Onipotente pensava em todas as boas possibilidades, a criação veio Dele, era parte Dele mesmo. E desta admirável devastação, o Senhor faria mais a frente nascer um mundo cheio de vida, de luz e alegria.

"E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele." Mateus 3:16
"quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintos debaixo das asas, e tu não quiseste!" Mateus 23:37

 "O que aconteceu em cada um dos dias da Criação?"

 O relato da criação é encontrado em Gênesis 1-2. A linguagem do relato de Gênesis deixa claro que toda a criação foi formada a partir do nada em seis literais períodos de 24 horas, sem períodos de tempo ocorrendo entre eles. Isto é evidente porque o contexto requer um literal período de 24 horas. O evento é descrito especificamente de uma forma que uma leitura normal e de senso comum entende-o como um dia literal: "Houve tarde e manhã, o primeiro dia" (Gênesis 1:5). Além disso, cada frase na língua original começa com a palavra "e". Esta é uma boa gramática hebraica e indica que cada frase é construída sobre a afirmação anterior, indicando claramente que os dias eram um após o outro e não separados por qualquer período de tempo. O relato de Gênesis revela que a Palavra de Deus é autoritária e poderosa. A maioria do trabalho criativo de Deus é feito por falar, mais uma indicação do poder e autoridade de Sua Palavra. Vamos examinar cada dia da obra criadora de Deus:



Dia 1 da Criação (Gênesis 1:1-5)

Deus criou os céus e a terra. "Os céus" referem-se a tudo que vai além da terra, ou seja, o espaço sideral. A terra está feita, mas não formada de forma alguma, embora a água esteja presente. Deus, então, fala luz à existência. Ele então separa a luz da escuridão e chama a luz de "dia" e a escuridão de "noite". Esse trabalho criativo ocorre da noite até a manhã - um dia.





Dia 2 da Criação (Gênesis 1:6-8)

Deus cria o céu. O céu forma uma barreira entre a água sobre a superfície e a umidade do ar. Neste ponto, a terra teria uma atmosfera. Este trabalho criativo ocorre em um dia.

Dia 3 da Criação (Gênesis 1:9-13)

Deus cria a terra seca. Os continentes e ilhas estão acima da água. As grandes massas de água são chamadas de "mares" e a porção seca é chamada de "terra". Deus declara que tudo isso é bom.

Deus cria toda a vida vegetal grande e pequena. Ele cria essa vida para ser auto-sustentável; as plantas têm a capacidade de se reproduzir. Elas foram criadas em grande diversidade (muitos "tipos"). A terra era verde e cheia de plantas. Deus declara que este trabalho também é bom. Este trabalho criativo leva um dia.

Dia 4 da Criação (Gênesis 1:14-19)

Deus cria todas as estrelas e corpos celestes. O movimento destes vai ajudar o homem a acompanhar o tempo. Dois grandes corpos celestes são feitos em relação à terra. O primeiro é o sol, que é a principal fonte de luz, e a lua, que reflete a luz do sol. O movimento destes corpos distingue o dia da noite. Este trabalho também é declarado por Deus como sendo bom e também leva um dia.

Dia 5 da Criação (Gênesis 1:20-23)

Deus cria toda a vida que vive na água. Qualquer vida de qualquer espécie que vive na água é feita neste momento. Deus também cria todos os pássaros. A linguagem permite que este pode ser o momento em que Deus fez os insetos que voam também (ou, se não, eles foram feitos no sexto dia). Todas estas criaturas são feitas com a capacidade de perpetuar as suas espécies através da reprodução. As criaturas feitas no Dia 5 são as primeiras abençoadas por Deus. Deus declara este trabalho bom, e isso ocorre em um dia.

Dia 6 da Criação (Gênesis 1:24-31)

Deus cria todas as criaturas que vivem em terra firme. Isto inclui o homem e todo tipo de criatura não formada nos dias anteriores. Deus declara este trabalho bom.

Deus, então, se aconselha consigo mesmo: "Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança" (Gênesis 1:26). Esta não é uma revelação explícita da Trindade, mas faz parte da sua fundação, já que Deus revela um "nós" dentro da Divindade. Deus cria o homem, e o homem é feito à imagem de Deus (ambos os homens e mulheres possuem esta imagem) e é especial acima de todas as outras criaturas. Para enfatizar isso, Deus coloca o homem em posição de autoridade sobre a terra e sobre todas as outras criaturas. Deus abençoa o homem e ordena-lhe a se reproduzir, encher a terra e sujeitá-la (trazê-la sob a legítima gestão do homem como autorizada por Deus). Deus anuncia que o homem e todas as outras criaturas devem comer apenas plantas. Ele não vai rescindir esta restrição dietética até Gênesis 9:3-4.

O trabalho criativo de Deus está completo no final do sexto dia. Todo o universo em toda a sua beleza e perfeição foi totalmente formado em seis dias literais, seguidos e de 24 horas. Na conclusão de Sua criação, Deus anuncia que tudo é muito bom.

Dia 7 da Criação (Gênesis 2:1-3)

Deus descansa. Isso de forma alguma indica que Ele estava cansado dos seus esforços criativos, mas denota que a criação está completa. Além disso, Deus está estabelecendo um padrão de um dia de descanso a cada sete dias. Guardar este dia acabaria sendo uma característica distintiva do povo escolhido de Deus (Êxodo 20:8-11).

Criação versus evolução?"

Romanos 1:25 declara: “Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.”

Um fator crucial que todos nós devemos reconhecer é que a vasta maioria dos cientistas que crêem na evolução são também ateus ou agnósticos. Há alguns que abraçam alguma forma de evolução teísta, e outros que têm uma visão deísta de Deus (Deus existe, mas não está envolvido no mundo... tudo acontece em seu curso natural). Há alguns que genuína e honestamente examinam estes dados e chegam à conclusão de que a Evolução se encaixa mais nos dados disponíveis. Mais uma vez, entretanto, estes representam uma porção insignificante dos cientistas que defendem a evolução. A vasta maioria dos cientistas evolucionistas atesta que a vida se desenvolveu inteiramente SEM QUALQUER intervenção de um Ser superior. A evolução é, por definição, uma ciência naturalista.

Para que o ateísmo seja verdade, deve haver uma explicação alternativa para como o universo e a vida chegaram a existir. Apesar de crenças em alguma forma de evolução serem anteriores a Charles Darwin, Darwin foi o primeiro a desenvolver um modelo plausível de como a evolução pode ter ocorrido: a seleção natural. Uma vez Darwin se identificou como cristão, mas mais tarde renunciou a fé cristã e a existência de Deus como resultado de algumas tragédias ocorridas em sua vida. A evolução foi “inventada” por um ateu. O objetivo de Darwin não foi tentar derrubar a verdade da existência de Deus, mas este foi um dos resultados finais da teoria da evolução. A evolução é um suporte do ateísmo. Os cientistas evolucionistas da atualidade provavelmente não admitiriam que seu objetivo é dar uma explicação alternativa para a origem da vida, e portanto estabelecer uma base para o ateísmo. Entretanto, de acordo com a Bíblia, isto é exatamente o porquê da existência da teoria da evolução.

A Bíblia nos diz: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (Salmos 14:1; 53:1). A Bíblia também proclama que as pessoas não têm desculpas para não crerem em um Deus Criador, “Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis” (Romanos 1:20). De acordo com a Bíblia, qualquer um que negar a existência de Deus é um tolo. Por que, então, há tantas pessoas, incluindo alguns cristãos, que “aceitam” que os cientistas evolucionistas são intérpretes imparciais das informações científicas? De acordo com a Bíblia, são todos tolos! O fato de serem tolos não implica falta de inteligência. A maioria dos cientistas evolucionistas é intelectualmente brilhante. O fato de serem tolos indica uma incapacidade de aplicar adequadamente o conhecimento. Provérbios 1:7 nos diz: “O temor do Senhor é o princípio do conhecimento; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.”

Os cientistas evolucionistas debocham da Criação e/ou do Design Inteligente como sendo não-científicos, e não valendo a pena serem examinados cientificamente. Para que algo seja considerado como uma “ciência”, dizem eles, deve estar sujeito à observação e ser provado, deve ser “naturalista”. A criação, por definição, é algo “supernatural”. Deus e o supernatural não podem ser observados ou testados (e por aí continua a discussão), e por este motivo, a Criação e/ou o Design Inteligente não podem ser considerados como uma ciência. Como resultado, toda a informação é filtrada através da pré-concebida, pressuposta e pré-aceita teoria da evolução, sem explicações alternativas a serem consideradas.

Contudo, a origem do universo e a origem da vida não podem ser testadas ou observadas. Tanto a Criação quanto a evolução são sistemas baseados na fé, ao falar das origens. Nenhuma das duas pode ser testada, pois não se pode voltar atrás bilhões (ou milhares) de anos para se observar a origem do universo e da vida no universo. Os cientistas evolucionistas rejeitam a Criação com bases que logicamente os forçariam a também rejeitar a evolução como uma explicação “científica” para as origens. A evolução, pelo menos em relação às origens, não se encaixa na definição de “ciência”, assim como não o faz a criação. A evolução é supostamente a única explicação das origens que pode ser testada; por este motivo, é a única teoria das origens que pode ser considerada “científica”. Isto é tolice! Os cientistas que defendem a evolução estão rejeitando uma teoria plausível das origens sem ao menos examinar seus méritos com honestidade, somente por não se encaixar em sua ilogicamente estreita definição de “ciência”.

Se a Criação é verdadeira, então há um Criador perante O Qual somos responsáveis. A Evolução é um suporte ao ateísmo. A Evolução dá aos ateus uma base para que expliquem como a vida existe longe de um Deus Criador. A Evolução nega a necessidade de um Deus que esteja envolvido com o universo. A Evolução é a “teoria da criação” para a “religião” do ateísmo. De acordo com a Bíblia, a escolha é clara. Podemos crer na Palavra de nosso onipotente e onisciente Deus, ou podemos crer nas ilogicamente tendenciosas explicações “científicas” vinda de tolos.

Gênesis 1:6-10: No Caos, Deus Faz Ordem

Tendo resolvido o problema da luz, Deus converteu o caos em ordem. Onde a terra estava sem forma, Deus criou e fez a separação entre o céu azul (a atmosfera), a terra firme e os mares. Assim, o poder criador da palavra de Deus coloca todas as coisas em sua própria ordem.

Quando refletimos sobre a palavra de Deus, geralmente pensamos em termos de seus mandamentos, como os dez mandamentos, por exemplo. Uma outra palavra para mandamento é ordem. A natureza de Deus é de ordenar, e suas ordens são dadas para organizar e manter sua criação. Quando a criação desobedece as ordens de Deus, o resultado é desordem. Isto se torna óbvio quando olhamos ao redor para o nosso mundo de hoje. A desordem está por toda parte - homicídios, adultérios, homossexualismo, vícios, etc. - porque os homens (parte da criação de Deus!) têm rejeitado a ordem que Deus manda em sua palavra. Será possível gozar da ordem perfeita de Deus somente quando obedecemos e ensinamos os outros a obedecerem também a palavra dele.

Gênesis 1:11-25:

Deus Enche O Que Está Vazio

Depois de haver criado um lugar bem organizado e com bastante luz, Deus olhou para a sua criação e viu que ainda estava vazia. Notamos que é a natureza de Deus encher todas as coisas com o bem, para a glória dele. Assim, ele transformou o estado vazio da terra, colocando plantas sobre a terra firme, planetas e estrelas no céu, e animais na terra, nas águas e no céu. Podemos ver que Deus colocou ordem em tudo, governando até a reprodução das espécies de plantas e animais com a sua palavra (Gênesis 1:11-12,21,24-25).

Gênesis 1:26-31: O Motivo Por Trás De Tudo

Quando tudo estava perfeito e bem ordenado de acordo com seus planos, Deus criou o homem e o colocou no meio. Olhando bem para o relato da criação, podemos ver que  Deus fez tudo já pensando neste último passo. Por que criar e dividir a luz das trevas? É claro que Deus não precisava da luz, já que ele existia antes dela! Por que separar terra firme e céus? Deus é Espírito e não precisa de lugares físicos para sua moradia (veja 1 Reis 8:27; Atos 17:24). Por que fazer plantas e animais, estrelas e outros planetas? Deus não fez estas coisas para ele mesmo, e sim para o homem que ainda havia de criar. Gênesis 1:14 nos mostra que um dos motivos para Deus criar os luzeiros era para que servissem de sinais. A única parte de toda essa criação que é capaz de observar e entender sinais é o homem. Já que Deus não havia feito nenhum homem quando preparou os luzeiros, concluímos que o homem estava nos planos de Deus desde o princípio. De fato, a Bíblia nos ensina que a salvação do homem estava nos planos de Deus mesmo antes do princípio da criação (veja Efésios 1:3-5, 11, 2:10, 3:8-11).

Quando olharmos para a criação, então, devemos ficar admirados com o eterno poder de Deus, e ainda mais com o seu eterno propósito de salvar o homem da desordem de sua própria desobediência. Deus fez toda a terra e os céus justamente para a habitação do homem, a fim de que o homem olhasse para tudo isso e o buscasse (veja Atos 17:22-31).

Conclusão: A Nova Criação Em Cristo

Quando olhamos para o mundo, não há dúvida de que temos feito desordem da ordem de Deus. Mas Deus, por sua natureza divina, em sua misercórdia, ainda quer restaurar  a ordem, e por isso enviou o seu filho, Jesus (veja Efésios 1:10). Deus enviou Jesus como resposta para a desordem, para poder criar de novo um mundo obediente às ordens de Deus. O apóstolo Paulo diz "...se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Coríntios 5:17). Onde há trevas, Cristo diz: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida" (João 8:12). Em um mundo de caos, Cristo estabelece a ordem e a união pela sua igreja: "...há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (Efésios 4:4-6). Onde há vidas vazias, é Cristo que "...a tudo enche em todas as coisas" (Efésios 1:23).

É responsabilidade de cada pessoa reconhecer que Deus existe e o buscar. A revelação geral de Deus (isto é, o mero fato de ele existir, como é evidente pela criação) nos torna indesculpáveis se o rejeitarmos. Mas, para conseguirmos escapar do estrago feito pela nossa desobediência, é necessário muito mais do que apenas reconhecer que Deus existe. Paulo avisou: "Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos" (Atos 17:30-31). Jesus Cristo veio para fazer a nova obra criadora de Deus, nos corações e nas almas dos homens. Que busquemos a Deus em espírito e em verdade (João 4:23-24), nos arrependendo de nossa desobediência, o pecado, e obedecendo a ordem de Deus em Cristo, para que ele possa fazer de nós novas criaturas, segundo a vontade de Deus!
Porque Deus amou o mundo que representa toda a humanidade e não o planeta,de tal maneira que deu seu único filho.












quarta-feira, 23 de julho de 2014

O vinho e a Bíblia

Estudo sobre o vinho

Texto base:Lc 7.33,34: "Porque veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e dizeis: Tem demônio.Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizeis: Eis aí um homem comilão e bebedor de vinho, amigo dos publicanos e dos pecadores.

História do vinho

É provável que o Egito recebia suas videiras, pelo rio Nilo, de Canaã (Líbano, Israel, Jordânia e parte da Síria) ou da Assíria (Parte do Iraque e da Arábia Saudita) ou, ainda da região montanhosa da Núbia ou da costa norte da África.
Há inúmeras lendas sobre onde teria começado a produção de vinhos e a primeira delas está no Velho Testamento. O capítulo 9 do Gênesis diz que Noé, após ter desembarcado os animais, plantou um vinhedo do qual fez vinho, bebeu e se embriagou. Entre outros aspectos interessantes sobre a história de Noé, está o Monte Ararat, onde a Arca ancorou durante o dilúvio. Essa montanha de 5.166 metros de altura é o ápice dos Cáucasos e fica entre a Armênia e a Turquia. Entre as muitas expedições que subiram o monte a procura dos restos da Arca, apenas uma, em 1951, encontrou uma peça de madeira.
A questão mais complicada é onde morou Noé antes do dilúvio. Onde quer que ele tenha construído a Arca, ele tinha vinhedos e já sabia fazer o vinho. As videiras, logicamente faziam parte da carga da Arca. Uma especulação interessante é que Noé teria sido um dos muitos sobreviventes da submersão de Atlântida. Uma lenda basca celebra un herói chamado Ano que teria trazido a videira e outras plantas num barco. Curiosamente, o basco é uma das mais antigas línguas ocidentais e "ano”, em basco, também significa vinho. Na Galícia também existe uma figura legendária denominada Noya que os sumérios da Mesopotâmia diziam ser uma espécie de deus do mar denominado Oannes. Também interessante é que, na mitologia grega, Dionísio, deus do vinho, foi criado por sua tia Ino, uma deusa do mar, e a palavra grega para vinho é "oinos".
O épico babilônico Gilgamesh, o mais antigo trabalho literário conhecido (1.800 a.C.) também conta também uma história de Upnapishtim, a versão babilônica de Noé. Esse homem também construiu uma Arca, encheu-a de animais, atracou-a numa montanha, soltou sucessivamente três pássaros sobre as águas e finalmente sacrificou um animal em oferenda aos deuses. No entanto, Upnapishtim não fez vinho. O vinho aparece em outra parte dos escritos, na qual o herói Gilgamesh entra no reino do sol e lá encontra um vinhedo encantado de cujo vinho obteria, se lhe fosse permitido bebê-lo, a imortalidade que ele procurava.
O vinho está relacionado à mitologia grega. Um dos vários significados do Festival de Dionísio em Atenas era a comemoração do grande dilúvio com que Zeus (Júpiter) castigou o pecado da raça humana primitiva. Apenas um casal sobreviveu. Seus filhos eram: Orestheus, que teria plantado a primeira vinha; Amphictyon, de quem Dionísio era amigo e ensinou sobre vinho; e Helena, a primogênita, de cujo que nome veio o nome da raça grega.

A história do vinho tem grande importância histórica, pois o seu surgimento em tempos remotos tornou-o um produto que acompanhou grande parte da evolução econômica e sócio-cultural de várias civilizações ocidentais e orientais.


Vinhas na região do Minho, Portugal
A origem do vinho. O vinho possui uma longínqua importância histórica e religiosa e remonta diversos períodos da humanidade. Cada cultura conta seu surgimento de uma forma diferente. Os cristãos, embasados no Antigo Testamento, acreditam que foi Noé quem plantou um vinhedo e com ele produziu o primeiro vinho do mundo ("E começou Noé a cultivar a terra e plantou uma vinha." Gênesis, capítulo 9, versículo 20). Já os gregos consideraram a bebida uma dádiva dos deuses. Hititas, babilônicas, sumérias, as histórias foram adaptadas de acordo com a tradição e crença do povo sob perspectiva.

Do ponto de vista histórico, sua origem precisa é impossível, pois o vinho nasceu antes da escrita. Os enólogos dizem que a bebida surgiu por acaso, talvez por um punhado de uvas amassadas esquecidas num recipiente, que sofreram posteriormente os efeitos da fermentação. Mas o cultivo das videiras para a produção do vinho só foi possível quando os nômades se tornaram sedentários. Existem referências que indicam a Geórgia como o local onde provavelmente se produziu vinho pela primeira vez, sendo que foram encontradas neste local graínhas datadas entre 7000 a.c. e 5000 a.c.


Entre os egípcios
Os egípcios foram os primeiros a registrar em pinturas e documentos (datados de 1000 a 3000 a.C.) o processo da vinificação e o uso da bebida em celebrações. Os faraós ofereciam vinhos e queimavam vinhedos aos deuses; os sacerdotes usavam-nos em rituais; os nobres, em festas de todos os tipos; as outras classes eram financeiramente impossibilitadas de sua compra. O consumo de vinho aumentou com o passar do tempo e, junto com o azeite de oliva, foi um grande impulso para o comércio egípcio, tanto o interno quanto externo. Os primeiros enólogos foram egípcios.

A partir de 2500 a.C., os vinhos egípcios foram exportados para a Europa Mediterrânea, África Central e reinos asiáticos. Os responsáveis por essa propagação foram os fenícios, povo oriundo da Ásia Antiga e natos comerciantes marítimos. Em 2 mil a.C., chegaram à Grécia.

Na Grécia

Dionísio–Baco, deus do vinho (s. II, Prado, Madrid).
Cultivado ao longo da costa do Mediterrâneo, o vinho seria cultural e economicamente vital para o desenvolvimento grego.

No mundo mitológico, Dionísio, filho de Zeus e membro do primeiro escalão do Olimpo, era o deus das belas artes, do teatro e do vinho. A bebida tornou-se mais cultivada e cultuada do que jamais fora no Egito, sendo apreciada por todas as classes.

A partir de 1000 a.C., os gregos começam a plantar videiras em outras regiões européias. A bebida embriagou a Itália, Sicília, seguindo à península Ibérica. Os gregos fundaram Marselha e comercializaram o vinho com os nativos, sendo este o primeiro contato entre a bebida e a futura França.

Para o gosto contemporâneo, o vinho daquela época era bastante incomum. Homero o descreveu delicado e suave, mas apesar do romantismo e das tradições festivas que a bebida evocou na época, o vinho da Antiguidade "era ingerido com água do mar e reduzido a um xarope tão espesso e turvo que tinha que ser coado num pano e dissolvido em água quente", afirma o historiador inglês e enólogo Hugh Johnson, autor do livro A História do Vinho' (CMS Editora)'.

Em Roma
Fundada em 753 a.C., Roma era inicialmente uma vila de pastores e agricultores. A partir do século VI a.C., começou a se expandir e, já em 146 a.C., a península Itálica, o Mediterrâneo e a Grécia estavam anexados ao seu território.

Os vinhedos eram cultivados em áreas interioranas e regiões conquistadas. Os romanos levavam o vinho quase como uma “demarcação de território”, uma forma de impor seus costumes e sua cultura nas áreas que conquistavam. Dessa forma, o vinho terminou virando a bebida dos legionários, dos gladiadores, das tabernas enfurnadas de soldados. Junto com os romanos, os vinhedos chegaram à Grã-Bretanha, à Germânia e, por fim, à Gália ― que mais tarde viria se chamar França.

Diferentemente do que se leu nas histórias de Asterix, Roma não tardou em conquistar toda a região da Gália. Sob o comando do imperador Júlio César, enfrentaram os gauleses e, seguindo pelo vale do Rhône, chegaram até Bordeaux. A disseminação das videiras pelas outras províncias gaulesas foi imediata, e pode ser considerada um dos mais importantes fatos na história do vinho. Nos séculos seguintes, cidades como Borgonha e Tréveris surgiram como centros de exportação de vinhos, que inclusive eram superiores aos importados.

A predileção da época era pelo vinho doce. Os romanos colhiam as uvas o mais tardar possível, ou adotavam um antigo método, colhendo-as imaturas e deixando-as no Sol para secar e concentrar o açúcar.

Diferente dos gregos, que armazenavam a bebida em ânforas, o processo romano de envelhecimento era moderno. O vinho era guardado em barris de madeira, o que aprimorava o sabor do vinho (o mesmo ainda é feito no cultivo das videiras ao sul da Itália e de Portugal). Ao lado do Império, o vinho atingiu o apogeu nos séculos I e II.

Na mesma época, as hordas bárbaras que atacavam Roma aumentavam, e as guerras se tornaram incessantes, fazendo declinar o Império. Sua divisão em duas partes, a Ocidental (sede em Roma) e Oriental (sede em Constantinopla) piorou o controle da situação política e econômica, defasando vários setores. O vinho importado se tornou superior, diminuindo o lucro dos vinhedos romanos e tornando a vinicultura interna cara e fraca. As inúmeras baixas do exército e a constante perda de terras fizeram o Império Romano dar seus últimos passos. Em 476, após a queda do último imperador, o Império Romano Ocidental entrou em colapso. Mas o vinho já não fazia parte de Roma. Era maior, assumira vida própria.

Nos tempos atuais
Já com a Revolução Industrial, no século XVIII, o vinho perdeu muito em qualidade, porque passou a ser fabricado com técnicas bem menos rústicas, para possibilitar sua produção em massa e venda barata. Embora as antigas tradições tentassem ser preservadas em regiões interioranas francesas, italianas e alemãs, a produção vinícola sofreu modificações irremediáveis para adaptar-se ao mundo industrializado.

No século XX, a vitivinicultura evoluiu muito, acompanhando os avanços da tecnologia e da genética. O cruzamento genético das cepas das uvas, a formação de leveduras transgênicas e a produção mecanizada elevaram substancialmente a qualidade e o sabor do vinho, feito sob medida para agradar os mais diversos paladares.

Portugal

Um dos vinhos portugueses mais célebres e de grande exportação é o Vinho do Porto.
A introdução da produção vinícola em Portugal continua encoberta por questões ainda não resolvidas em termos de investigação. A primeira referência existente ao consumo de esta bebida fermentada no território em que hoje está localizado Portugal é de Estrabão, que em sua obra, Geographia, observa que os habitantes do Noroeste da Península Ibérica já consumiam vinho, embora de forma bárbara (Livro III).

A primeira referência à produção vinícola em Portugal é de 989, provindo do Livro de Datas do Convento de Fiães, sendo a zona do Douro a mais antiga região demarcada no mundo.

Os vinhos portugueses sempre caracterizaram-se por uma grande variedade de uvas regionais, o que dá um sabor especial ao produto de cada região.

Durante o governo de Salazar, foi incentivado o cultivo de uvas mais comerciais, sendo que, após a Revolução dos Cravos (1974) se voltou a incentivar o cultivo das variedades regionais.

Brasil
A história do vinho no Brasil inicia-se com o descobrimento, em 1500, pelo navegador português Pedro Álvares Cabral. Relatos[1] [2] indicam que as treze caravelas que partiram de Portugal carregavam pelo menos 65 mil litros de vinho, para consumo dos marinheiros.

As primeiras videiras foram introduzidas no Brasil por Martim Afonso de Sousa, em 1532, na capitania de São Vicente. As cultivares, que posteriormente se espalhariam por outras regiões do Brasil, eram da qualidade Vitis vinifera (ou seja, adequadas para a produção de vinho), oriundas de Portugal e da Espanha.

No mesmo ano, o fundador da cidade de Santos, Brás Cubas, foi o primeiro a tentar cultivar videiras de forma mais ordenada. No entanto, da mesma forma que a tentativa precedente, não obteve muito êxito. Em parte, o insucesso da produção de vinhos deu-se pelo protecionismo comercial exercido por Portugal, tendo a corte inclusive proibido o cultivo de uvas, em 1789.

No Rio Grande do Sul, as primeiras videiras foram introduzidas pelos padres jesuítas ainda em 1626, posto que necessitavam do vinho para os rituais da missa católica. A introdução de cultivares européias no Rio Grande se deu com a chegada dos imigrantes alemães, que obtiveram bons resultados.

As videiras americanas, especialmente das espécies Vitis labrusca e Vitis bourquina (variedades Isabel, Concord e outras) foram importadas em 1840 pelo comerciante Thomas Master, que as plantou na Ilha dos Marinheiros. Estas uvas serviam basicamente para o consumo in natura, na forma da fruta fresca ou passas, mas se adaptaram tão bem ao clima local que logo começaram a ser utilizadas para a produção de vinho.

A viniviticultura gaúcha teve um grande impulso a partir de 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que aportaram com videiras trazidas principalmente da região do Vêneto - e uma forte cultura de produção e consumo de vinhos. Apesar do sucesso inicial, as videiras finas não se adaptaram ao clima úmido tropical e foram dizimadas por doenças fúngicas. Porém, com a adoção da variedade Isabel, então cultivada pelos colonos alemães no Vale do Rio dos Sinos e no Vale do Caí, deu-se continuidade à produção de vinhos que, embora de qualidade duvidosa, espalhou-se para outras regiões do país, tornando-se base do desenvolvimento da vitivinicultura no Rio Grande do Sul e em São Paulo.

Mas foi somente a partir da década de 1990 que vinhos de maior qualidade passaram a ser produzidos, com crescente profissionalização e a adaptação de uvas finas (Vitis vinifera) ao clima peculiar da Serra Gaúcha. A região produz hoje vinhos de qualidade bastante satisfatória e crescente.

Outra região que está a crescer e a firmar-se como produtora de vinhos é o Vale do São Francisco, situado nos estados de Pernambuco e Bahia. Como em todas as regiões, a viticultura é fundamental desempenhando aqui um factor primordial pois devido às características climáticas, esta região é a única do mundo a produzir vinhos de qualidade oriundos de duas colheitas por ano.

Destaca-se no Brasil a produção de espumantes, que se beneficiam de um clima bastante favorável. Os espumantes brasileiros são hoje classificados como vinhos de boa qualidade, mas ainda carentes de distribuição mundial e reconhecimento.

O consumo vinho no Brasil ainda é muito pequeno e restrito apesar do forte impulso que o mercado recebeu nos últimos 30 anos. O hábito de beber vinho, sempre presente nas mesas mais abastadas e também dos imigrantes europeus, chegou ao brasileiro médio com o início da importação de vinhos europeus entre os anos 70 e 80 dos famosos rieslings de garrafa azul, de baixo custo e, diga-se, de péssima qualidade, mas que caiu no gosto popular. O tempo e a apuração do paladar fez com que o brasileiro passasse a exigir produtos melhores provocando a importação de novos rótulos e maiores cuidados com a produção nacional levando o vinho, de fato, a fazer parte da mesa brasileira.


O que a biblia diz sobre o vinho.


A palavra grega para "vinho", em Lc 7.33, é oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva:

(1) suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição apóia-se nos dados abaixo.

(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco da uva (ver Aristóteles, Metereologica, 387.b.9-13).

(a) Anacreontes (c. de 500 a.C.) escreve: "Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]" (Ode 5).

(b) Nicandro (século II a.C.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco dai produzido (Georgica, fragmento 86).

(c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produzem "jarros de vinho [oinos]" (citado por Ireneu, Contra as Heresias, 5.33.3 - 4).

(d) Uma carta em grego escrita em papiro (P. Oxy.729; 137 d.C.), fala de "vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer" (ver Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament, p. 10).

(e) Ateneu (200 d.C.) fala de um "vinho [oinos] doce", que "não deixa pesada a cabeça" (Ateneu, Banquete, 1.54).
Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas "acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo"(1.54).

Para considerações mais pormenorizadas sobre o uso de oinos pelos escritores antigos, ver Robert P. Teachout: "0 Emprego da palavra 'Vinho' no Antigo Testamento". (Dissertação de Th.D. no Seminário Teológico de Dallas,1979).

(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego c. de 200 a.C. empregaram a palavra oinos para traduzir varias palavras hebraicas que significam vinho.
Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva, com ou sem fermentação.

(3) Quanto a literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado.

Em Ef 5.18, o mandamento: "não vos embriagueis com vinho [oinos]" refere-se ao vinho alcoólico.

Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é descrito pisando o lagar.
0 texto grego diz: "Ele pisa o lagar do vinho [oinos]" ; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10 nota; Jr 48.32,33 nota).
Em Ap 6.6, oinos refere-se as uvas da videira como uma safra que não deve ser destruída.
Logo, para os crentes dos tempos do NT, "vinho" (oinos) era uma palavra genérica que podia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.

(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com detalhes vários processos usados para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de evitar sua fermentação.

(a) Columela (Da Agricultura, 12.29), sabendo que o suco de uva não fermenta
quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve da seguinte maneira:
"Para que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas instruções:
Depois de aplicar a prensa as uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco], coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosamente com piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora ficar acima da superfície.
Tire a ânfora depois de quarenta dias. 0 suco permanecera doce durante um ano" (ver também Columela: Agricultura e Arvores; Catão: Da Agricultura).
0 escritor romano Plinio (século I d.C.) escreve: "Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quando o tempo frio se instala" (Plínio, Historia Natural, 14.11.83).
Este método deve ter funcionado bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; SI 65.9-13).

(b) Outro método de impedir a fermentação das uvas é ferve-las e fazer um xarope
Historiadores antigos chamavam esse produto de "vinho" (oinos).
0 Conego Farrar (Smith 's Bible Dictionary, p. 747) declara que "os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes".
Ainda, 0 Novo Dicionário da Bíblia (p. 1665), observa que "sempre havia meios de conservar doce o vinho durante o ano inteiro".

O USO DO VINHO NA CEIA DO SENHOR.


Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.26-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1 Co 11.23-26)?
Os dados abaixo levam a conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não fermentado.

(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra "vinho" (gr. oinos) no tocante a Ceia do Senhor.
Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão "fruto da vide" (Mt 26.29; Mc 14.25; Lc 22.18).
0 vinho não fermentado é o único "fruto da vide" verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool.
A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz.
O vinho fermentado não é produzido pela videira.

(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa.
A lei da Páscoa em Ex 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Ex 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador.
Seor, no mundo antigo, era freqüentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação.
Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Ex 12.19; 13.7).
Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; 1 Co S.7,8).
Jesus, o Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17).
Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.

(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados da videira durante a Páscoa.
Aqueles que sustentam urna interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente Ex 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.

(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT.
Por exemplo: "Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder" (ver "Jesus". The Jewish Encyclopedia, edição de 1904. V.165).

(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9 nota).
Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).

(6) 0 valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual.
Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria melhor representado por suco de uva não fermentado (cf. 1 Pe 1.18,19).
Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.

(7) Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, i.e., o agente fermentador "da maldade e da malícia", porque Cristo é a nossa Páscoa (1 Co 5.6-E).
Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade.
i.e., algo contendo levedura ou fermento, se considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor.
Bem como as exigências bíblicas para dela participarmos.

Jo 2.11: "Jesus principiou assim os seus sinais em Cana da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele. "




O VINHO: MISTURADO OU INTEGRAL?


Os dados históricos sobre o preparo e uso do vinho pelos judeus e por outras nações no mundo bíblico mostram que o vinho era:

(a) freqüentemente não fermentado;

(b) em geral misturado com água.
0 capítulo anterior, aborda um dos processos usados para manter o suco da uva fresco em estado doce e sem fermentação.
Neste estudo vamos  mencionar dois outros processos de preparação da uva para posteriormente ser misturada com água.

(1) Um dos métodos era desidratar as uvas, borrifa-las com azeite para mante-las úmidas e guardá-las em jarras de cerâmica (Enciclopédia Bíblica Ilustrada de Zondervan, V. 882; ver também Columella, Sobre a Agricultura 12.44.1-8).
Em qualquer ocasião, podia-se fazer uma bebida muito doce de uvas assim conservadas.
Punha-se-lhes água e deixava-as de molho ou na fervura.
Polibio afirmou que as mulheres romanas podiam beber desse tipo de refresco de uva, mas que eram proibidas de beber vinho fermentado (ver Polibio, Fragmentos, 6.4; cf. Plínio, História Natural, 14.11.81).

(2) Outro método era ferver suco de uva fresco até se tornar em pasta ou xarope grosso (mel de uvas); este processo deixava-o em condições de ser armazenado, ficando isento de qualquer propriedade inebriante por causa da alta concentração de açúcar, e conservava a sua doçura (ver Colurnella, Sobre a Agricultura, 12.19.1-6; 20.1-8; Plínio, Historia Natural, 14.11.80).
Essa pasta ficava armazenada em jarras grandes ou odres.
Podia ser usada como geléia para passar no pão, ou dissolvida em água para voltar ao estado de suco de uva (Enciclopédia Bíblica Ilustrada, de Zondervan, V. 882-884).
É provável que a uva fosse muito cultivada para produção de açúcar.
0 suco extraído no lagar era engrossado pela fervura até tornar-se em liquido conhecido como "mel de uvas" (Enciclopédia Geral Internacional da Bíblia, V. 3050).
Referencias ao mel na Bíblia freqüentemente indicam o mel de uva (chamado debash pelos judeus), em vez do mel de abelha.

(3) A água, portanto, pode ser adicionada a uvas desidratadas, ao xarope de uvas e ao vinho fermentado.
Autores gregos e romanos citavam varias proporções de mistura adotadas.
Homero (Odisséia, IX 208ss.) menciona uma proporção de vinte partes de água para uma parte de vinho.
Plutarco (Symposiacas, III.ix) declara: "Chamamos vinho diluído, embora o maior componente seja a água".
Plínio (Historia Natural, XIV.6.54) menciona uma proporção de oito partes de água para uma de vinho.

(4) Entre os judeus dos tempos bíblicos, os costumes sociais e religiosos não permitiam o uso de vinho puro, fermentado ou não.
0 Talmude (uma obra judaica que trata das tradições do judaísmo entre 200 a.C. e 200 d.C.) fala, em vários trechos, da mistura de água com vinho (e.g., Shabbath 77; Pesahim 1086).
Certos rabinos insistiam que, se o vinho fermentado não fosse misturado com três partes de água, não podia ser abençoado e contaminaria quem o bebesse.
Outros rabinos exigiam dez partes de água no vinho fermentado para poder ser consumido.

(5) Um texto interessante temos no livro de Apocalipse, quando um anjo, falando do "vinho da ira de Deus", declara que ele será "não misturado", i.e., totalmente puro (Ap 14.10).
Foi assim expresso porque os leitores da época entendiam que as bebidas derivadas de uvas eram misturadas com água (ver Jo 2.3 notas).
Em resumo, o tipo de vinho usado pelos judeus nos dias da Bíblia não era idêntico ao de hoje.
Tratava-se de:

(a) suco de uva recém-espremido;

(b) suco de uva assim conservado;

(c) suco obtido de uva tipo passas;

(d) vinho de uva feito do seu xarope, misturado com água; e

(e) vinho velho, fermentado ou não, diluído em água, numa proporção de até 20 para 1.

Se o vinho fermentado fosse servido não diluído, isso era considerado indelicadeza, contaminação e não podia ser abençoado pelos rabinos.
A luz desses fatos, é ilícita a pratica corrente de ingestão de bebidas alcoólicas com base no uso do "vinho" pelos judeus dos tempos bíblicos.
Além disso, os cristãos dos dias bíblicos eram mais cautelosos do que os judeus quanto ao uso do vinho (ver Rm 14.21 nota; 1 Ts 5.6 nota; 1 Tm 3.3 nota; Tt 2.2 nota).



JESUS MANIFESTA SEU PODER ATRAVÉS DO VINHO.


Em Jó 2, vemos que Jesus transformou água em "vinho" nas bodas de Caná.
Que tipo de vinho era esse? Conforme já vimos, podia ser fermentado ou não, concentrado ou diluído.
A resposta deve ser determinada pelos fatos contextuais e pela probabilidade moral.
A posição desta Bíblia e Estudo é que Jesus fez vinho (oinos) suco de uva integral e sem fermentação.
Os dados que se seguem apresentam fortes razoes para rejeição da opinião de que Jesus fez vinho embriagante.

(1) 0 objetivo primordial desse milagre foi manifestar a sua gloria (2.11), de modo a despertar fé pessoal e a confiança em Jesus como o Filho de Deus, santo e justo, que veio salvar o seu povo do pecado (2.11; cf. Mt 1.21).
Sugerir que Cristo manifestou a sua divindade como o Filho Unigênito do Pai (1.14), mediante a criação milagrosa de inúmeros litros de vinho embriagante para uma festa de bebedeiras (2.10 nota; onde subentende-se que os convidados já tinham bebido muito), e que tal milagre era extremamente importante para sua missão messiânica, requer um grau de desrespeito, e poucos se atreveriam a tanto.
Será, porém, um estemunho da honra de Deus, e da honra e glória de Cristo, crer que Ele criou sobrenaturalmente o mesmo suco de uva que Deus produz anualmente através da ordem natural criada (ver 2.3 nota).
Portanto, esse milagre destaca a soberania de Deus no mundo natural, tornando-se um símbolo de Cristo para transformar espiritualmente pecadores em filhos de Deus (3.1-15).
Devido a esse milagre, vemos a glória de Cristo "como a glória do Unigênito do Pai" (1.14; cf. 2.11).

(2) Contraria a revelação bíblica quanto a perfeita obediência de Cristo a seu Pai celestial (cf. 4.34; Fp 2.8,9) supor que Ele desobedeceu ao mandamento moral do Pai: "Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho... e se escoa suavemente", i.e., quando é fermentado (Pv 23.31).
Cristo por certo sancionou os textos bíblicos que condenam o vinho embriagante como escarnecedor e alvoroçador (Pv 20.1), bem como as palavras de Hc 2.15: "Ai daquele que da de beber ao seu companheiro!... e o embebedas" (cf. Lv 10.8-11; Pv 31.4-7; Is 25.7; Rm 14.21).

(3) Note, ainda, o seguinte testemunho da medicina moderna.
(a) Os maiores médicos especialistas atuais em defeitos congênitos citam evidencias comprovadas de que o consumo moderado de álcool danifica o sistema reprodutivo das mulheres jovens, provocando abortos e nascimentos de bebes com defeitos mentais e físicos incuráveis.
Autoridades mundialmente conhecidas em embriologia precoce afirmam que as mulheres que bebem até mesmo quantidades moderadas de álcool, próximo ao tempo da concepção (c. 48 horas), podem lesar os cromossomos de um óvulo em fase de liberação, e dai causar sérios distúrbios no desenvolvimento mental e físico do bebê.
(b)Seria teologicamente absurdo afirmar que Jesus haja servido bebidas alcoólicas, contribuindo para o seu uso.
Afirmar que Ele não sabia dos terríveis efeitos em potencial que as bebidas inebriantes tem sobre os nascituros é questionar sua divindade, sabedoria e discernimento entre o bem e o mal.
Afirmar que Ele sabia dos danos em potencial e dos resultados deformadores do álcool, e que, mesmo assim, promoveu e fomentou seu uso, é lançar duvidas sobre a sua bondade, compaixão e seu amor.
A única conclusão racional, bíblica e teológica acertada é que o vinho que Cristo fez nas bodas, a fim de manifestar a sua glória, foi o suco puro e doce de uva, e não fermentado.


No Velho Testamento há duas palavras hebraicas geralmente empregadas para designar o vinho: YAYIN, que se refere ao suco fermentado de uvas e TIROSH, que se refere ao vinho doce, fresco, sem fermento, não alcoolizado. Por exemplo, no Salmo 104:15; Provérbios 20:1; Isaías 5:11 e Habacuque 2:5, se emprega a palavra YAYIN, vinho fermentado. Há um caso curioso em Isaías 25:6, sobre vinho clarificado, sem borras. Era um vinho que devia ser filtrado antes de ser usado.
A palavra TIROSH geralmente designa suco de uvas ou outras frutas, embora, algumas vezes e raramente, indica mosto, que é o suco em fase de fermentação. Assim em Gên. 27:37; Números 18:12, etc.

Outra bebida intoxicante mencionada no Velho Testamento é o SHEKAR, feito de grãos fermentados, mel ou tâmara. É geralmente traduzido por “bebida forte”.
No Novo Testamento há três palavras gregas que são traduzidas por “vinho”. A mais usada é OINOS; as duas outras palavras são empregadas apenas uma vez, fazendo alusão ao vinho fermentado (em Lucas 1:15 e Atos 2:13).

OINOS pode tanto se referir à bebida inebriante como ao suco de uvas ou xarope. Esse xarope era obtido pela fervura do suco até tornar-se como o mel, e então guardado em vasos para uso futuro. Numa região de clima quente, essa era a forma de conservar o derivado de uva para consumo posterior, sem que ocorresse a fermentação. Esse xarope diluído em água quente ou fria, era a bebida preferida nos tempos de Jesus.
Como a palavra grega não define se o vinho era fermentado ou não, com muito bom senso deve-se considerar o contexto em que a palavra se encontra. No caso do casamento em Caná da Galiléia, por exemplo, é inconcebível que Jesus, após o recebimento do Espírito Santo, haja em Seu primeiro milagre, produzido bebidas alcoólicas, pois elas são, segundo a Bíblia o maior oponente da vida do Espírito. Efésios 5:18 diz: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito”.
Tampouco, em hipótese alguma, Cristo, o Senhor da vida, produziria vinho fermentado ou o usaria na Ceia, pois a fermentação representa uma corrupção da bebida natural, e isso arruinaria o símbolo da Comunhão.

As bebidas alcoólicas podem causar conseqüências graves. A Bíblia diz em Provérbios 23:29-30 Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas, para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada.
A Bíblia oferece uma alternativa eficaz às bebidas alcoólicas. A Bíblia diz em Efésios 5:18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.
Que dizem as Escrituras sobre o álcool, vinho e licor? A Bíblia diz em Provérbios 20:1 O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar não é sábio.
Por que as bebidas alcoólicas são perigosas? A Bíblia diz em Efésios 5:18 E não vos embriagueis com vinho, no qual há devassidão, mas enchei-vos do Espírito.

Por que reis e governantes não deveriam beber bebidas alcoólicas? A Bíblia diz em Provérbios 31:4-5 Não é dos reis, ó Lemuel, não é dos reis beber vinho, nem dos príncipes desejar bebida forte; para que não bebam, e se esqueçam da lei, e pervertam o direito de quem anda aflito.
Com que outros pecados está a embriaguez classificada? A Bíblia diz em Gálatas 5:19-21 Ora, as obras da carne são manifestas, as quais são: a prostituição, a impureza, a idolatria, a feitiçaria, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus.

Quais são os resultados dos que se entregam a excessos de comida e bebida? A Bíblia diz em Provérbios 23:20-21 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne. Porque o beberrão e o comilão caem em pobreza; e a sonolência cobrirá de trapos o homem.
Como afetam as bebidas alcoólicas àqueles que as tomam? A Bíblia diz em Provérbios 23:29-35 Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas, para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando bebida misturada. Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente. No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará. Os teus olhos verão coisas estranhas, e tu falarás perversidades. Serás como o que se deita no meio do mar, e como o que dorme no topo do mastro. E dirás: Espancaram-me, e não me doeu; bateram-me, e não o senti; quando virei a despertar? Ainda tornarei a buscá-lo outra vez.

O puro suco de uva é uma benção para o homem. Já o suco de uva fermentado não podemos dizer que é uma bênção.

O USO DO VINHO COMO REMÉDIO

​Quando o organismo de uma pessoa começava a deteriorar-se e a sofrer dores, a vítima naturalmente procurava remédio. Desse modo as pessoas dos tempos antigos desenvolveram um extenso conhecimento de remédios naturais.
​Provavelmente os primeiros remédios chegaram aos israelitas por meio dos egípcios, especialmente dos sacerdotes. Os egípcios também embalsamavam seus mortos com especiarias e perfumes costume que os israelitas logo vieram a adotar.
​Nos tempos bíblicos, os remédios eram feitos de substâncias minerais e animais, de ervas, vinhos, frutas e outras partes das plantas. A Bíblia refere-se com freqüência ao emprego medicinal dessas substâncias.
​Por exemplo, o "bálsamo de Gileade" é mencionado como substância curativa (Jeremias 8:22). Pensa-se que o "bálsamo" era uma excreção aromática de uma árvore sempre verde ou uma forma de incenso. Sabia-se que o vinho misturado com mirra aliviava a dor entorpecendo os sentidos. Este remédio foi oferecido a Jesus enquanto ele pendia da cruz, porém ele se recusou a tomá-lo (Marcos 15:23) À Os israelitas ungiam os enfermos com loções suavizantes de óleo de
oliva e ervas. Na história do Bom Samaritano, óleo e vinho foram derramados nas feridas da vítima de assalto (Lucas 10:34). Os primitivos cristãos continuaram esta prática, ungindo os enfermos
enquanto oravam por eles (Tiago 5:14).
​Mateus 23:23 menciona certas especiarias como antiácidos. As | mandrágoras eram usadas para excitar o apetite sexual (Gênesis: 30:14). Outras plantas eram usadas como remédios ou estimulantes.


Conclusão

Concluímos que o vinho que Jesus bebeu e criou não tinha nenhum teor alcoólico, jamais o mestre iria criar algo que destruísse o homem ou traria males para sua vida.Porem não podemos negar a existência do vinho Alcoólico na biblia haja visto que o próprio Paulo orienta a Timóteo.Os diáconos sejam também sérios, não dobres em palavras, nem dados ao vinho, nem amigos de sórdidas ganâncias,1 Timóteo 3:8

Portanto a Bíblia não proíbe mais também não aprova tudo nos é lícito mais nem tudo nós convêm.











quarta-feira, 9 de julho de 2014

Apocalipse 20 e 21 Agradecimentos

APOCALIPSE 21e 22

TEMA: O ESPLENDOR DA NOVA JERUSALÉM, A NOIVA DO CORDEIRO

INTRODUÇÃO
1. Apocalipse 17:1-3, João é convidado para ver a queda da grande Meretriz,Babilônia, a cidade do pecado. A falsa igreja, foi consumida pelo fogo.
2. Agora, João é chamado pelo mesmo anjo para ver o esplendor da Nova Jerusalém, a cidade santa, a noiva do Cordeiro.
3. A cidade eterna não é somente o lar da noiva, ela é a noiva. A cidade não é edifícios, mas pessoas. A cidade é santa e celestial. Ele desce do céu. Sua origem está no céu. Ele foi escolhida por Deus.
4. João agora vai contemplar o esplendor da Nova Jerusalém, a noiva do Cordeiro(21:9,10). João fala de seu fundamento, de suas muralhas, de suas portas, de suas praças, de seus habitantes:

I. A NOVA JERUSALÉM É BONITA POR FORA - ELA REFLETE A GLÓRIA DE DEUS - V. 11
• Quando João tentou descrever a glória da cidade, a única coisa que pôde fazer foi falar em termos de pedras preciosas, como quando tentou descrever a presença de Deus no trono (Ap 4:3).
• A glória de Deus habitava no santo dos santos no Tabernáculo e no Templo. Agora, a glória de Deus habita nos crentes. Mas a igreja glorificada, a noiva do Cordeiro, terá sobre si a plenitude do esplendor de Deus. A shekiná de Deus vai brilhar sobre ela eternamente.
• Assim como a lua reflete a luz do sol, a igreja vai refletir a glória do Senhor.
• Essa glória é indescritível (21:11), como indescritível é Deus (Ap 4:3). A igreja é bela por fora. Ela é como a noiva adornada para o seu esposo. Não tem rugas. Suas vestes estão alvas.
• Exemplo: O tabernáculo: coberto de ouro puro!


II. A NOVA JERUSALÉM É BONITA POR DENTRO - V. 19-20
• Ela não é bonita só do lado de fora, mas também do lado de dentro. Ninguém coloca pedras preciosas no fundamento. Mas no alicerce dessa cidade estão doze espécies de pedras preciosas. Há beleza, riqueza e esplendor no seu interior.
• Não há coisa feia dentro dessa igreja. Nada escondido. Nada debaixo do tapete. Essa igreja pode passar por uma profunda investigação. Ela é bonita por dentro!

III. A NOVA JERUSALÉM É ABERTA A TODOS - V. 13,25
A cidade tem 12 portas: ela tem portas para todos os lados. Isso fala da oportunidade abundante de entrar nesse glorioso e maravilhoso companheirismo com Deus.
 Venha de onde vier as pessoas podem entrar. Os habitantes dessa cidade são aqueles
que procedem de toda tribo, povo, língua e nação. São todos aqueles que foram comprados com o sangue do Cordeiro.
• Não há preconceito nem acepção de pessoas. Todos podem vir: pobres e ricos,doutores e analfabetos, religiosos e ateus, homens e mulheres.
• A cidade é aberta a todos. Há portas para todos os lados. O noivo convida: Vem! A noiva convida: Vem! Quem tem sede recebe a água da vida!
• Nesta cidade os santos do Velho e do Novo Testamento estarão unidos. A cidade é formada de todos os crentes da antiga dispensação (v. 12) e da nova dispensação (v.14). Nenhum daqueles que foram remidos ficará de fora dessa gloriosa cidade.

IV. A NOVA JERUSALÉM NÃO É ABERTA A TUDO - V. 12,27
• A cidade tem uma grande a alta muralha - Muralha fala de proteção, de segurança.
Embora haja portas (v. 13) e portas abertas (v. 25), nem todos entrarão nessa cidade (v.27). Embora as portas estejam abertas, em cada porta há um anjo (v. 12). Assim, como Deus colocou um anjo com espada flamejante para proteger a árvore da vida no Éden,
assim, também, há um anjo em cada porta. O muro demarca a santidade da cidade (v.10), separando o puro do impuro (v. 27). Deus é o muro de fogo que protege sua igreja(Zc 2:5). A igreja está segura e nada pode perturbá-la na glória.
• O pecado não pode entrar na Nova Jerusalém - (v. 27a) - Embora a igreja seja aberta a todos, não é aberta a tudo. Muitas vezes a igreja, hoje, tem sido a aberta a tudo, mas
não aberta a todos. Exemplo:Pedro e Jesus: Arreda Satanás, mas o Pedro fica. Hoje a igreja tem.Aqueles que se mantém no seu pecado não podem entrar, senão aqueles cujos nomes estão no Livro da Vida - (v. 27b) - Somente os remidos, os perdoados, os lavados, os
arrependidos, os que creram podem entrar pelas portas da cidade santa.

V. A NOVA JERUSALÉM ESTÁ CONSTRUÍDA SOBRE O FUNDAMENTO
DA VERDADE - V. 14
Esse símbolo fala da teologia da igreja. A igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos. Jesus Cristo é a pedra angular desse fundamento. A igreja do céu, a noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém está edificada sobre o fundamento dos apóstolos,sobre a verdade revelada, sobre as Escrituras.
 A Nova Jerusalém não está edificada sobre Pedro, sobre visões e revelações forâneas
às Escrituras. A Palavra de Deus é sua base. Não é uma igreja mística nem liberal.Ela é logocêntrica!

VI. A NOVA JERUSALÉM TEM ESPAÇO PARA TODOS OS REMIDOS - V.15-17

• A cidade é quadrangular: comprimento, largura e altura iguais. A cidade tem doze mil estádios, ou seja, 2.200 km de comprimento, de largura e de altura. Não existe nada parecido no planeta. É uma cidade que vai de São Paulo a Aracaju. Na Nova Jerusalém, a maior montanha da terra, o pico Everest, desaparece mais de duzentas e
quarenta vezes. Essa cidade é um verdadeiro cosmos de glória e santidade.
• É óbvio que esses números representam a simetria, a perfeição, a vastidão e a totalidade ideais da Nova Jerusalém.
• Não existem bairros ricos e pobres nessa cidade. Toda a cidade é igual. Não há casebres nessa cidade. Existem, sim, mansões, feitas não por mãos. Deus é arquiteto e fundador dessa cidade.
• A muralha da cidade mede 144 côvados, ou seja 70 metros de altura.
• A medida da cidade é um símbolo da sua majestade, magnificência, grandeza,suficiência. Essas medidas indicam a perfeição da cidade eterna. Nada está fora de ordem ou fora de equilíbrio.

VII. A NOVA JERUSALÉM É LUGAR ONDE SE VIVE EM TOTAL
INTEGRIDADE - V. 18,21b
• Não apenas a cidade é de ouro puro, mas a praça da cidade, o lugar central, onde as pessoas vivem é de ouro puro, como vidro transparente. Tudo ali vive na luz. Tudo está a descoberto. Nada escondido. Nada escamoteado. A integridade é a base de todos
os relacionamentos.


VIII. A NOVA JERUSALÉM É O LUGAR DE PLENA COMUNHÃO COM
DEUS-V. 22
• No Velho Testamento a presença de Deus estava no Tabernáculo, depois no Templo.
Mas, depois que o véu do templo foi rasgado. Deus veio para habitar na igreja. O Espírito Santo enche agora não um edifício, mas os crentes.
• Na Nova Jerusalém não haverá templo, porque a igreja habitará em Deus e Deus habitará na igreja. Hoje Deus habita em nós, então, vamos habitar em Deus. Isso é plena comunhão! A vida no céu será marcada não por religiosismo, mas vida com Deus.

IX. A NOVA JERUSALÉM É O LUGAR DA MANIFESTAÇÃO PLENA DA
GLÓRIA DE DEUS - V. 23-24
• A cidade será iluminada não mais pelo sol ou pela lua. A glória de Deus a iluminará.
A lâmpada que reflete a glória de Deus é o Cordeiro. Cristo será a lâmpada que manterá a luz da igreja sempre acesa.
• A noiva do Cordeiro não é como a Meretriz que se prostituiu com os reis da terra. Os reis da terra é que vieram a ela para conhecer a glória do seu Noivo e depositar aos seus pés as suas coroas.
• Esta igreja não está a serviço dos reis, ela está a serviço do REI.



X. A NOVA JERUSALÉM É O PARAÍSO RESTAURADO, ONDE CORRE O RIO DA VIDA-22:1-2
• A Nova Jerusalém é uma cidade, um jardim, uma noiva. O jardim perdido no Éden é o jardim reconquistado no céu. Lá o homem foi impedido pelo pecado de comer da árvore da vida, aqui ele pode se alimentar da árvore da vida. Lá ele adoeceu pelo
pecado, aquele é curado do pecado. Lá ele foi sentenciado de morte, aquele ele toma posse da vida eterna.
• No Jardim do Éden havia quatro rios. Nesse Jardim Celestial, há um único rio, o Rio da Vida. Ele flui do trono de Deus. Ele simboliza a vida eterna, a salvação perfeita e gratuita, o dom da soberana graça de Deus. Por onde ele passa ele traz vida, cura e salvação. O rio da Vida simboliza a vida abundante na gloriosa cidade.
XI. A NOVA JERUSALÉM É ONDE ESTÁ O TRONO DE DEUS - 22:3-4
• O trono fala da soberania e do governo de Deus. O Senhor governa sobre essa igreja.Ela é comandada por aquele que está no trono. Ela é submissa, fiel. Esse é um trono de amor. Os súditos também são reis. Eles obedecem prazerosamente.
• A igreja pode estar situada onde está o trono de Satanás como Pérgamo, mas o trono de Deus está no coração da igreja.
• Na Nova Jerusalém vamos ter propósito - "Os seus servos o servirão". Nosso trabalho será deleitoso. Vamos servir Aquele que nos serviu e deu a sua vida por nós.Os salvos entrarão no descanso de Deus (Hb 4:9). Os salvos descansarão de suas fadigas (Ap 14:13), não porém de seu serviço.
• Na Nova Jerusalém vamos ter intimidade com o Senhor -"Contemplarão a sua
face...". O que mais ambicionamos no céu não são as ruas de ouro, os muros de jaspes luzentes, não são as mansões ornadas de pedras preciosas, mas contemplar a face do
Pai! Céu é intimidade com Deus. Esta é a esperança e a meta da salvação individual em toda a Escritura: a contemplação de Deus!

XII. A NOVA JERUSALÉM É ONDE OS REMIDOS VÃO REINAR COM
CRISTO ETERNAMENTE - 22:5
• Deus nos salvou não apenas para irmos para o céu, mas para reinarmos com ele no céu. Ele não apenas nos levará para a glória, mas também para o trono.
• Nós seremos não apenas servos no céu, mas também reis. Nós reinaremos com o Senhor para sempre e sempre. Cristo vai compartilhar com sua noiva sua glória, sua autoridade e seu poder. Nós iremos reinar como reis no novo céu e na nova terra. Que honra! Que graça!


CONCLUSÃO
1. Você já é um habitante dessa cidade santa? Você já tem uma Casa nessa cidade?
Seu lugar já está preparado nessa cidade?
2. Onde você colocado o seu coração: na Nova Jerusalém ou na grande Babilônia?
3. A qual igreja você pertence: à Noiva ou à grande Meretriz?
4. Qual é o seu destino: o Paraíso ou o lago do fogo?
5. Para onde você está indo: Para a Casa do Pai, onde o Cordeiro será a lâmpada eterna ou para as trevas exteriores?
6. Onde está o seu prazer: em servir a Deus ou deleitar-se no pecado?
7. Hoje é o dia da sua escolha, da sua decisão! Escolha a vida para que você viva eternamente!


APOCALIPSE 22:6-21
TEMA: OS DESAFIOS DOS CIDADÃOS DA NOVA JERUSALÉM
INTRODUÇÃO

O céu é mais do que o nosso destino, é a nossa motivação. O conhecimento de que vamos morar no céu deve mudar nossa vida aqui e agora. A visão da cidade celestial motivou os patriarcas na forma deles andarem com Deus e o servirem (Hb 11:10,13-16).
2. A garantia do céu deve nos levar não ao descuido espiritual, mas a uma vida plena e abundante aqui e agora.
3. Este texto tem alguns desafios para os habitantes da Nova Jerusalém:
I. OS HABITANTES DA NOVA JERUSALÉM DEVEM GUARDAR A
PALAVRA DO SEU SENHOR - V. 6-11,18,19
1. A revelação do Apocalipse é absolutamente confiável - v. 6
• João trata aqui da indisputável confiabilidade do Livro de Apocalipse. Este livro não é o Apocalipse de João, mas Apocalipse de Jesus. É revelação a partir do céu. É Palavra de Deus, por isso, absolutamente fiel e verdadeira. Apocalipse é um livro verdadeiramente de origem divina.
• O mesmo Deus que revelou sua Palavra aos profetas, também revelou-se a mensagem do Apocalipse a João, através do seu anjo (v6).
• Deus está autenticando o Apocalipse como um livro absolutamente inspirado,canônico.,
2. A observância da revelação do Apocalipse produz bem-aventurança - v. 7b
• Em primeiro lugar, guardar significa aceitar o conteúdo como legítimo, não mudar,não acrescentar nem subtrair nada ao seu conteúdo (Dt 4:2; Pv 30:5-6). Isso é valorizar a integridade do texto.
• Em segundo lugar, guardar significa obedecer, praticar, observar. Isso é valorizar a importância do texto.
• As profecias do Apocalipse não foram escritas para satisfazerem a curiosidade intelectual quanto ao futuro; foram escritas para que a igreja seja capaz de viver dentro da vontade de Deus. A profecia não é apenas para informar sobre o fim, mas para
preparar um povo santo para o fim.
3. A mensagem do Apocalipse vem de Deus, é sobre Jesus, por meio anjo a João, para
a igreja - v. 8,9
a) Deus é a fonte revelatória do livro - O v. 6 nos informa que o Senhor é quem enviou o seu anjo para mostrar a João as coisas que em breve devem acontecer.
b) Jesus é o conteúdo da mensagem do livro - O livro trata da revelação de Jesus Cristo, sua glória, sua mensagem, sua noiva, sua vitória.
c) O anjo foi o instrumento que Deus usou para mostrar a João o conteúdo do livro - O anjo não é a fonte da revelação, mas apenas seu instrumento.
d) João foi a testemunha ocular e o recipiente da revelação - Ele ouviu e viu. Essas coisas foram tão esmagadoras que ele caiu como morto aos pés de Cristo e agora se
prostra diante do agente. Cristo o levantou e o anjo rejeitou sua adoração.
c) A igreja foi a destinatária do livro - A mensagem foi enviada às sete igrejas daÁsia, bem como a todas as igrejas em todos os lugares em todos os tempos.
4. A mensagem do Apocalipse não deve ser selada, mas proclamada - v. 10
• Daniel foi ordenado a selar o livro até ao tempo do fim. João foi ordenado a não selar as palavras da profecia deste livro. O fim chegou em Cristo. Desde a primeira vinda de
Cristo, o tempo do fim se iniciou.
• A mensagem da vitória de Cristo e da sua igreja precisa ser publicada, anunciada, pregada, a todo o povo.
5. A mensagem do Apocalipse precisa ser mantida íntegra - v. 18,19
a) O liberalismo tenta tirar algo da Escritura - Nenhum homem tem autoridade para retirar nada da Palavra de Deus. Os liberais se levantam para dizer que os milagres não
existiram, que o registro da criação foi apenas um mito. Eles se levantam para dizer que muita coisa que está na Bíblia é interpolação. Não podemos negar a origem divina das Escrituras. Não podemos negar o caráter divinamente inspirado deste livro.
b) O misticismo tenta acrescentar algo à Escritura - O misticismo tenta acrescentar algo novo à revelação. Paulo diz que ainda que venha um anjo do céu para pregar
outro evangelho deve ser rejeitado.


II. OS HABITANTES DA NOVA JERUSALÉM DEVEM ESTAR
PREPARADOS PARA O JULGAMENTO DO SENHOR-V. 12-15
1. Jesus virá como aquele que julga retamente - v. 12
• Ele vem. Ele vem julgar. Ele tem o galardão. Ele vem retribuir a cada um segundo as suas obras.
• Jesus é o juiz que se assentará no trono. Ele vai julgar-nos segundo as nossas obras(Mt 25:31-46).
• O critério do galardão ou do grau de condenação são as obras.
2. Jesus é o juiz que tem credencial para julgar retamente - v. 13
• Ele está no começo e no fim. Ele conhece tudo. Ele é o Pai da eternidade. A origem e a consumação de todas as coisas. Dele, por meio dele, e para ele são todas as coisas.
• Ninguém poderá escapar naquele dia. Ninguém poderá fugir. Ninguém poderá subornar o seu juízo. Os homens ímpios vão se desesperar (6:16-17).
3. O critério para a salvação não são as obras, mas a obra viçaria de Cristo na cruz - v.14.


• Os santos não são justos por causa das suas boas obras, mas por causa do sangue do Cordeiro (Ap 7:14).
• Os habitantes da Nova Jerusalém, entrarão na cidade pelas portas não por causa das suas obras, mas por causa do sangue do Cordeiro (22:14).
• Não são as nossas boas obras que nos levarão para o céu. mas nos e que levaremos nossas obras para o céu (Ap 14:13).
• Os lavados no sangue do Cordeiro vencem o maligno (Ap 12:11). comem dos frutos da árvore da vida e entram na cidade pelas portas (22:14).
4. Todos aqueles que não foram lavados pelo sangue do Cordeiro ficarão fora da cidade santa - v. 15
• Este verso contrasta o destino dos perversos com o destino dos salvos. Os remidos entram na cidade pelas portas. Os perversos são deixados fora da cidade.
• A cidade é onde está o trono de Deus. Deus é o santuário dessa cidade. O Cordeiro será a lâmpada dessa cidade. É a cidade cujo arquiteto e fundador é Deus. É cidade de
muros de jaspes luzentes, de praças de ouro. É a morada de Deus.
• Aqueles que não foram lavados ficarão não apenas fora da cidade, mas serão lançados no charco de fogo (Ap 20:15).
• Os pecados aqui mencionados são os pecados de impiedade (relacionamento com Deus - feitiçaria e idolatria) e perversão (relacionamento com homens - cães, impuros,
assassinos e mentirosos). Esses pecados já foram mencionados em 21:8,27.
5. Depois do juízo é impossível mudar o destino das pessoas — v. 11
• Em Gênesis 2:1-2 a obra da criação foi concluída. Em João 19:30 a obra da redenção foi consumada. Em Apocalipse 21:6, a consumação de todas as coisas é declarada.
Agora, o destino final das pessoas é selado (Ap 22:11).
• A primeira e a terceira sentenças do verso 11 falam dos feitos de alguém, enquanto a segunda e a quarta falam do caráter da pessoa. Só há dois grupos na humanidade: os
que fazem injustiça e são imundos e os que praticam justiça e são santos.
• Não existe aqui nenhuma solicitação geral para que se continue pecando.
• Essas palavras do texto dizem que o destino das pessoas no juízo não poderá ser alterado. O que for, será para sempre. Não haverá mais arrependimento nem apostasia.
O julgamento é o fim e anuncia o estado final de justiça e injustiça permanentes.
Haverá uma hora que será tarde demais para o arrependimento.
• A Palavra de Deus está dizendo que as pessoas que se recusaram a ouvir e a obedecer, continuarão em seu estado de rebeldia eternamente. Enquanto aqueles que receberam vida nova em Cristo, terão esta vida eternamente. Deus vai entregar as pessoas ao seu próprio estado.


III. OS HABITANTES DA NOVA JERUSALÉM DEVEM AGUARDAR
ANSIOSAMENTE A VINDA DO SEU SENHOR - V. 7,12,16,17,20.
1. O Senhor da glória é identificado - v. 13,16
a) Jesus é o começo e o fim (v. 13) - Ele é Deus de eternidade a eternidade. Tudo vem dele é para ele.
b) Jesus é o ascendente e o descendente de Davi (v. 16) - Ele é a Raiz e também a Geração de Deus. Ele é Filho e também Senhor de Davi. Ele abarca toda a história.
c) Jesus é a brilhante estrela da manhã (v. 16) - Ele anuncia o alvorecer da eternidade, anunciando que esta vida é apenas um prelúdio da vida real no mundo porvir. Jesus é o Salvador divino-humano.
2. O Senhor da glória promete vir buscar sua noiva sem demora - v. 7.12.20• Jesus como noivo da igreja já assumiu seu compromisso de amor com ela. Ele já
pagou o dote na cruz. Agora, a noiva deve se preparar, se ataviar.
• Em breve ele virá ao som de trombetas para buscar sua noiva. Ele virá em breve.• Mas, se ele prometeu voltar em breve, porque já tem dois mil anos e ele não voltou
ainda? Por que alguns julgam a sua vinda demorada (2 Pe 3:9)? Pedro responde o porquê. Deus deseja dar ao homem a oportunidade de arrepender-se para que seja salvo (2 Pe 3:9).
• O livro de Apocalipse é o outdoor de Deus, anunciando que Jesus vai voltar em breve! A promessa da vinda de Jesus sem demora mostra como a comunidade cristã deve viver sempre na expectativa da vida iminente do Senhor. Ninguém sabe o dia
nem a hora (Mt 24:36). Cada geração deve estar desperta, como se a vinda do Senhor estivesse às portas (Mt 24:42-44).
3. A Noiva do Cordeiro deve clamar ansiosamente para o que o seu Noivo venha - v.17
• O grande anseio de uma noiva não é ter uma casa, mas um esposo. Seu coração não está em coisas, mas no seu Amado. Ela anseia não apenas pelo paraíso, mas pelo
Amado da sua alma. • O clamor da Noiva é: Vem! Ela sempre ora: Maranata, ora vem Senhor Jesus! (1 Co
16:22). A oração da igreja é: "Senhor Jesus leva a bom termo o teu plano na História com vistas à tua vinda".
• Esta é uma oração fervorosa da igreja inspirada pelo Espírito Santo. A igreja clama pela vinda de Cristo. O anseio da igreja é pela chegada do seu Noivo para entrar no seu lar eterno. A última palavra da igreja é: Vem, Senhor Jesus! (Ap 22:20).
4. A Noiva do Cordeiro clama insistentemente para os sedentos virem a Jesus -v. 17b • A igreja não apenas aguarda o Noivo, mas ela chama os sedentos para conhecerem o seu Amado. A igreja proclama que Jesus satisfaz. Ele tem a água da vida. O mundo
não satisfaz, só Jesus pode dessedentar a nossa sede. Só nele há vida eterna.• A igreja proclama um evangelho de graça e não de obras ou méritos.• Uma igreja que anseia pela volta de Jesus é uma igreja comprometida com evangelismo.


CONCLUSÃO
1. A última promessa das Escrituras diz: "Certamente venho sem demora": e a última oração: "Amém. Vem, Senhor Jesus!" (Ap 22:20).
2. Após essa fervorosa oração de anseio pela segunda vinda de Cristo, segue a bênção:"A graça do Senhor Jesus seja com todos" (Ap 22:21).


Chegamos ao final do estudo lembrando que grande parte do estudo foi tirado do livro do Rev. Hernandes Dias Lopes que Deus os abençoe